sexta-feira, 8 de março de 2013

Eu disse mesmo...

... que a miúda já estava rija?

Além de saber que quando me queixo as coisas pioram, já devia saber que quando digo que está tudo bem, as coisas ficam mal.

Febre de novo, ao fim de um dia e meio...

O que já sei, é que não devemos dar planos como certo com demasiada antecedência, por causa de imprevistos, por isso não lhe tínhamos contado que era este fim-de-semana que íamos ao "sítio surpresa" ao qual nos pede para ir há bastante tempo. Até ontem.

A ver vamos como corre e rezar para que, quando começar a dizer mal da minha vida, isto seja apenas um pico...

Nas asas do avião


E passados 34 anos lá foram os meus pais de novo ao Rio de Janeiro. Com outra companhia, filha e irmão... visitar outras pessoas, as da fotos já partiram... com outros objectivos, não apenas lúdicos, mas cuidar do património maltratado dos avós... para que o nosso refúgio secular da aldeia possa permanecer em condições de acolher as próximas gerações.





Que voem mais alto do que as asas do avião! Que a nossa estrela Mimi vos acompanhe e guie nesta missão.
Como ela deve estar orgulhosa dos seus filhos, neste dia que também é dela, porque faria 87 anos e também por ser uma grande Mulher, um exemplo de luta, força e coragem! 
Parabéns avó Mimi.
Não poder soprar as velas contigo acentua a saudade em demasia.


quinta-feira, 7 de março de 2013

26 semanas

Chegámos às 26 semanas, a barriga deu um pulo e já se justifica ter comprado os camisolões.
A conclusão brilhante é que quantas mais passam, menos faltam para nascer, no momento míseras 14.

Sinto um grande peso no fundo da barriga, a faixa ajuda, mas tira-me o ar... 
O Diogo mexe-se muito e já está na fase de ser tornar mais activo quando me deito, por isso adormeço embalada.

Uma outra azia, uma ou outra cãibra e uma prisão de ventre descomunal, de chamar todas as corporações de bombeiros, ao ponto de pensar que se me desse assim no parto o Diogo nascia na boa. O ferro que tomo não está isento de culpas e o 1.5 de água não ajuda...

Cansadita, mas FELIZ!

Otite in the house


Pela 1ª vez na vida, a Joana está com uma otite. Algum dia tinha que ser o 1º e ser só quase aos 5 anos é uma sorte. Tem sido extremamente saudável e este ano até é a 1ª vez que fica doente a sério, em casa, fora isso só tosse e ranhoca. No ano passado, 1º de infantário, foi uma vez por mês "de baixa", mas nada de complicado, felizmente.

Na noite de 2ª para 3ª feira, quis ir ao wc* e no regresso queixou-se que lhe doía o ouvido. Pensei que era passageiro e disse-lhe que dormisse. Ficou sempre muito inquieta e eu a pensar "plã-mooor-de-deus o que foi agora, logo hoje que o pai teve discernimento suficiente para ir para a cama dela, será que não vamos ter uma única noite em paz, não sossega?". Fiz-lhe mimos, confortei-a e ao fim de uma hora perguntei-lhe, já zangada, o que é que lhe faltava, se podíamos por favor dormir e parar quieta e respondeu-me que não conseguia, não se queixou de mais nada. Fui eu ao wc, lá está, acordando, tenho que ir. Perguntou-me "onde é que vais?", respondi já aos berros "à casa-de-banho, porquê? Não posso?" E foi aí que tive a noção que a loucura tinha tomado conta de mim, porque ouvi o eco no quarto. O que é certo é que após tanta pedagogia e assertividade, o autoritarismo é que resultou, chorou, passados 5 min estava a dormir e foi até de manhã.

Como sempre, quando reclamamos mais, é quando o pior ainda está para vir. De manhã voltou a queixar-se e estava muito prostrada, ainda que sem febre... Siga para casa dos avós, para ficar com a tia Cristina e eu vir trabalhar, com o sentimento de culpa "eu gritei-lhe e às tantas já era da doença"... Perto do almoço liga-me a tia, a Joana queixa-se muito do ouvido e quis deitar-se. Quando lá cheguei já tinha muita febre, avô-doutor prevenido e rumo ao hospital, nova correria. Valeu-nos de novo a tia ( (já disse que esta madrinha merece uma estátua?), que a miúda estava de tal modo que não se aguentava em pé. Dentro da urgência só fiquei eu e vi-me bem aflita com ela ao colo, a temperatura a subir, pensei que ela ia desmaiar, estava amarela. As forças vêm sabe-se lá de onde e pensava "aguenta-te Diogo". Se não nasceu ontem, não nasce mais prematuro.

Quando bateu de testa no chão foi o avô com ela ao hospital, fiquei com o coração apertado e tinha prometido a mim própria que não deixava mais de ir, sobretudo depois dela reclamar comigo. Mal lhe disse íamos chorou que queria que eu fosse e fiquei contente ao poder dizer-lhe que sim.

