sábado, 30 de março de 2013
Mimos para a mãe grávida #2
"Huum cheiras bem mamã! A que é que cheiras? Hum a mano!"
Tem sido tãããão mimocas para mim e para o mano! Festinhas, beijinhos, conversas com a barriga.
Soooo in love pelos meus filhotes!
sexta-feira, 29 de março de 2013
Stop - paragem obrigatória
E vim para o estaleiro. Como as contracções pioraram a GO achou mais prudente descansar, sob risco de parto prematuro. De facto, mais repouso, está a resultar.
Pelo meio estiveram 3 episódios de "Uma aventura na Segurança Social" intercalados com 2 de "Uma aventura no Centro de Saúde". O atendimento foi, quase sempre, impecável (descontado algumas pessoas enfastiadas por terem que ouvir perguntas de utentes, ainda que seja a sua função. É o que dá a falta de concorrência, se eu fosse igual no trabalho, ninguém comprava nada). Aliás, a unidade de saúde familiar parece mesmo uma clínica privada, tal é a organização e cuidado com que fui tratada.
Passado o stress e a excessiva preocupação, sentar-me no sofá, usufruindo dos movimentos do bebé, é muito bom. Tem estado muito activo, dia e noite.
Como começo a dormir mal, também tem sido bom conseguir descansar durante o dia.
Hoje a Joana o pai foram de novo a C. Paiva, após muita insistência minha. O pai tem sido (ainda mais) impecável, super esforçado para que estejamos todos bem e tem assumido o comando da casa e da Joana.
Ela está cada vez mais autónoma e compreende bem que é importante ajudar-nos, daí surgirem tantos mimos para a mãe grávida, mas claro que aos 4 anos ainda precisa de apoio e orientação nas suas tarefas.
Antes de saírem o pai fez questão de me ir buscar mantimentos, revistas e queria trazer mais coisas, eu é que não deixei. Trata-me com todo o cuidado.
Expliquei à Joana que não ía e respondeu-me: "Já sei mamã que não podes ir." Lá foi, substituindo-me pelo novamente pelo Farrusco (!) e ao fechar-se a porta do elevador acrescentou "Não te esqueças, fica bem!".
Custa-me estar sozinha, preferia estar lá, mas tenho consciência que é por um bem maior e prefiro que eles estejam a aproveitar o convívio, iria sentir-me pior se tivessem ficado.
E é por esta partilha, união, mimo, entre todos, que amo cada vez mais a minha família (se é que tal é possível), que está a crescer e que estar à frente de tudo, é a coisa certa.
Avós e tia - o regresso
A Joana ficou super-feliz com o regresso dos avós e tia.
A avó fez-lhe uma surpresa na 2ª feira ao ir buscá-la à escola. Veio a correr "Vovóóóóó!" e deu-lhe um grande abraço. Imagino a baba!
A avó trouxe-a para casa e comentou:
"Tinha tantas saudades tuas!"
"Eu também vovó!"
"Para a próxima levo-te comigo."
"Está bem, quando fores ao Brasil vou contigo."
"Não, ao Brasil não, que é muito longe e ficas com saudades da mamã. A Fornelos, ou assim..."
"Não faz mal, eu levo o Farrusco."
(ok é parecido!)
O avô veio ao final do dia e a Joana sorria ao olhar para ele.
A tia Cristina apareceu de surpresa e quando abrimos a porta, a Joana começou aos saltinhos "Cristina!!!". Deu-lhe logo a prenda do Domingo de Ramos e quis brincar.
A avó fez-lhe uma surpresa na 2ª feira ao ir buscá-la à escola. Veio a correr "Vovóóóóó!" e deu-lhe um grande abraço. Imagino a baba!
A avó trouxe-a para casa e comentou:
"Tinha tantas saudades tuas!"
"Eu também vovó!"
"Para a próxima levo-te comigo."
"Está bem, quando fores ao Brasil vou contigo."
"Não, ao Brasil não, que é muito longe e ficas com saudades da mamã. A Fornelos, ou assim..."
"Não faz mal, eu levo o Farrusco."
(ok é parecido!)
O avô veio ao final do dia e a Joana sorria ao olhar para ele.
A tia Cristina apareceu de surpresa e quando abrimos a porta, a Joana começou aos saltinhos "Cristina!!!". Deu-lhe logo a prenda do Domingo de Ramos e quis brincar.
O que é que andavam a fazer em Julho?
Aniversários Março
15 - primo D.
