sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Mamã!
- Papá
- Não, "Mamã":
- Papá
- Mamã!
- Papá!
- Maamã!
- Papááá!
- Não, Mamããã!
- Papáááá!!!!
Este é mesmo filho da mãe dele.
Agora... quando está aflito, guess what?! Mãmãmãmãmãmã
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Fim de férias
Sabes que acabaram as (nossas) férias quando:
1 - a tua filha sentada no sofá diz que não consegue estar parada a ver tablet que começa com comichões e tem que se mexer.
2 - o teu filho não larga a porta e agarra-se às pernas de quem entra e sai.
3 - tens um aperto no coração e não és propriamente tu que começas as aulas na próxima semana, início da primária
domingo, 4 de maio de 2014
Dia da Mãe a dobrar
Dia da Mãe, o 1º com as minhas duas crias.
Maior tesouro não há. O mais importante cargo e estatuto, o maior amor.
Completam-me, fazem-me sonhar, o coração transborda.
Obrigada meus filhos.
Obrigada ao pai, que me fez mãe.
A todos, família e amigos, que desde sempre nos dão o seu carinho e amor, incondicionalmente, a minha gratidão.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Momentos mimo consola o coração
Saltitarmos, como duas crianças, do carro até à porta. Ela ri-se, ri-se, ri-se.
O super-abraço, tão bom, de super-mãe e super-filha, para que o dia corra bem, superemos as dificuldades e desafios, ela na escola, eu no trabalho e se as pernas tremerem nos lembremos deste momento de força.
Levar um peluche ao pai doente na cama (fez o mesmo comigo na noite em que o Diogo nasceu quando estava na fase "não sei se é desta")
Dele:
Quando sentado ao colo chega o sono, se encosta e vira a cabeça de lado e para trás, à procura do aconchego da minha cara e assim ficamos enroscadinhos.
O encostar-se a mim com grande sorriso e mimoco quando regressámos do fim-de-semana de recarregamento de baterias fora (pouco mais que 24h) e lhe dizia "olá".
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Joana, 5 anos, 5 meses, 2 semanas e 2 dias
Todos sabemos que o tempo passa a voar, é uma frase feita, porém bem real e a mim às vezes esmaga-me essa rapidez, cria nostalgia, por não poder guardar momentos numa caixinha, para os repetir quando quiser.
Esta semana tem-me acontecido isto especialmente. Quando a Joana chega a casa, olho para ela e vejo uma menina cada vez mais crescida, mais madura, quando ela sempre o foi. Todos os dias há um despertar, uma alteração de linguagem, um interesse por coisas diferentes, o querer perceber novos assuntos, novas conclusões.
Felizmente está a libertar-se da ansiedade que as novidades no infantário lhe causaram, a fazer novas conquistas e a viver em pleno.
Sinto um orgulho gigantesco, um coração cheio, por ser mãe de uma menina tão especial.
sábado, 17 de agosto de 2013
Aguenta
A propósito de me ter queixado da barriga (nova infecção urinária, faço colecção):
"Mamã tu nunca ficas doente?" - pergunta a mini habituada a me ver sempre a bulir (mesmo quando, poucas vezes, é certo, fico).
Ir à cama é mesmo raro.
Mãe é mãe e mãe aguenta. Que remédio.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
As nossas mamas - neste caso só minhas
Haja saudinha, que eu já tinha jurado que não me ia passar com a amamentação e já estava a ir pelo cano. As pressões externas sob cansaço dão para flipar e a interna também, pela pena dele não aproveitar. Há algo de muito instintivo nisto, um certo sentimento de falha, de culpa, que estava a querer apoderar-se de mim, tal como quando foi a 1a filha, pelo que resolvi mandar a biologia às urtigas, pelo bem geral da nação. É o que for, como for, até quando for.
