quarta-feira, 12 de junho de 2013

As nossas camas

A nossa última noite:
 
- às 23h00 deito-me com a Joana, no meu quarto. Depois da história caímos as duas para o lado;
- a avó R. deita-se na cama da Joana;
- o pai fica na sala com o Diogo, a fazer horas;

- 01h00 toca o despertador para o antibiótico da Joana, levanto-me ;
- o pai já deu o biberão ao Diogo e pôs a arrotar e lembra-se que quando ela acordar já não vai querer passar para o quarto dela;
- deito-me eu na outra cama-gaveta do quarto da Joana e o pai com ela no nosso quarto.
- o Diogo vai comigo; (fico portanto a dormir com a minha sogra, inédito).
 
- 04h00 acorda o Diogo para mamar, a avó vem connosco para o pôr a arrotar (demora!); quando nos despachamos das nossas tarefas voltamos para a cama;

- 07h00 toca o relógio Diogo, repete-se o ritual, mas é o pai que acompanha;
- vou dormir para o meu quarto com a Joana;
- o pai, quando termina o turno deita-se na cama-gaveta do quarto da Joana com o Diogo.


É a dança dos pais e filho. Ai e tal dormir com a miúda... conseguimos dormir senhores, conseguimos! E nada me parece mais importante.

A propósito, o post que venero do Locais Habituais, "Deixai as nossas camas e mamas em paz". A parte das mamas também está na ordem do dia, fica para outro post.

 

Pneumonia

No domingo a Joana acabou por estar bem, a febre só chegou aos 37.5°, ao fim da tarde, e passou à noite. Na 2a feira foi idêntico, para nosso desespero por nunca mais ir embora de vez e subiu até aos 38°. Decidimos então ir à urgência do HPP (5 estrelas).
Após auscultação e rx: pneumonia atípica. Sei que as pneumonias não são como antigamente, ainda assim o nome impõe respeito, por isso esclareci com a médica que se trata de uma ligeira, podendo até chamar-se infecção respiratória, atendendo ao restante bom estado, alimentação correcta e febre já baixa.
Veio de lá com prescrição de antibiótico. Durante mais 48h ainda seria contagioso, depois e quando a febre passasse, podia voltar à vida normal. Confesso que havendo um diagnóstico e tratamento definidos fiquei até mais tranquila do que com a incerteza. Na minha cabeça já só passavam filmes negros, como tumores e leucemias...
Caricato e sem graça nenhuma é raramente estar doente e a pior "tinha" da vida dela acontecer quando o Diogo nasceu. Nem sei como o conseguimos proteger. Se foi imunidade pelo meu leite, dure a amamentação mais ou menos tempo, já valeu a pena o esforço para o conseguir pôr a mamar.
 
Entretanto antibiótico já começou a fazer efeito, ontem não teve mais febre e começamos a respirar de novo.
 
A destacar também o bom comportamento na consulta, receptiva a todos os procedimentos (só se assustou com a máquina do rx).
É um doce a minha filha. Já tinha ido à falência se a premiasse por cada atitude de crescida. Na sala de espera, fez a festa, desde falar com toda a gente, grandes e pequenos, até lançar aviões de papel...

domingo, 9 de junho de 2013

DPP

E hoje era a DPP, data prevista para o parto inicialmente, 40 semanas.

2ª semana - 31.Maio a 06.Junho


Na segunda semana há a destacar:

31.Maio - 6ª - 1 semana e 1 dia

- as vacinas BCG e Hepatite B no Centro de Saúde. Claro que nós e a avó R. não conseguimos olhar... Gritaste muito, acalmando rapidamente no mimo do meu colo.

- a festa do Dia da Criança na escolinha da Joana. Fizeram pinturas faciais e em t-shirts que trouxeram para casa. Fui eu buscá-la (adorou!) e vinha radiante!


