segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lazy Sunday Mornings


Levanta-se da cama e vem ter comigo ao sofá. É cedo, no entanto a mim já me custa encontrar posição na cama, ela deve querer aproveitar o domingo (durante a semana é preciso uma grua para a levantar).
 Deita-se nas minhas pernas a ver os desenhos animados e por lá ficamos tranquilamente:
"É tão bom estar aqui a relaxar." - suspiro.

A casa do vizinho é sempre melhor do que a minha

 
Desde que ambos nasceram, eu sabia que este dia ia chegar:
A minha filha quer passar a vida na casa do vizinho, o J., mais velho apenas uns meses.
 
De vez em quando dizia que queria ir para casa dele. Respondíamos que um dia podia convidá-lo para a nossa. Na outra 6ª feira, quando o pai a foi buscar à escolinha, encontraram-se no elevador com o J. e a mãe e ela "convidou-se" para casa dele.
 
Veio a casa trocar de roupa, na hora h hesitou por nós não irmos e depois a vontade foi maior, lá foi. Quando fui bater à porta estava muito divertida e já nem queria voltar. Entre toques de campainha de um lado para o outro, a tarde terminou com as portas dos dois apartamentos abertas e livre circulação de crianças, entre os brinquedos de um e outro!
 
Durante a semana tocou lá quase todos os dias para o convidar, mas não estava.
Por enquanto só tenho que me preocupar em não incomodarmos os vizinhos e na juventude?!? ;)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

36 semanas - Consulta e Ufa!


As notícias não podiam ser melhores: o Diogo está a crescer e todos os parâmetros estão normais, (batimentos, fluxometria do cordão, líquido amniótico) e visto que chegámos às 36 semanas já não há risco de ser prematuro. A dra. M. mandou-me suspender o magnésio, venham as contracções! Inicialmente disse para na próxima semana começar as caminhadas e subir e descer escadas (!!!), no entanto depois de ver pela eco o peso previsto actual, 2600 gr, e que não tenho dilatação (em mais um daqueles magníficos toques) recomendou que começasse já.
É o 8 e o 80, como achava que ia acontecer!
Adorei o diagnóstico e a receita, mas francamente, embora a minha energia esteja renovada por tão boas notícias e por aquela nuvem negra ter saído de cima das nossas cabeças, não me sinto com forças para grandes aventuras. Estive praticamente 2 meses parada, por isso vou retomar aos poucos. Além disso, não faz mal nenhum ao Diogo engordar mais um pouco e a mim não faz mal nenhum aproveitar, agora em pleno, a barriguinha!
 
Também como previsto, o marotito, que anda sempre (mesmo sempre) a fazer ginástica, deu novamente a volta e está de cabeça para baixo. Se assim continuar lá vamos para o parto normal.
 
Por isso aproveitei para falei com a médica sobre o parto e as questões que me preocupavam, resultantes do anterior. Ficou combinada a anestesia local se fosse necessária a maldita episiotomia, para garantir que "pega" e não vou para a sala de partos cheia de medo.
 
Qualquer sinal de parto ou de alarme ligo à querida enfª T.. Ontem já falei com ela para o "está quase!".
É uma ternura e ter esta equipa à minha volta dá-me muita tranquilidade, um descanso impagável.

Que alívio!
Está quase! Yupiieeee!
Sinto-me tão bem!

terça-feira, 14 de maio de 2013

35 semanas e muita hormona

A barriga cresce, cresce e pesa muito, quando ando sinto uma grande pressão. Ou isso, ou como tenho medo que nasça, parece-me mais do que é. Continuo com contracções e algumas crises, sobretudo ao fim do dia, mas não sei dizer se mais, se menos, porque já me fui habituando a elas. De resto, nada de azias, insónias, inchaços, desta vez foram todos sintomas em grande!
 
À medida que o tempo passa vou ficando mais tranquila, porque o risco de ser prematuro já é praticamente nulo. Amanhã tenho consulta, espero que esteja tudo bem para, aí sim, usufruir em pleno destes últimos momentos desta barriguinha e de gravidez. 
 
Embora muita gente diga que vou até ao fim do tempo e ainda vou ter que provocar o parto, sinto que está mesmo próximo e não é apenas fisicamente que o sinto.
Talvez seja este relaxamento, esta noção do "está quase", os preparativos, sentir-me bem, que me fazem  encarar o facto de que em breves dias teremos em casa o nosso menino - Uau! - Momento tão esperado! Sempre quisemos mais do que um filho e desejo concretizar isso desde que a Joana ainda era bebé!
 
Há uma parte de mim que se questiona como vai ser, como não vai ser, como se vai encaixar o novo elemento da família. Dizia ao pai outro dia que nem sei se estou preparada. Passou devagar, os últimos tempos foram cansativos, confusos, com o pensamento fixo em que corresse bem medo e passou depressa, já estamos com 8 meses! O pai respondeu que já sabemos como é, por não ser a 1ª vez. Entendo o que diz, os cuidados necessários serão os mesmos, menos novidades, já dominamos mais e vamos complicar menos, no entanto é diferente porque nunca tivemos o 2º filho!
 
Há ainda a questão de ter que deixar a Joana uns dias e sobretudo o que ela poderá sentir ao ser "trocada" pelo mini. Sempre achei uma patetice quando ouvia outras mães falarem sobre isto, agora, ao vivo e a cores é outra coisa...
 
Sim, vai aqui uma confusão mental muito grande, um autêntico cocktail hormonal!
Acho que preciso de apanhar sol.
 