Instintiva e muito tuga é a capacidade das pessoas opinarem, meterem o bedelho. Não é só na questão da amamentação, é em todas. Pessoas sem filhos e com filhos (que deviam ter juízo porque passaram pelo mesmo), novas e velhas, com ideias novas e velhas, toda a gente sabe tudo, até quem vê miúdo pela 1ª vez sabe se tem sono ou calor ou mimo ou dores, que a chucha faz mal, que está corrente de ar. E durante 5 seg sinto-me incompetente, para depressa acordar e pensar, "é pá, eu até sou a mãe e até nem é o 1º, onde estará toda a gente daqui a umas horas para ajudar, abanar o carrinho, ?"
É aquela vontade de dominar uma cena ou até pode até ser bem intencionado, mas mói. E mói especialmente na questão da amamentação, pois está ligada à capacidade de fazer crescer uma criança e lá está, "entronca" na biologia" e agrava pela incapacidade de nos mantermos zen.
São aceites além das nossas opiniões como pais, as da pediatra e equipas médicas e da família próxima, que efectivamente zela pelo bem-estar do bebé e pelo nosso também, que fazem plantões à noite, refeições de dia, aliviam-nos o cansaço, levam-nos mimos, passeiam com a Joana, vão busca-la à escola, dão-lhe de lanchar - desde que respeitem que a decisão final é nossa.
E sabem que mais? I'm good!
Mais directa e melhor do que ninguém descreve a Dora do Locais Habituais em "Deixai as nossas mamas e as nossas camas em paz"
quarta-feira, 12 de junho de 2013
As nossas camas
- a avó R. deita-se na cama da Joana;
- o pai fica na sala com o Diogo, a fazer horas;
- 01h00 toca o despertador para o antibiótico da Joana, levanto-me ;
- o pai já deu o biberão ao Diogo e pôs a arrotar e lembra-se que quando ela acordar já não vai querer passar para o quarto dela;
- o Diogo vai comigo; (fico portanto a dormir com a minha sogra, inédito).
- 07h00 toca o relógio Diogo, repete-se o ritual, mas é o pai que acompanha;
- vou dormir para o meu quarto com a Joana;
- o pai, quando termina o turno deita-se na cama-gaveta do quarto da Joana com o Diogo.
É a dança dos pais e filho. Ai e tal dormir com a miúda... conseguimos dormir senhores, conseguimos! E nada me parece mais importante.
A propósito, o post que venero do Locais Habituais, "Deixai as nossas camas e mamas em paz". A parte das mamas também está na ordem do dia, fica para outro post.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Dia da minha Mãe
Ainda há dias falávamos em família de como, nos tempos difíceis, as mães comiam menos ou as piores partes, como as cabeças da pescada, o pescoço do frango, deixando o melhor para os filhotes, dizendo que era do que mais gostavam. E esse carinho, essa protecção não muda, ainda que os motivos possam ser diferentes... deixam a coxa do frango, a última fatia do bolo, compram a fruta preferida... Já faço isso com a Joana.
Continuam a ser os pequenos gestos das mães.
E a minha é assim, mãe das grandes e das pequenas coisas.
domingo, 5 de maio de 2013
Dia da Mãe
"Está bem, amanhã é noite das mulheres, o papá não janta connosco." - concordo-
"Yeah! E vai ser canja."
"E tenho que ser eu a ajudar-te a fazer as coisas."
"Que coisas?"
"A levantar e essas coisas."
"És a melhor filhota do mundo." - digo-lhe entre mimos e beijinhos cruzados.
"Olha mamã, eu nunca vou sair de casa, nem quando for velhinha, nem quando morrer."
"Está bem."
"Vou ficar sempre convosco."
"Podes ficar até quando quiseres. És a melhor filhota do mundo."
"Pois sou."
sábado, 27 de abril de 2013
Prioridades
De notar que no meio do vomitório às prioridades da miúda foram:
1o estar toda suja
2o o Farrusco poder ter-se sujado
3o o sofá estar sujo
A mãe, vomitada de alto a baixo, nunca foi referida.