01.Junho - sábado

- fomos à festa da Criança no Palácio, o nosso 1º passeio, a 3, depois de sermos 4, e o meu 1º também depois de tanto tempo no estaleiro. Apesar de ainda dorida, o que se agravou com o calor, soube bem! A Joana estava muito feliz! Estava imensa gente, mas deu para aproveitar algumas actividades com menor fila.
O Diogo ficou com a avó e portou-se muito bem. ;)


02.Junho - domingo

- caiu o cordão umbilical de madrugada, sem que o papá e a avó N., que lhe trocaram as fraldas durante a noite, tenham dado conta. Recuperámos da roupa suja!

- o papá voltou com a Joana ao Palácio, pois tinha ficado com pena de não ter experimentado os insufláveis.

- jantámos em casa dos tios V. e F. e o Diogo conheceu as primas C. e C. e o primo V..


03.Junho - 2ª

- pesagem no Hospital da Lapa: 2.450 kg! O peso de nascença recuperado! Ficámos felizes! A dra. Lurdes também, sobretudo por ter sido em tão pouco tempo e deu carta branca para continuarmos com o suplemento apenas à noite.

- A Joana começou a dar sinais de sentir falta de fazer as nossas coisas e ter os seus mimos. Não tem ciúmes directos, sente a nossa falta de disponibilidade.


04.Junho - 3ª

- Ligaram da escolinha com o telefonema que nunca é bom: Joana com febre... (4ª vez este mês com pico de febre).
Felizmente ainda deu tempo para aproveitar a festa da criança (2ª parte) com os insufláveis
O jantar e deitar foram muito agitados entre mim, pai e a avó R., à custa da doença e exigências da mini... Eu estava k.o....

- Após o banho está a tornar-se hábito o chichi em repuxo sobre a mãe!


05.Junho - 4ª

- Após 2 aventuras consegui tratar de metade do pedido do subsídio de parentalidade na Seg. Social...


06.Junho - 5ª - 2 semanas

- Resolveu não pegar na mama, ficou ali à espera que "pingue" como com o biberão da noite... Quando o forço não agarra, zanga-se, cabeceia, empurra-se com os braços contra mim e berra enervado. Foi à bomba...

- visita do tio João, que trouxe à mini máscaras do cão e do gato - foi uma diversão pegada!

- o Diogo ofereceu à mana 2 peixes dourados para retribuir o peluche da girafa que ela tinha dado. Ficou feliz da vida e conta a toda a gente!


Às 2 semanas:

- 1os sons (que não chorar), um " Uá" tão doce!

- cabelo a ficar loirinho

- pestanudo e com sobrancelhas!

- pelos na dobra das orelhas!

- um bebé calmo e doce!



Entretanto...

Desde terça a Joana tem estado doente, o que tem tornado esta semana extremamente cansativa e desgastante, entre os cuidados com o bebé, leites, agitação e febres nocturnas. Já não são tão altas como no início em que a tínhamos que enganar com Brufen no meio do Ben-u-ron, no entanto tendem em reincidir ao fim do dia e noite...
A pediatra disse que não tendo outros sintomas deve tratar-se de uma virose. Como são já 5 dias estamos a pensar ir hoje ao hospital para ficarmos mais tranquilos.
Tem-nos valido a avó R. durante a semana e os avós N. e N. e tia Cristina ao fim-de-semana, para conseguirmos dormir minimamente e dividir os cuidados. A Joana estando assim, só nos quer a nós com muito mimo e faz muitas birrinhas.

As preocupações não nos deixam descansar, nem usufruir tanto quanto queríamos desta fase, no entanto continuamos super-felizes como família de 4.


O Diogo continua um "dormilão", expressão que me saiu há dias sem querer. Já acorda mais facilmente durante o dia para mamar, mas apenas se pegarmos nele e mantém-se desperto por mais tempo. No entanto, a noite continua a ser "a cena dele" e à horinha certa, 3/3h começa a ranhetar e pedir o seu leitinho. Reloginho!
Com o tempo foi melhorando a sua técnica ao mamar e tornou-se profissional e fã da mamoca. Está quase com o estatuto da mana de "locomotiva". Dá cabo de mim em 45 min, "come tudo e não deixa nada".










sábado, 8 de junho de 2013

Voar por aí


"Mamã, eu nunca vou voar?"
"Não, não tens asas, não és pássaro."
"Estou cansada de andar e saltar, eu queria voar!"
"Olha que os pássaros também se cansam!"


