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terça-feira, 15 de abril de 2014

O bom mau comportamento

Ao fim de quase 3 anos de infantário temos as primeiras queixas de mau comportamento da Joana. Aleluia!
No início dos tempos tínhamos uma Joana que chorava ansiosa e insegura perante a contrariedade. Depois passámos a uma menina contrariada, mas resignada.
Agora temos uma (pontual!) insubordinada, que questiona e contraria as regras e faz as asneiras todas típicas da sua idade.
E sobretudo, sabe defender-se, até demais. À mínima provocação há resposta ou encontrão prontos. Preparadíssima para a primária.

Às escondidas achamos graça, até certo ponto. À frente dela temos que refrear, controlar, mostrar que é errado fazer aos outros o que não gostaria que lhe fizessem.
Assim é crescer.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Os pais, o amor e a economia


A Joana está doente, com uma daquelas viroses típicas (bem fazendo as contas já não estava há praticamente 3 meses, desde o Novembro horribilis).
Ontem dormiu comigo para ir acompanhando as febres e estado geral (tenho pânico dos picos).

No silêncio da noite ao adormecermos:
"Mamã, quando for grande vou viver nesta casa?"
"Sim, se quiseres podes morar" - enterneci-me
"Se o Rodrigo, irmão da Inês, me deixar eu vou escolher esta casa" - oh o amor
"Está bem, podem morar aqui ou na vossa casa, por exemplo aqui perto, vocês é que escolhem"
"Se ele não quiser, o problema é dele ele é que vai pagar!"
"Pagar? Pagar o quê?!"
"Pagar outra casa!" - oh a economia

Não sei se já eram neurónios avariados pelo adiantado da hora, mas não sabia se lhe havia de dar beijinhos por querer ficar connosco, enternecer-me pelo namorado fiel ou bater palmas pela perspectiva financeira! Por isso, ri-me e muito!
Por muitas incertezas que o futuro possa trazer, o tecto está garantido minha filha.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

S. Valentim

Ao chegar à escola a educadora diz à da Joana que vai levar para casa o coração feito pelo "namorado". Meto-me na conversa e digo que ela já tem um há muito tempo fora da escola, o Rodrigo.
"Ai é tens dois?!" brinca a educadora
"Não, só tenho um, o da escola é a brincar.", esclarece.

Ao fim do dia de ouvidos cheios de S. Valentim nas notícias:
"Hoje é S. Valentim! Mamã eu hoje vou estar com o meu namorado"
"Não, hoje não."
"Mas quando é que eu vou estar com o Rodrigo e a Inês? Eu estou sempre com a avó N. e R. e nunca estou com eles" - injusto!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O sol ou a falta dele


Precisa-se urgentemente de sol para que a minha criança (e a que há em mim também) possam libertar a sua energia potencial sob a forma de energia cinética, que não seja a correr pela sala e a saltar nos sofás, dias a fio (com breves excepções), mesmo depois de dias de escola e a horas que os pais já sofrem de inércia e ainda têm o mini eufórico de nos ter com ele, cheio de energia potencial. Quando chegamos à garagem, para deslocações casa-casas, casa-escola, a miúda corre, corre, corre, parece que foi "libertada na natureza"...

E a mim, faz-me tanta falta, para as mini caminhadas matinais que descobri que me fazem tão bem, nem que seja para respirar fundo, apanhar ar na cara, ouvir os barulhos naturais.


Já são meses de chuva, chega, ok S. Pedro?
Cheias, inundações, costa fustigada, vendavais, a natureza, destruição e prejuízos sem fim.
Bem sei que merecemos um castigo pelo que lhe temos feito, mas nem todos precisamos de acordar para isso, muitos de nós já estavam bem conscientes.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Vacinas


A minha doce menina portou-se lindamente nas vacinas dos 5 anos esta 3ª feira

No início do dia perguntei-lhe se queria ir comigo e com o Diogo tomar também a sua vacina e tremelica e cheia de coragem respondeu que sim, para ficar resolvido.
Pensei que ia ficar a pensar no assunto, mas não, foi para a escola com o ânimo que agora lhe é característico (mesmo depois de 2 semanas de férias). A educadora disse que só depois do almoço mostrou receio. No entanto, desde que a fui buscar ao início da tarde, a lanchar durante a espera e até entrarmos no consultório, nunca disse que já não queria, nem mostrou muito medo, só aceitação.