Tal falta de sensibilidade pode ser motivada por eu estar sempre a dizer "tem calma, não faz mal".
Afinal de contas, mãe é mãe, e mais roupa para lavar, menos roupa, é bom saber que ela tem essa confiança.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Aniversário 16.Abril
O meu dia começou tal como o da minha mãe há 34 anos. Tinha contracções, tinha falta de ar, fiquei muito assustada. Às 6h estava a tomar 2 doses de magnésio e deitei-me no sofá, com várias almofadas para ficar levantada e respirar melhor e rezei, rezei muito para aquilo acalmar e o Diogo não resolver mesmo nascer.
De manhã sentia-me cansada e tonta, mas melhor. Continuei assustada.
No ano passado estive sozinha durante o dia, mas distraída com os preparativos. Pensei que desta era sozinha, preocupada e quiçá no hospital. Eis se não quando o meu mano querido me propõe vir almoçar comigo em casa ou fora (not). Acabou por fazer o almoço cá em casa com a namorada e passaram a tarde comigo. Soube tão bem!
Entretanto chegou a Joana muito contente pelo desenho que me trazia e a agitação de entra e sai.
O meu estado foi acalmando, ainda que com contracções e mais rugas de preocupação.
Foi a família que tratou de tudo para o jantarinho com avós e manos, eu apenas coordenei. ;) Souberam bem tantos mimos, apesar de ser estranho não mexer uma palha!
Já não ligo muito a fazer anos, ou melhor, a festa. Concordo que é um bom pretexto para reunir a família e nesse aspecto recebi tudo o que queria.
Aqui há dias o marido perguntou o que queria nos anos. Ai pode ser o que eu quiser? Sim, se nos sair o euromilhões, pode. Isso já me saiu marido, duas vezes.
É engraçado que em Fevereiro mudei de loja e passei a trabalhar na mesma rua em que fiz estágio da formação em qualidade, há precisamente 10 anos. Entretanto essa empresa, sinal dos tempos, despediu trabalhadores e mudou de instalações. A minha vida também mudou muito e há 10 anos era impensável imaginar este percurso e ter o trabalho actual.
No entanto, fiz fortuna: criei uma família e tenho dois filhos. E isso, não troco por nada, é a sorte com que sempre sonhei e bem melhor do que imaginava.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Mimos para a mãe grávida #4
Casos da vida e medicina preventiva:
"Mamã, tu não podes beber vinho, se não [claramente confusa] o teu, o meu, o teu, o meu, [pausa] o teu, o meu bebé e do papá morre!"
"A mãe da A. do [infantário] A.B. tinha um bebé na barriga e bebeu vinho e o bebé morreu!"
Pela manhã, de saída para a escola, assim do nada:
"Mamã estou pronta para chegar o mano!"
"O que é que isso quer dizer?"
"Eu adorava vê-lo!"
quarta-feira, 27 de março de 2013
Mimos para a mãe grávida
"Joana, tens que me ajudar, porque o teu mano está a ficar muito gordo e só me dá trabalho!"
Aflita:
"Mas como é que eu vou ajudar-te, posso ajudar-te a fazer o jantar?"
"Mamã calças-me as sapatilhas? Olha, eu chego-te, está bem?"
"Mamã, vou para o escritório jogar, se precisares, eu tou, tá bem?"
domingo, 10 de março de 2013
Toma lá xaropes!
Num destes dias diz-me: "a vovó R. põe água mesmo no remédio, na colher, podes pôr?". Fiquei a olhar para a colher e pensei que não era possível, já que a dose era cheia. Talvez fosse depois de lhe dar, mas que diferença fazia?!? Segui o meu método do copo, que isto há que despachar e não ligar aos fricotes...
Mal chegámos a avó, a hora do almoço, na correria do "delivery" de filha doente: "ora explica lá à mama como é que pões a água na colher, que ela não sabe?"