17 - cunhado F.
22 - avô H.
23 - amiga O. e B.
24 - tio H.
26 - antiga colega B.
Mais uma dúzia de conhecidos.
Era o calor, não era?
E juntando a isto, o dia do Pai e a Páscoa, como é possível eu, grávida e cheia de apetite de doces, não engordar em Março?
(ainda que tenha falhado alguns eventos, por força da gravidade, literalmente...)
quarta-feira, 27 de março de 2013
Mimos para a mãe grávida
"Joana, tens que me ajudar, porque o teu mano está a ficar muito gordo e só me dá trabalho!"
Aflita:
"Mas como é que eu vou ajudar-te, posso ajudar-te a fazer o jantar?"
"Mamã calças-me as sapatilhas? Olha, eu chego-te, está bem?"
"Mamã, vou para o escritório jogar, se precisares, eu tou, tá bem?"
domingo, 24 de março de 2013
Slow down mode on
Desde 5ª feira as contracções pioraram, são mais, mais fortes e na barriga toda. A medicação não está a fazer grande efeito. Vou à médica amanhã avaliar a situação.
No sábado deram-me folga do trabalho e descansei mais. À noite, saí para o aniversário da minha amiga O., que mora mesmo aqui ao lado e não me senti nada bem, nem de pé, nem sentada, estava agoniada e deram-me algumas bem fortes. Costuma ser um aniversário bem animado, com pessoal bem-disposto, mas já nem ouvia nada... Só pensava que a criança ia nascer já e demasiado prematura. Já me imaginava a ir directa para o hospital e no que havia de fazer... Assustei-me bem.
E pronto, foi assim que dei um cartão vermelho a mim própria e hoje já não fui ao aniversário do meu tio, nem a Castelo de Paiva como inicialmente previsto. "Despachei" o marido e filha para lá a meio da tarde, para aproveitarem eles o fim-de-semana e fiquei a "sofazar", com toda a propriedade, sem tentar sequer arrumar umas roupas, organizar uma gaveta, pôr uma roupa a lavar. Senti-me bem melhor.
A ver se meto no chip que tenho mesmo que abrandar, entrar em modo "slow down" e banir a palavra "depressa" do vocabulário.
É que grávida tenho (e muitas mulheres têm) a noção (e irritação) das limitações, mas ao mesmo tempo uma força interior, que parece que posso suportar o mundo às costas, que sou capaz de tudo. Deve ser algo hormonal, algo biológico e inato isto de querer montar aquela prateleira, pendurar os quadros e candeeiros, ter "o ninho" em ordem, que contrasta com a necessidade de descanso.
Agora é controlar a força e orientá-la para o sítio correcto. Com calma.
Felizmente há um irmão habilidoso para pendurar uns quadros, encostados há 2 (dois!) anos à parede.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Interesseira? Talvez não
A Joana adora que a avó N. a vá buscar à escola. Vão para casa dela, onde a miúda lancha (pela 2ª vez) o "leite chocolatado e as bolachinhas que eu gosto" [húngaros], vê o Disney Júnior, que em casa não temos, joga no computador, entre brincadeiras e mimos com a avó e a tia. Quando o pai a vai buscar, refila sempre que ainda é cedo e à 6ª feira poder ficar para jantar, é o delírio.
Quando, por algum motivo, os dias da avó são trocados reclama que queria ver o Disney e apetece-me esganar aquela mini-interesseira. Agora que a a avó foi ao Brasil também já se queixou do mesmo.
No entanto...
...no sábado, já ensonada, ao deitar-se na nossa cama, disse que não sabia quem era "aquela pessoa" na fotografia da mesinha de cabeceira e expliquei-lhe que era a minha avó Mimi, mãe da avó N, quando era novinha. Ficou muito triste, de beicinho e olhos cheios de água. Perguntei o que tinha e respondeu saudades.
"De quem?"
"Da avó N., que não volta do Brasil."
"Não fiques triste, está quase a voltar."
Aí é que ela caiu mesmo num choro solto... Abracei-a e confortei-a.
"Também tens saudades?" - perguntou.
"Sim, mas sei que passa rápido, é só uma semana e durante a semana andamos distraídos."
"Achas?"
"Sim. Olha, já sei vamos-lhe ligar?"
Ficou tão contente a falar com a avó que também está cheia de saudades!
E nós a acusá-la de interesse no lanche e TV. Os argumentos do carinho e colinho têm muito mais peso.