Então descobri que eram duas... bolas.
Ficou receosa na aproximação da 1ª, pu-la no colo e escondi-lhe os olhos, quase não deu conta, quando o enfº perguntou "posso começar", já tinha passado.
Ao saber que havia outra, não queria, mas aceitou... só que essa, a vaspr, doía mesmo segundo o enfº... e chorou muito sentida a minha doce menina.

Ficou nervosa e já nem quis ver a do irmão e minha a pensar que podia doer...
Ficou dorida e queixosa. Como o enfº lhe explicou a importância das vacinas preocupou-se em saber se tinha todas em dia. E como o pai tem uma a tomar, ficou preocupada que estivesse atrasada (mal sabe que está e dois anos). Preocupações de adulto em cabeça de criança.
À noite custou-lhe adormecer, sem posição. Devia ser proibido por decreto uma criança tomar duas vacinas num só dia.

Foi uma valente. Com a idade dela e até mais velha, ia arrastada. A minha irmã escondia-se na varanda.





sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

6 meses e meio Diogo - Consultas dos dois


Nestas duas semanas foram vários os desenvolvimentos e depois dos atrasos, merecem registo.

De "repentemente" o meu menino despertou para a vida de uma forma brutal, um espevitanço instantâneo.
Quer estar sempre sentado e consegue-o por algum tempo, até tombar para a frente. Na espreguiçadeira estica o pescoço e tronco para tentar sentar-se.
Passou de não ligar nenhuma a estar em pé a fincar com força os pés quando o seguramos.
Quer mexer e agarrar em tudo, estica logo as mãos quando se aproxima de alguma coisa. Em sítios planos arranha na tentativa de agarrar. Escusado será dizer que com as nossas caras e cabelos, vai tudo à frente. No aniversário do tio João, fartou-se de gritar (parecia uma crise de nervos!) por querer esgadanhar a prima M. e B., que ainda por cima usa óculos e não o deixarem...
Quando tem objectos nas mãos observa-os muito e mexe nos pequenos detalhes com os dedos, como nos olhos do caracol ou asas da borboleta. Fica assim tempos perdidos. Com os telemóveis, tablets e comandos é o êxtase.
Fica louco com o movimento / cor dos balões.
Quando ouve as pessoas falar não se limita a seguir o som, mas observa atentamente o que dizem.
Um curioso e observador como a mana!

Palrar, pouco, é mais quando acorda e fica sossegado à espera que alguém apareça. Fora isso dá gritos e gritinhos de felicidade (a mana foi mais despachada e ainda agora é uma tagarela).
Já nos identifica claramente e fica com sorrisos rasgados e agitado quando chegamos.

No banho é uma excitação, gosta muito e já chapina com força. Gosta de se ver e nos ver no espelho, sempre sorridente. A baleia termómetro é um dos brinquedos preferidos. Tenta agarrá-la e como é difícil, quando consegue aperta-a contra a boca, sopra-lhe e "rosna". Como diria a O., é tipo "My precious".

Nas últimas semanas as noites têm sido maravilhosas. Progressivamente deixou de querer o leite a meio da noite. Adormece entre as 10-11h, damos-lhe o biberão perto da meia-noite e vai até de manhã a dormir, 8-9h, só interrompendo 1 a 2 vezes o sono, mas acalmando com a chucha. Abençoada!
Hoje foi o êxtase total e nem uma vez reclamou por chucha.
Eu continuo ainda assim a acordar e ir vê-(los)... o cérebro de mãe ficou programado. Aproveito para cobrir a Joana, às vezes totalmente fora da roupa e gelada. Acho que é o frio que a faz ir para a nossa cama de madrugada... Cubro também as mãos do Diogo, que estão invariavelmente para cima e de fora, o que o faz acordar de mãos frias...
(depois custa-me muito adormecer de novo e agora que ele não acorda, apetece-me atirar-me contra a parede. Adiante).
Dorme sempre encostado ao pano da cabeceira. Desde que se consegue mexer melhor que mesmo que o pousemos mais para baixo, estica-se até se acomodar. A mana em bebé era tal e qual, agora gosta de encostar a testa. Afinal de contas passaram 9 meses no conforto da barriga...