"O mano tem asas!"
"Asas?"
"Sim, mas não tão grandes como eu, só vai ter grandes quando crescer."
"Ah"
"Eu só consigo voar um bocadinho como as galinhas" - demonstra com um salto


 "Já sei! No espaço há gravidade e vou conseguir voar!"

 

Ups...  a vontade de voar está a tornar-se intensa
Eu faço-lhe todas as recomendações possíveis sobre os perigos das janelas, nunca são demais...

Voar é o sonho perseguido e alcançado pelo Homem há muito. Há algo que nos leva a querer ir mais longe e isso começa bem cedo.
Lembro-me de sonhar frequentemente que conseguia voar. Normalmente era pela casa e o problema era conseguir pousar.


Spread Your Wings and Fly! É o que quero que a Joana faça. Com os pés bem assentes na terra!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

1ª Semana - 23 a 30/Maio

(Aviso à navegação: contém muito pormenores de mãe e termos "técnicos" de maternidade ;) )

23.Maio - 5ª feira - 1º dia

Chegámos ao quarto, já a 3, às 05h30. Liguei à avó N. a dar a notícia e do outro lado já só ouvi uma avó feliz e emocionada. A enfª T. saíu pelas 06h30 depois de dar o 1º leitinho. Escusado dizer que nesta noite já não dormimos numa mistura de cansaço e euforia. Um pássaro, canário ou parecido, não largou a nossa janela. Na altura apetecia-me esfolá-lo, agora sei que anunciava a boa nova.

Às 8h00 veio o emocionado avô N. visitar-nos, antes de ir trabalhar, depois a tia Cristina. Entretanto chegou a avó R., que veio a pé desde casa.

A avó N. contou à Joana que tinha nascido o Diogo, lendo a minha mensagem, que escrevi à pressa antes de sair para a maternidade. A Joana ficou muito feliz e depois chorou de alegria. Que linda!
Já nada a convenceu a ir à escola, nem sequer a natação e não sossegou enquanto não foi ver o mano.
Veio com a avó N. e que linda e doce foi com ele! O meu coração ficou cheio de felicidade de ver os meus filhotes juntos!
E que grande me pareceu a Joana!

À hora do almoço veio o tio João e a Joana e à noite os (bis)avós S. e H.. Radiantes!

A Joana ficou choca na avó N. e com febre... Como era a 3ª vez este mês que tinha um pico de febre os avós levaram-na ao hospital: virose, andam por aí umas com estes sintomas...


24.Maio - 6ª feira - 2º dia

A querida enfª T. veio dar banho ao bebé, que acompanhei, aproveitando para "rever a matéria dada".

Depois de uma noite a chamar por nós, a Joana acordou como se nada fosse em casa do avós e mostrou-se desinteressada em ir visitar-nos, queria era ficar em casa com a avó N. e receber todos os mimos!
Ao telefone comigo:
"Que foi isso mamã?"
"Foi o mano a gritar"
"Não achas que parece um pato? ahahahah
"Hum lá isso parece..."
Depois lá veio e saiu com o pai para a avó R., depois de muito subir e descer às camas e jogar no telemóvel...

De tarde veio a dra. Lurdes e nem examinou o Diogo por estar a dormir depois de mamar, apenas conversámos. Convenceu-me juntamente com a avó N. a ficar mais uma noite. Reconheço que foi o melhor, é outro apoio e descanso. E atendendo a que a Joana estava doente, mas tranquila, ficámos.

À noite foram visitar-nos os tio H. e G..


25.Maio - sábado - 3º dia

A enfª Teresa veio dar banho ao Diogo e entretanto chegou a dra. Lurdes, examinou-o e deu-lhe alta.

Regressámos a casa e foi lindo voltarmos os 4 ao lar. Que sensação boa! Como diria o pai, foi magnífico ver 2 cadeiras de bebé no carro.
A Joana estava eufórica e querer ajudar em tudo, ir buscar o berço, fazer festas, pôr o bebé confortável.