Toma lá incompetente! Anda uma mãe a tratar com todos os cuidados da filha enferma, com noites mal dormirdas para isto.
sábado, 2 de março de 2013
Gulosos^2
O pai ri-se cada vez que assalto o armário ou o frigorífico.
Até comenta com a Joana (que depois me vem contar), por exemplo: "O Diogo gosta muito de marmelada." ao ver que a tigela nova vai a meio.
Depois pergunta "Há chocolate? Temos que comprar."E eu rio-me: "Qual é a tua desculpa?"
sexta-feira, 1 de março de 2013
Pontapés na Mãe
O Diogo está numa fase de dar muitos pontapés e estica-se, estica-se, ocupa o espaço todo.
A Joana também. Felizmente é só a partir das 5h da manhã, quando se lembra que a cama dos pais é que é boa. Infelizmente, ressona demasiado, arrepela cabelos e os pontapés são por todo o lado. O Diogo não.
Noites animadas, podia-se pensar que eram excelente preparação para o que aí vem. Tinha pensado algo diferente: aproveitar para dormir enquanto posso.
A parte boa é que, nesta fase, o pai acorda (que relógio biológico é que lhe instalaram?), levanta-se e vai buscá-la.
A parte má é que, nesta fase, eu acordando tenho que ir ao wc (um brinde ao 1,5 l de água que bebo por dia).
Depois ela olha para mim e sorri, triunfante por estar na nossa cama, aconchego-a, digo qualquer coisa mimosa "Minha coisinha doce", ela responde "Tu também és uma coisinha doce" e adormecemos (mais ou menos).
Podia ir para a cama dela, podia, mas depois sentia falta disto. E assim também vou dormindo com o pai.
Ser mãe é (por vezes) algo mesmo estranho, irracional e insano (sobretudo a meio da noite). Repetir a dose então.
E não consigo imaginar vida diferente.
A propósito:
"10 razões para ter filhos do blog "Pais de Quatro"
"7 razões para não ter filhos" do "À Paisana"
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Do alto dos 4 anos
No sofá de manhã pego-a ao colo, abraço-a e digo "minha pequenina".
"Eu não sou pequenina, já tenho 4 anos." - reclama
"Eu sei, mas já te explicámos que para os pais os filhos são sempre pequeninos. A avó N. também acha que sou pequenina" - esclareço a origem do "disparate"
"Então porque é que também dizes isso a mim?"
Toma lá mãe que já almoçaste, não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti.
Anda muito entusiasmada com o Dia dos Namorados, que no ano passado foi festejado na escola mais como dia da amizade. Antes dizia que não tinha e o namorado era o pai, agora até já disse que é o Zé. O pai brincou "O quê?!? Isso não pode ser!"
De manhã ao penteá-la lembrou-se que o dia estava quase a chegar e:
"O papá é que não gosta nada disso!"
"Sabes porquê? É que ele acha que é teu namorado." - explico
"Mas eu tenho 4 anos, o papá já passou muito tempo!"
Toma lá papá que já almoçaste, estás um bocado passado.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Corações
Estou a terminar de preparar o jantar, chega à cozinha e diz-me:
"Posso ajudar-te se quiseres" - com um ar de quem a ajuda era fundamental e preciosa para que a comida chegasse em condições à mesa
Abraço-a de manhã e digo que a adoro:
"Também te adoro mamã e ao baby também"
Depois de um valente ralhete, por resistir ao sono ao domingo, inquieta e com birrinhas de cansaço, dou tréguas, já cansada de mim mesma, e faço-lhe festinhas, retribui, olha para mim: "Gosto muito de ti mamã."
Fez queixa do pai por não lhe ter dado banho antes de saírem para o supermercado e respondi que lhe ía bater. Acho graça e chamou-o. Fiz de conta que batia e o pai reclamou "E se agora bater à mamã?":
"NÃO! Eu protejo-te mamã!" e abre os braços à minha frente.



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