Entre adiamentos de consultas, a nossa querida dra. Lurdes acabou mesmo por ficar de atestado até ao fim do mês. :( Tivemos que encontrar outra pediatra, pois além de já passar 1 mês e meio da consulta anterior, estávamos a ficar sem opções de sopas planeadas à semana por ela. Fomos à dra. Alice na semana passada, que também trabalha com a dra. Matilde e gostei muito. O método de recomendar e escolhas são diferentes, é mais pode comer isto e aquilo e vá acrescentando progressivamente e variando :) Na verdade, o Diogo está é maior e eu em estado de choque à medida que me foge do colo :)
Sendo assim, o leite para o 2, a papa a com glúten, pode comer iogurte de leite adaptado com fruta ao lanche e passa a comer sopa de peixe ao jantar. Dica importante: cozer o peixe à parte para o sabor ficar mais suave. Os legumes, todos (3 normais e 2 verdes), a carne pode ser frango, perú, coelho, cabrito e eventualmente vitela, mas tudo "bicho novo". Frutas todas, excepto as das alergias.
No sábado a papa passou para o lanche e experimentou a sopa de peixe: no passa nada.

Aos 6 meses e 1 semana
Peso: 7,150 kg
Comprimento: 65,5 cm
Engrenou no percentil 25.

Aproveitámos para levar a Joana para pedirmos opinião sobre as doenças sucessivas: está óptima (fora a birra, logo à chegada por querer levar um brinquedo para casa, como na dra. Lurdes que vai trocando... - a sério, eles escolhem o melhor momento para nos deixarem ficar mal, não é?)
Como explicou a pediatra, tem estado muito frio, o que é favorável a estas doenças oportunistas. Tem havido muitas viroses, gastroenterites e outras que tais. Tudo o que ela teve é normal, até porque o sistema imunitário fica fragilizado e vem logo outra a seguir.
Está/é miudinha, mas já é a estrutura dela, continua alegremente a seguir a curva do percentil 25%, logo, equilibrada.
Aos 5 anos e 7 meses
Peso : 17,50 kg
Altura: 106 cm (cresceu 5 cm em meio ano, é obra, ou se estica ou se alarga, não há hipótese!)



No aniversário o tio João recebeu como presente o Diogo por afilhado. O 1º acto oficial foi oferecer-lhe o cartão de sócio do FCPorto. Eu sabia que ele andava a tratar (o que me fez ter a certeza da escolha do padrinho!), mas a entrega foi surpresa e uma linda coincidência.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Joana, 5 anos, 5 meses, 2 semanas e 2 dias


Todos sabemos que o tempo passa a voar, é uma frase feita, porém bem real e a mim às vezes esmaga-me essa rapidez, cria nostalgia, por não poder guardar momentos numa caixinha, para os repetir quando quiser.

Esta semana tem-me acontecido isto especialmente. Quando a Joana chega a casa, olho para ela e vejo uma menina cada vez mais crescida, mais madura, quando ela sempre o foi. Todos os dias há um despertar, uma alteração de linguagem, um interesse por coisas diferentes, o querer perceber novos assuntos, novas conclusões.
Felizmente está a libertar-se da ansiedade que as novidades no infantário lhe causaram, a fazer novas conquistas e a viver em pleno.
Sinto um orgulho gigantesco, um coração cheio, por ser mãe de uma menina tão especial.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Carago não, carago!

Uma mulher do Norte:
"Joana anda para a cama! Já estou farta de te chamar, já chamei p`rai 20 vezes!"
"20 vezes?!? iiiiiiiiii carago!" - responde com admiração, mantendo os olhos na sua consola.

:s Pára tudo
Ficou perplexa quando lhe disse que era asneira, ainda que a pudesse ouvir de algumas bocas.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A rotina contra-ataca


Instalou-se a falta de vontadinha de ir à escola, alguma gemideira matinal e algum choro na escola pela alteração de algumas rotinas com a educadora. Metade manha, metade preocupação.
"Vai correr tudo bem?" - faz eco várias vezes na cabeça durante o dia.
 