No hospital os dias e as noites foram tranquilas, o bebé estava sossegado e era preciso esforçarmo-nos para despertá-lo para o leite. Não tinha reflexo de mamar, foi preciso ensiná-lo e insistir muito, até no biberão, quanto mais na mama...

Visitas: tios V. e F.; Ondina e Jorge, Tiago e tia L..


26.Maio - domingo - 4º dia

Começaram as noite de arraial entre gritos, arrotos, cólicas e pelo facto de ter os sonos trocados...

Almoço com avós N. e N.
Avó R. veio dormir cá a casa


27.Maio - 2ª feira - 5º dia

Tirei os pontos e entrei no paraíso!


28.Maio - 3ª feira - 6º dia

Não pregámos olho entre mamadas + arrotos "presos", quando o deitávamos fazia barulhos + cólicas, tudo a sobrepor-se. Fomos tentando ficar com ele à vez, mas era impossível, tal a forma como berrava. A Joana, ainda não habituada a este barulho, ía acordando.
Ficámos totalmente k.o.

Teste do Pézinho - feito em casa pelo enfº de família, Nuno S.. Serviço 5 estrelas do Centro de Saúde.

Avó R. veio cá dormir para o "apoio logístico" e conseguirmos descansar um pouco. Ficou o resto da semana. Foi o que nos valeu!

Visita do tio J. e veio também a avó N.


29.Maio - 4ª feira - 7º dia

A noite correu melhor, com menos gritaria, ainda que com muito tempo "arregalado". A ajuda da avó R. a meio da noite também soube bem!

Papá doente com febre e dores de cabeça terríveis pela falta de dormir.


30.Maio - 5ª feira - 8º dia - 1 semana


Consulta pediatra dra. L.:

- peso 2.370 kg - só perdeu 80gr., o que foi muito bom considerando que na 1ª semana os bebés podem perder até 10% do peso.

- 47 cm

- boa vitalidade e resposta a todos os estímulos

A dra. L. é como sempre um doce e delicia-se com as crianças, como se tudo fosse sempre novidade.

Falámos sobre a semana:
- tudo foi melhorando e regularizando um pouco: o Diogo um pouco mais desperto de dia e a adormecer mais cedo à noite; o intestino a dar menos dores; arrotar mais facilmente; aprendeu a pegar e mamar melhor, quase não quer o suplemento.

Falámos sobre o parto e recuperação. Achei curioso que quando o pai perguntou sobre a utilização da ventosa, a dra. confirmou que não foi usada, mas que normalmente nessa hora nem olha (como outros pediatras também) quer é que corra tudo bem e reza!

Falámos também sobre a questão de com o 2º não existir (tanto) o factor novidade, mas sim o tão importante da tranquilidade e mesmo assim ser tão especial.


De forma a ajudar a regularizar os sonos e visto que o peso está dentro dos padrões, indicou-nos dar mama durante o dia e suplemento apenas à noite. Assim fica saciado à noite e dorme e com mais fome e desperto para mamar de dia. Na 2ª feira confirmávamos o peso.



sábado, 1 de junho de 2013

Nasceu o Diogo

O Diogo nasceu no dia 23.05, às 4h23, com 2.450 kg e 46 cm, de parto normal (com epi).
Foi tudo muito rápido. Na 4a, dia 22, de manhã na consulta já tinha dilatação. Após toque da obstetra fiquei moída e com muitas contracções. Às 21h jantava massa com salsichas ;) quando apertaram. Liguei à enf.a às 22h e, perante a evolução, às 2h30 estava a entrar no hospital da Ordem da Lapa. Às 4h23 nasceu.
Estamos cansados, sobretudo pelos sonos trocados, mas muito felizes.
Tem-nos valido a ajuda preciosa das avós.
A Joana anda eufórica com o mano, quer ajudar em tudo e conta a novidade a toda a gente cheia de orgulho. Ontem começou a dar sinais, não de ciúmes, mas de falta de nós, de fazermos as rotinas habituais com ela, dos mimos.
Mais uma vez, uma certeza: o amor é um sentimento que não se divide, multiplica-se, cresce exponencialmente!