 
 
 
 
 
 

Cheirosa

"Sniff, sniff" - ao chegar a casa.
"Cheiras a vomitado mamã!"

Depois disto, eu mereço...
Juro que tinha tomado banhinho e até posto creminho!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A festa


No dia anterior ligou-me a educadora a dizer que a miúda estava com febre. "Lá vai a festa, ninguém merece estar doente no anos." - pensei. Como tudo nos miúdos é imprevisível, passou, talvez tenha sido um pico motivado pela constipação/cansaço.

Acordei-a e ainda ensonada já estava muito feliz. Mais ficou ao ver a decoração que a tia C. tinha vindo fazer à noite, com o motivo que escolheu para o bolo: o Pocoyo. Em pequenita adorava, agora ainda acha piada quando vê, mas entre tantas bonecadas mais actuais, vá-se lá saber porquê).

A minha mãe lá a levou para a escola muito contente com o bolo-gato feito por mim, conforme pediu e os doces para os amigos. Sabia que ía ser a "rainha" do dia e a responsável.

Esteve a chover até perto da hora do almoço e aí veio o sol. Lembrei-me da conversa com o avô quando nos veio trazer a casa na 2ª feira "Nos meus anos vai estar a chover e vai ser um dia muito triste!" - o drama. "Claro que não, os teus anos são sempre alegres!". O avô prometeu-lhe chuva e sol para aparecer o arco-íris.

À tarde liguei para a educadora que me contou que estava numa grande excitação por ser o seu dia e  ansiosa que chegasse a hora dos parabéns.
A avó N. foi busca-la e vinha muito contente a contar que o bolo tinha sido um sucesso e o seu dia corrido muito bem.
 
Como estou com estas limitações de mobilidade foi praticamente a avó N. que preparou tudo para o jantar, tendo depois a restante família ajudado na logística.
A mini estava muito bem disposta e faladora, a presidir à mesa, do alto dos seus 5 anos, na companhia dos avós, bisavós, tios e primas.
 
Divertiu-se mesmo muito e diz que gostou da sua festa!
Fomos dormir cansados, mas de coração cheio pelos 5 anos da nossa menina.


 
 




quinta-feira, 9 de maio de 2013

O parto da Joana

 
Há 5 anos atrás, após semanas sem sinais de parto, com muitas caminhadas a ver se eles chegavam, a indução foi marcada para o dia 9.Maio, às 40 semanas. Na última consulta, uns dias antes, a dra. M. fez um daqueles últimos toques "maravilhosos" e ainda assim, nada.
 
Ou era o que pensávamos...
Mentalizada para um dia de indução que não daria em nada e terminaria em cesariana, chegámos à ordem da Lapa passava das 10h, sem pressas, levando logo raspanete da nossa querida enfª parteira T, pelos 15 min de atraso. Para quê pressa, pensámos nós. Rapidamente percebemos. Estava com 4 dedos de dilatação, sem sintomas. Foi um corre-corre à nossa volta, porque como tinha o streptococus positivo, era preciso pôr o antibiótico no soro antes da bebé nascer. Em vez de acelerar o parto, era necessário atrasá-lo e por isso fiquei sempre deitada, ligada ao CTG
 
O tempo passou rápido, chegaram as contracções e continuava sem uma única dor, aos 7 dedos de dilatação. Como iam rebentar as águas, a anestesista deu-me a epidural. Entre conversas com o pai, os meus pais, irmã e equipa, a hora chegou quase sem me aperceber, apenas sentia contrações menos espaçadas e mais fortes, como confirmava o CTG.
 
Eram 14h30 levaram-me para a sala de partos. Na verdade, como o bloco estava em obras, aquele era um quarto adaptado e bastante normal. Enquanto me preparavam, as contrações ficaram loucas, ainda que sem dor e só me apetecia puxar. Tentei respirar e "ignorá-las" não sabia se já podia, aí estava com medo. Entre manobras uma delas com fórceps a bebé corrigiu a posição da cabeça e encaixou. Disseram que agora não era para fazer respirações, mas sim puxar. Foi o que fiz. A episiotomia doeu, ou melhor quando a dra. M. começou senti uma dor lancianante e pedi anestesia. Até hoje não percebi bem o que aconteceu (e convém já que novo parto de aproxima), mas disseram-me que a epidural estava a passar e não foi reforçada para eu ter percepção das contracções e do momento de puxar. Foi tudo muito rápido, nem cheguei a encaixar bem as pernas naqueles suportes e os panos esterilizados estavam tortos.
Ao fim de uns três puxos intensos a Joana nasceu, eram 15h.
 
Não a puseram logo ao meu lado, aspiraram-na e limparam-na antes, enquanto tratavam de mim. Ouvia-a chorar, aquele choro doce de recém-nascido. O pai, que assistiu a tudo ao meu lado pôde pegar nela. Tive uma hemorragia forte, que custou a parar e a tensão andou para cima e para baixo. Só pensava que não queria morrer, via tudo enevoado e resisti ao desmaio.
O meu maior medo da gravidez foi sempre morrer e deixar uma bebé sem mãe. No dia anterior tinha pedido ao pai para no caso de me acontecer alguma coisa, arranjar-lhe uma boa mãe (só com hormonas muito alteradas, ou um forte instinto, como lhe queiramos chamar, é que podia sequer imaginar o meu marido com outra).
O líquido amniótico e outras complicações nunca me preocuparam, sabia que com a bebé estaria tudo bem. 
 
Quando tudo acalmou, puseram-na encostada ao meu pescoço, ainda nua, e aí foi mágico.
Até hoje.