À noite lá rezo o b-a-bá, digo-lhe que os adultos, ainda que não lhes apeteça, vão trabalhar para ganhar dinheiro e comprarem e  que precisam para casa, passeios e férias e as crianças para a escola aprender coisas novas. Depois irá para a primária e por aí a fora para um dia conseguir cumprir o sonho de ser tratadora de golfinhos (desde que foi ao Zoomarine pela 3ª vez, mudou de profissão).
 
Contra-argumenta que para ir para a piscina não precisa de andar na escola, que no trabalho dela ninguém lhe paga e "e se chegar ao Zoomarine, estiver tudo cheio e mandarem-me embora?" - portanto, preocupações com a desadequação curricular, o trabalho não remunerado e o desemprego aos 5 anos.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Festa do Final de Ano

 
E assim, de repente, devagar e depressa ao mesmo tempo, chegámos ao final de mais um ano de infantário, este muito mais tranquilo, cheio de melhorias a todos os níveis, sobretudo na confiança, segurança, desinibição, um grande crescimento desta menina que nos enche de orgulho.
 
Viemos cheios de baba pelo desempenho, o coração cheio, ao vê-la com tanta alegria, a divertir-se muito com a própria actuação. Emocionei-me muito ao ver o grupo todo, como cresceram! São capazes de coisas maravilhosas, com a doçura que só existe nas crianças. Por outro lado, comoveu-me ver a dedicação das educadoras e directora, expressa no carinho com que os tratam, nos cuidados para que tudo corresse bem e visível nas horas e horas que devem ter perdido a criar as peças, preparar cenários e ensaios... Uma pequena família.
 
O tema deste ano lectivo era o "Crescer Saudável" e o teatro tinha vários quadros alusivos aos hábitos saudáveis, integrando uma espectacular aula de zumba. Cantar e dançar é a praia da Joana!
Houve também a demonstração de karaté e no inglês a peça era o Capuchinho Vermelho, onde a Joana tinha um parco papel, a mãe, por isso dedicou-se a rir das palhaçadas dos outros, como se fosse a 1ª vez que as via. 
 
No final, houve entrega do diploma de Joaninha, com passagem para a sala das Borboletas, que voam para a primária daqui a um ano... glup. Dado o momento solene, os manuais e trabalhos serão entregues em reunião, em sede própria, de preparação para entrada na distinta pré-primária!


 

domingo, 23 de junho de 2013

Filho de peixe, peixinho é

A propósito deste post da Calita do Panados e Arroz de Tomate, aproveitei uma noite em que a miúda estava inquieta ao adormecer para lhe dizer para fechar os olhos e pensar em coisas boas. Depois perguntei-lhe em quê:
"Estou pensar em salvar o mundo. Proteger os animais e as flores, não deitar lixo para o chão."
Que nobre missão.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Fim-de-semana em grande - Joana

 
No sábado à tarde foi o tão esperado Festival Panda. Há pelo menos 1 ano que queria ir e até agora tínhamos conseguido empurrar a coisa "para o próximo ano". Agora, pela insistente publicidade, ela tinha plena noção do dia e ia perguntando. Aproveitamos um momento de bondade da tia Cristina e colámo-nos à sua ideia de a levar.
Lá foram de metro até ao estádio do Dragão - mais um motivo de excitação - e divertiram-se muito! A miúda dava saltos de alegria a cada actuação.


 
 
No domingo foi o Open Day da natação. Acompanhou-nos a avó N. e ficámos cheios de orgulho dos progressos da nossa menina! Um peixinho na água!
Quando a fui ver há uns tempos quase tinha um colapso ao ver que andava sozinha na piscina de um lado para o outro apenas agarrada à prancha e que dava mergulhos, nadando à cãozito até à borda. A professora já não entra na água, acompanha de fora.
Agora já não existiu essa "surpresa", apenas os progressos, como o mergulho de cabeça e a flutuação.
Quem diria que esta peixinha que não suportava salpicos nos olhos iria estar tão à vontade ao mergulhar e até quando a professora os imerge sem avisar para passar entre pistas!
 
 



segunda-feira, 17 de junho de 2013

3 semanas, a caminho das 4 - Diogo e Joana

Na passada 5ª feira, 13.Junho, o Diogo fez 3 semanas.
Está muito mais desperto e acorda facilmente para o leite, nos últimos dias até o faz por ele, a berrar a plenos pulmões. Tem sido mesmo um relógio, sobretudo de noite, raramente abdicando do intervalo de 3h, quando não é menos tempo. Praticamente deixámos de ter o trabalho de o despertar.
Ou seja a estratégia do suplemento à noite, para aconchegar bem o estômago, ajudou a ter intervalos tranquilos, no entanto não deixa de impor a sua vontade.
 