O atendimento foi entre o trágico e o cómico, não fosse uma situação de doença. As duas estagiárias ou estudantes, não percebi bem, não ouviam as respostas às perguntas, repetiam o que lhes dizia tudo trocado e eu pensava que raio ia sair dali, se era para aquilo mais valia ter ficado em casa. Ainda mandei um "salva-me" ao meu pai. Francamente parecia que tinham ido para noite e ainda não tinham dormido tudo, tal era a loirice. A inexperiência não me incomodaria, nestes casos, mas a falta de senso sim. Acho que nem a brincar aos médicos com 6 anos teria esta atitude. Após observação, pelas duas (e ainda chamaram um colega e aqui a Joana mandou vir) disseram que seria a otite, mas como não podiam passar receita (yes!) iam chamar "a colega mais velha". Graças, nem tudo estava perdido! À espera, a Joana, deitada na marquesa e olhos fechados, concluiu tudo: "quando vim com o avô por causa do dói-dói [linguagem que só se permite com delírio de febre] na testa não foi nada disto". A pediatra 5*, outra coisa, outro trato. Saímos de lá com o diagnóstico e receita de antibiótico, não sem antes outro estagiário ver o típico caracol. Foram ao todo cinco (5!) pessoas a examinar, julgo que só o porteiro não viu. Eu própria estive tentada a espreitar. A minha filha é mesmo do bom tempo, deixa o mau feitio para nós. Aquilo fez-me lembrar os relatos de filmes interactivos hollywoodescos que algumas mães fazem sobre os seus partos, em que toda a gente vem ver e tocar.
Entretanto a Joana tinha arrebitado e fartou-se de me fazer festas na barriga a dizer "maninho, maninho" (!), falar, contar que queria ser médica de cavalinhos e gatos, etc.

Ao final da tarde voltou a ter febre muito alta, passou com ben-u-ron, jantou como se já não comesse há uma semana e pudemos aproveitar a "parte boa" da doença: os mimos, comida na boca e brincadeira sem pressas para ir dormir...
Cobrou-me, obviamente, "mamã tu ralhaste-me muito alto!".

Como a miúda é de raça (foi muito bem feitinha, genes apurados!) hoje está como se não fosse nada, firme e hirta e passou o dia a usufruir dos mimos da avó R.., sem escola "Yeeaaah" e a emitir 20 palavras / segundo. Alguém sabe se o antibiótico tem este efeito secundário?!?



* Durmo tão ferrada e ando tão cansada que nem me levantei, ainda que o wc seja ao lado da cama, dei as instruções deitada... Pela amostra dá bem para ver o zombie a caminho quando o Diogo nascer... Com a Joana foi um desatino, agravado pelo facto dela não acordar, por ela estava bem a dormir, eu tinha que pôr o despertador e ía carregando no "adiar"...

domingo, 3 de março de 2013

A Poliglota


À Joana nas pesquisas do Tom e Jerry no youtube do tablet (que domina!) sai-lhe um "veeeerrrsssãaao brasileira rgb" - resposta "não faz mal, eu sei brasileiro, que eu já conheci as primas do Brasil"


Ao chegar a casa, tira umas folhas da mochila e pergunto se são trabalhos que fez na avó. Cheia de responsabilidade responde: "sim, são os trabalhos de casa" "- Ai sim? Muito bem!" "- Sim, são de chinês." - Joana a preparar-se para o domínio oriental e a 1ª (talvez única) a usufruir do protocolo assinado pelo nosso ministro da educação, com a China.


sábado, 2 de março de 2013

Gulosos^2


O pai ri-se cada vez que assalto o armário ou o frigorífico.
Até comenta com a Joana (que depois me vem contar), por exemplo: "O Diogo gosta muito de marmelada." ao ver que a tigela nova vai a meio.

Depois pergunta "Há chocolate? Temos que comprar."E eu rio-me: "Qual é a tua desculpa?" 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Pontapés na Mãe


O Diogo está numa fase de dar muitos pontapés e estica-se, estica-se, ocupa o espaço todo.
A Joana também. Felizmente é só a partir das 5h da manhã, quando se lembra que a cama dos pais é que é boa. Infelizmente, ressona demasiado, arrepela cabelos e os pontapés são por todo o lado. O Diogo não.

Noites animadas, podia-se pensar que eram excelente preparação para o que aí vem. Tinha pensado algo diferente: aproveitar para dormir enquanto posso.

A parte boa é que, nesta fase, o pai acorda (que relógio biológico é que lhe instalaram?), levanta-se e vai buscá-la.
A parte má é que, nesta fase, eu acordando tenho que ir ao wc (um brinde ao 1,5 l de água que bebo por dia).

Depois ela olha para mim e sorri, triunfante por estar na nossa cama, aconchego-a, digo qualquer coisa mimosa "Minha coisinha doce", ela responde "Tu também és uma coisinha doce" e adormecemos (mais ou menos).
Podia ir para a cama dela, podia, mas depois sentia falta disto. E assim também vou dormindo com o pai.

Ser mãe é  (por vezes) algo mesmo estranho, irracional e insano (sobretudo a meio da noite). Repetir a dose então. 
E não consigo imaginar vida diferente.


A propósito:
"10 razões para ter filhos do blog "Pais de Quatro"
"7 razões para não ter filhos" do "À Paisana"