Continua muito comilão e este apetite revelou-se no peso. Na 3ª feira fomos pesá-lo à Lapa e ficámos muito contentes: 2.760 kg, aumentou 310 gr. em 1 semana. Na 6ª fomos à consulta do recém-nascido no centro de saúde e já estava com 2.900 kg! Muito bom! Estamos tranquilos com esta franca evolução e na próxima semana confirmaremos com a pediatra se são possíveis, desde que o bebé queira, intervalos maiores entre leitinhos.
 
Tem sido calminho, chora apenas para se queixar de algo que incomoda, fome, fralda suja (para nós é novo, à Joana era indiferente), soninho, cólicas (porque come demais), arrotinhos entalados... Fora isso dorme ou fica desperto muito tranquilo.

Adora o banho, fica muito relaxado e depois dorme profundamente;

Gosta de chucha moderadamente, quase só para adormecer. Para enganar a fome resulta por pouco tempo!

Na 5ª feira demos o 1º mini passeio, até ao café e já se nota que vai mais direitinho no coque.
 
 
Aos poucos e com a recuperação da Joana e o regresso à escola, sentimo-nos a criar uma nova rotina e equilíbrio e finalmente respiramos fundo.
O facto de ser o 2º filho dá-nos muito mais tranquilidade e satisfação ao perceber melhor as suas necessidades e o que quer a casa momento (dormir, mamar,...)
Felizes!
 
Conseguimos finalmente ir jantar fora a dois - jantar em falta desde a semana em que o Diogo resolveu nascer - e soube mesmo bem desanuviar e esquecer os dias em que andámos às cabeçadas pelas preocupações e cansaço acumulados - não foi nada fácil!
 
A Joana está impecável com o mano, superando qualquer expectativa e tendo passado a doença, não tão exigente connosco. Já percebeu que não lhe rouba o lugar, já o encaixou na sua nova rotina e na família e isso também me faz sentir incrivelmente bem. Tenho a certeza de que vão ser sempre grandes amigos.
Quer ajudar nos cuidados, quando chora preocupa-se com o motivo, pergunta se já são horas de comer, sugere uma gota de aero-om na chucha, faz festas e diz "oh coitadinho". Quando nos vê ocupados ou simplesmente sentados, vai brincando sozinha - quase inédito.
Desfaz-se em mimos e beijinhos. Emociono-me muitas vezes com estes carinhos, assim vale mesmo a pena criar uma família!



quarta-feira, 12 de junho de 2013

As nossas camas

A nossa última noite:
 
- às 23h00 deito-me com a Joana, no meu quarto. Depois da história caímos as duas para o lado;
- a avó R. deita-se na cama da Joana;
- o pai fica na sala com o Diogo, a fazer horas;

- 01h00 toca o despertador para o antibiótico da Joana, levanto-me ;
- o pai já deu o biberão ao Diogo e pôs a arrotar e lembra-se que quando ela acordar já não vai querer passar para o quarto dela;
- deito-me eu na outra cama-gaveta do quarto da Joana e o pai com ela no nosso quarto.
- o Diogo vai comigo; (fico portanto a dormir com a minha sogra, inédito).
 
- 04h00 acorda o Diogo para mamar, a avó vem connosco para o pôr a arrotar (demora!); quando nos despachamos das nossas tarefas voltamos para a cama;

- 07h00 toca o relógio Diogo, repete-se o ritual, mas é o pai que acompanha;
- vou dormir para o meu quarto com a Joana;
- o pai, quando termina o turno deita-se na cama-gaveta do quarto da Joana com o Diogo.


É a dança dos pais e filho. Ai e tal dormir com a miúda... conseguimos dormir senhores, conseguimos! E nada me parece mais importante.

A propósito, o post que venero do Locais Habituais, "Deixai as nossas camas e mamas em paz". A parte das mamas também está na ordem do dia, fica para outro post.

 

Pneumonia

No domingo a Joana acabou por estar bem, a febre só chegou aos 37.5°, ao fim da tarde, e passou à noite. Na 2a feira foi idêntico, para nosso desespero por nunca mais ir embora de vez e subiu até aos 38°. Decidimos então ir à urgência do HPP (5 estrelas).
Após auscultação e rx: pneumonia atípica. Sei que as pneumonias não são como antigamente, ainda assim o nome impõe respeito, por isso esclareci com a médica que se trata de uma ligeira, podendo até chamar-se infecção respiratória, atendendo ao restante bom estado, alimentação correcta e febre já baixa.
Veio de lá com prescrição de antibiótico. Durante mais 48h ainda seria contagioso, depois e quando a febre passasse, podia voltar à vida normal. Confesso que havendo um diagnóstico e tratamento definidos fiquei até mais tranquila do que com a incerteza. Na minha cabeça já só passavam filmes negros, como tumores e leucemias...
Caricato e sem graça nenhuma é raramente estar doente e a pior "tinha" da vida dela acontecer quando o Diogo nasceu. Nem sei como o conseguimos proteger. Se foi imunidade pelo meu leite, dure a amamentação mais ou menos tempo, já valeu a pena o esforço para o conseguir pôr a mamar.
 
Entretanto antibiótico já começou a fazer efeito, ontem não teve mais febre e começamos a respirar de novo.
 
A destacar também o bom comportamento na consulta, receptiva a todos os procedimentos (só se assustou com a máquina do rx).
É um doce a minha filha. Já tinha ido à falência se a premiasse por cada atitude de crescida. Na sala de espera, fez a festa, desde falar com toda a gente, grandes e pequenos, até lançar aviões de papel...

domingo, 9 de junho de 2013

2ª semana - 31.Maio a 06.Junho


Na segunda semana há a destacar:

31.Maio - 6ª - 1 semana e 1 dia

- as vacinas BCG e Hepatite B no Centro de Saúde. Claro que nós e a avó R. não conseguimos olhar... Gritaste muito, acalmando rapidamente no mimo do meu colo.

- a festa do Dia da Criança na escolinha da Joana. Fizeram pinturas faciais e em t-shirts que trouxeram para casa. Fui eu buscá-la (adorou!) e vinha radiante!


01.Junho - sábado

- fomos à festa da Criança no Palácio, o nosso 1º passeio, a 3, depois de sermos 4, e o meu 1º também depois de tanto tempo no estaleiro. Apesar de ainda dorida, o que se agravou com o calor, soube bem! A Joana estava muito feliz! Estava imensa gente, mas deu para aproveitar algumas actividades com menor fila.
O Diogo ficou com a avó e portou-se muito bem. ;)


02.Junho - domingo

- caiu o cordão umbilical de madrugada, sem que o papá e a avó N., que lhe trocaram as fraldas durante a noite, tenham dado conta. Recuperámos da roupa suja!

- o papá voltou com a Joana ao Palácio, pois tinha ficado com pena de não ter experimentado os insufláveis.

- jantámos em casa dos tios V. e F. e o Diogo conheceu as primas C. e C. e o primo V..


03.Junho - 2ª

- pesagem no Hospital da Lapa: 2.450 kg! O peso de nascença recuperado! Ficámos felizes! A dra. Lurdes também, sobretudo por ter sido em tão pouco tempo e deu carta branca para continuarmos com o suplemento apenas à noite.

- A Joana começou a dar sinais de sentir falta de fazer as nossas coisas e ter os seus mimos. Não tem ciúmes directos, sente a nossa falta de disponibilidade.


04.Junho - 3ª

- Ligaram da escolinha com o telefonema que nunca é bom: Joana com febre... (4ª vez este mês com pico de febre).
Felizmente ainda deu tempo para aproveitar a festa da criança (2ª parte) com os insufláveis
O jantar e deitar foram muito agitados entre mim, pai e a avó R., à custa da doença e exigências da mini... Eu estava k.o....

- Após o banho está a tornar-se hábito o chichi em repuxo sobre a mãe!


05.Junho - 4ª

- Após 2 aventuras consegui tratar de metade do pedido do subsídio de parentalidade na Seg. Social...


06.Junho - 5ª - 2 semanas

- Resolveu não pegar na mama, ficou ali à espera que "pingue" como com o biberão da noite... Quando o forço não agarra, zanga-se, cabeceia, empurra-se com os braços contra mim e berra enervado. Foi à bomba...

- visita do tio João, que trouxe à mini máscaras do cão e do gato - foi uma diversão pegada!

- o Diogo ofereceu à mana 2 peixes dourados para retribuir o peluche da girafa que ela tinha dado. Ficou feliz da vida e conta a toda a gente!


Às 2 semanas:

- 1os sons (que não chorar), um " Uá" tão doce!

- cabelo a ficar loirinho

- pestanudo e com sobrancelhas!

- pelos na dobra das orelhas!

- um bebé calmo e doce!



Entretanto...

Desde terça a Joana tem estado doente, o que tem tornado esta semana extremamente cansativa e desgastante, entre os cuidados com o bebé, leites, agitação e febres nocturnas. Já não são tão altas como no início em que a tínhamos que enganar com Brufen no meio do Ben-u-ron, no entanto tendem em reincidir ao fim do dia e noite...
A pediatra disse que não tendo outros sintomas deve tratar-se de uma virose. Como são já 5 dias estamos a pensar ir hoje ao hospital para ficarmos mais tranquilos.
Tem-nos valido a avó R. durante a semana e os avós N. e N. e tia Cristina ao fim-de-semana, para conseguirmos dormir minimamente e dividir os cuidados. A Joana estando assim, só nos quer a nós com muito mimo e faz muitas birrinhas.

As preocupações não nos deixam descansar, nem usufruir tanto quanto queríamos desta fase, no entanto continuamos super-felizes como família de 4.


O Diogo continua um "dormilão", expressão que me saiu há dias sem querer. Já acorda mais facilmente durante o dia para mamar, mas apenas se pegarmos nele e mantém-se desperto por mais tempo. No entanto, a noite continua a ser "a cena dele" e à horinha certa, 3/3h começa a ranhetar e pedir o seu leitinho. Reloginho!
Com o tempo foi melhorando a sua técnica ao mamar e tornou-se profissional e fã da mamoca. Está quase com o estatuto da mana de "locomotiva". Dá cabo de mim em 45 min, "come tudo e não deixa nada".










segunda-feira, 20 de maio de 2013

A casa do vizinho é sempre melhor do que a minha

 
Desde que ambos nasceram, eu sabia que este dia ia chegar:
A minha filha quer passar a vida na casa do vizinho, o J., mais velho apenas uns meses.
 
De vez em quando dizia que queria ir para casa dele. Respondíamos que um dia podia convidá-lo para a nossa. Na outra 6ª feira, quando o pai a foi buscar à escolinha, encontraram-se no elevador com o J. e a mãe e ela "convidou-se" para casa dele.
 
Veio a casa trocar de roupa, na hora h hesitou por nós não irmos e depois a vontade foi maior, lá foi. Quando fui bater à porta estava muito divertida e já nem queria voltar. Entre toques de campainha de um lado para o outro, a tarde terminou com as portas dos dois apartamentos abertas e livre circulação de crianças, entre os brinquedos de um e outro!
 
Durante a semana tocou lá quase todos os dias para o convidar, mas não estava.
Por enquanto só tenho que me preocupar em não incomodarmos os vizinhos e na juventude?!? ;)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A festa


No dia anterior ligou-me a educadora a dizer que a miúda estava com febre. "Lá vai a festa, ninguém merece estar doente no anos." - pensei. Como tudo nos miúdos é imprevisível, passou, talvez tenha sido um pico motivado pela constipação/cansaço.

Acordei-a e ainda ensonada já estava muito feliz. Mais ficou ao ver a decoração que a tia C. tinha vindo fazer à noite, com o motivo que escolheu para o bolo: o Pocoyo. Em pequenita adorava, agora ainda acha piada quando vê, mas entre tantas bonecadas mais actuais, vá-se lá saber porquê).

A minha mãe lá a levou para a escola muito contente com o bolo-gato feito por mim, conforme pediu e os doces para os amigos. Sabia que ía ser a "rainha" do dia e a responsável.

Esteve a chover até perto da hora do almoço e aí veio o sol. Lembrei-me da conversa com o avô quando nos veio trazer a casa na 2ª feira "Nos meus anos vai estar a chover e vai ser um dia muito triste!" - o drama. "Claro que não, os teus anos são sempre alegres!". O avô prometeu-lhe chuva e sol para aparecer o arco-íris.

À tarde liguei para a educadora que me contou que estava numa grande excitação por ser o seu dia e  ansiosa que chegasse a hora dos parabéns.
A avó N. foi busca-la e vinha muito contente a contar que o bolo tinha sido um sucesso e o seu dia corrido muito bem.
 
Como estou com estas limitações de mobilidade foi praticamente a avó N. que preparou tudo para o jantar, tendo depois a restante família ajudado na logística.
A mini estava muito bem disposta e faladora, a presidir à mesa, do alto dos seus 5 anos, na companhia dos avós, bisavós, tios e primas.
 
Divertiu-se mesmo muito e diz que gostou da sua festa!
Fomos dormir cansados, mas de coração cheio pelos 5 anos da nossa menina.


 
 




quinta-feira, 9 de maio de 2013

O parto da Joana

 
Há 5 anos atrás, após semanas sem sinais de parto, com muitas caminhadas a ver se eles chegavam, a indução foi marcada para o dia 9.Maio, às 40 semanas. Na última consulta, uns dias antes, a dra. M. fez um daqueles últimos toques "maravilhosos" e ainda assim, nada.
 
Ou era o que pensávamos...
Mentalizada para um dia de indução que não daria em nada e terminaria em cesariana, chegámos à ordem da Lapa passava das 10h, sem pressas, levando logo raspanete da nossa querida enfª parteira T, pelos 15 min de atraso. Para quê pressa, pensámos nós. Rapidamente percebemos. Estava com 4 dedos de dilatação, sem sintomas. Foi um corre-corre à nossa volta, porque como tinha o streptococus positivo, era preciso pôr o antibiótico no soro antes da bebé nascer. Em vez de acelerar o parto, era necessário atrasá-lo e por isso fiquei sempre deitada, ligada ao CTG
 
O tempo passou rápido, chegaram as contracções e continuava sem uma única dor, aos 7 dedos de dilatação. Como iam rebentar as águas, a anestesista deu-me a epidural. Entre conversas com o pai, os meus pais, irmã e equipa, a hora chegou quase sem me aperceber, apenas sentia contrações menos espaçadas e mais fortes, como confirmava o CTG.
 
Eram 14h30 levaram-me para a sala de partos. Na verdade, como o bloco estava em obras, aquele era um quarto adaptado e bastante normal. Enquanto me preparavam, as contrações ficaram loucas, ainda que sem dor e só me apetecia puxar. Tentei respirar e "ignorá-las" não sabia se já podia, aí estava com medo. Entre manobras uma delas com fórceps a bebé corrigiu a posição da cabeça e encaixou. Disseram que agora não era para fazer respirações, mas sim puxar. Foi o que fiz. A episiotomia doeu, ou melhor quando a dra. M. começou senti uma dor lancianante e pedi anestesia. Até hoje não percebi bem o que aconteceu (e convém já que novo parto de aproxima), mas disseram-me que a epidural estava a passar e não foi reforçada para eu ter percepção das contracções e do momento de puxar. Foi tudo muito rápido, nem cheguei a encaixar bem as pernas naqueles suportes e os panos esterilizados estavam tortos.
Ao fim de uns três puxos intensos a Joana nasceu, eram 15h.
 
Não a puseram logo ao meu lado, aspiraram-na e limparam-na antes, enquanto tratavam de mim. Ouvia-a chorar, aquele choro doce de recém-nascido. O pai, que assistiu a tudo ao meu lado pôde pegar nela. Tive uma hemorragia forte, que custou a parar e a tensão andou para cima e para baixo. Só pensava que não queria morrer, via tudo enevoado e resisti ao desmaio.
O meu maior medo da gravidez foi sempre morrer e deixar uma bebé sem mãe. No dia anterior tinha pedido ao pai para no caso de me acontecer alguma coisa, arranjar-lhe uma boa mãe (só com hormonas muito alteradas, ou um forte instinto, como lhe queiramos chamar, é que podia sequer imaginar o meu marido com outra).
O líquido amniótico e outras complicações nunca me preocuparam, sabia que com a bebé estaria tudo bem. 
 
Quando tudo acalmou, puseram-na encostada ao meu pescoço, ainda nua, e aí foi mágico.
Até hoje.