quarta-feira, 3 de julho de 2013

Festa do Final de Ano

 
E assim, de repente, devagar e depressa ao mesmo tempo, chegámos ao final de mais um ano de infantário, este muito mais tranquilo, cheio de melhorias a todos os níveis, sobretudo na confiança, segurança, desinibição, um grande crescimento desta menina que nos enche de orgulho.
 
Viemos cheios de baba pelo desempenho, o coração cheio, ao vê-la com tanta alegria, a divertir-se muito com a própria actuação. Emocionei-me muito ao ver o grupo todo, como cresceram! São capazes de coisas maravilhosas, com a doçura que só existe nas crianças. Por outro lado, comoveu-me ver a dedicação das educadoras e directora, expressa no carinho com que os tratam, nos cuidados para que tudo corresse bem e visível nas horas e horas que devem ter perdido a criar as peças, preparar cenários e ensaios... Uma pequena família.
 
O tema deste ano lectivo era o "Crescer Saudável" e o teatro tinha vários quadros alusivos aos hábitos saudáveis, integrando uma espectacular aula de zumba. Cantar e dançar é a praia da Joana!
Houve também a demonstração de karaté e no inglês a peça era o Capuchinho Vermelho, onde a Joana tinha um parco papel, a mãe, por isso dedicou-se a rir das palhaçadas dos outros, como se fosse a 1ª vez que as via. 
 
No final, houve entrega do diploma de Joaninha, com passagem para a sala das Borboletas, que voam para a primária daqui a um ano... glup. Dado o momento solene, os manuais e trabalhos serão entregues em reunião, em sede própria, de preparação para entrada na distinta pré-primária!


 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Fuck

Joana doente outra vez. Quando é que isto vai parar? Isto é por todos os anos pouco doente? É por ficar feliz com isso?
Foi hoje o 1o dia de praia com a escolinha, estava tão animada...
Pode ser que seja um pico pelo calor dos últimos dias... Pode ser.
É desta que vou à bruxa!

A opinião principal

Esqueci-me de mencionar que a outra pessoa, a principal até, que tem total liberdade para opinar é a Joana. Está sempre a zelar pelo bem-estar dele, até chateia (também). Porém, por ser a irmã mais velha, amar o irmão de paixão e aguentar, que remédio, as berrarias, está autorizada a:
- não tratas do mano? Ele está a chorar!
- não estás a fazer nada ao mano!
- o mano já tomou o pequeno-almoço?
- já são horas do mano comer?
- coitadinho tem a fralda suja?
- tem calor?
- ele está a chorar e ninguém sabe o que tem! [vem chamar-me]
- estão a fazer mal ao mano [quando vê muitas pessoas à volta]
O topo das preocupações foi no sábado quando se apercebeu de que ia ele ficar a dormir na avó, a ver se eu recuperava o aspecto de viva (o dia tinha sido a acompanhar as actividades de fim de ano dela e convívios). Não queria nada que ele fosse, ao jantar perguntou se ele estava bem, lembrou-se que não lhe tinha dado beijinho de boa noite e no dia seguinte queria ir buscá-lo a correr. Tranquilizou-a saber que os avós o tratariam tão bem quanto a ela.
O amor é de facto um sentimento transcendente e este, puro e genuíno, que assim nasce e não se ensina, enternece e enche o coração.

domingo, 30 de junho de 2013

S. João do Porto e de Paiva

 
Num (novo) rasgo de loucura, eu com 4h de sono aos bocados, o pai movido a ben-u-rons e brufens, decidimos ir ao S. João a Castelo de Paiva para a miúda aproveitar a festa com as primas.
Valeu bem a pena pela alegria com que ficou só de saber que ia e depois com o que se divertiu na piscina, nos baloiços, com os animais e à noite nos carrocéis na vila.
Esta parte já não vi, fiquei com o Diogo em casa e assisti na tv ao fogo do Porto.
Quando chegamos a nossa casa, já de madrugada, a minha noitada continuou, com o Diogo inquieto, talvez por ter faltado à festa. Atingi a exaustão e pedi ajuda ao pai, rezando para os bichos terem ido embora de vez.
No dia de S. João o pai foi com ela passear até ao Cais de Gaia, com direito a baloiços, corrida de rabelos e um salto às Fontaínhas com nova dose de carrocéis.
Eu fiquei em casa dos avós a dormir umas belas 2h e a pensar que bom era ela usufruir, tanto quanto eu noutros tempos.

Lembrei-me das festas da infância, em que íamos com os primos e tios, bem cedo, até à Rotunda da Boavista andar nos carrocéis munidos de martelos e, quando a confusão se instalava, regressávamos ao quintal, os adultos para a sardinhada com a avó Mimi, as crianças para os balões e uma panóplia de fogos que o tio J. adorava comprar antecipando o seu aniversário. No dia  vinha buscar-nos e íamos a piscina da Granja para mergulhos divertidos, que muitas vezes inauguravam a época balnear.
Fui tão feliz no S. João!
 
 
 

 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Coisas à pai

Deitar-se no chão a ver tv, espapassada.
Andar descalça, tira o calçado mal chega a casa.
Dormir sem cuécas - desde que ficou vermelha no "pipocas" o pai deu essa ideia e instalou-se a moda sem cuécas.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

As nossas mamas - neste caso só minhas

Entretanto com o pai doente, todo o cansaço, nervosismo e menos mãos para a logística dos miúdos, foi necessário aumentar a quantidade de suplemento. Não há volta a dar, sou sensível a estes factores.
Haja saudinha, que eu já tinha jurado que não me ia passar com a amamentação e já estava a ir pelo cano. As pressões externas sob cansaço dão para flipar e a interna também, pela pena dele não aproveitar. Há algo de muito instintivo nisto, um certo sentimento de falha, de culpa, que estava a querer apoderar-se de mim, tal como quando foi a 1a filha, pelo que resolvi mandar a biologia às urtigas, pelo bem geral da nação. É o que for, como for, até quando for.

Instintiva e muito tuga é a capacidade das pessoas opinarem, meterem o bedelho. Não é só na questão da amamentação, é em todas. Pessoas sem filhos e com filhos (que deviam ter juízo porque passaram pelo mesmo), novas e velhas, com ideias novas e velhas, toda a gente sabe tudo, até quem vê miúdo pela 1ª vez sabe se tem sono ou calor ou mimo ou dores, que a chucha faz mal, que está corrente de ar. E durante 5 seg sinto-me incompetente, para depressa acordar e pensar, "é pá, eu até sou a mãe e até nem é o 1º, onde estará toda a gente daqui a umas horas para ajudar, abanar o carrinho, ?"
É aquela vontade de dominar uma cena ou até pode até ser bem intencionado, mas mói. E mói especialmente na questão da amamentação, pois está ligada à capacidade de fazer crescer uma criança e lá está, "entronca" na biologia" e agrava pela incapacidade de nos mantermos zen.

São aceites além das nossas opiniões como pais, as da pediatra e equipas médicas e da família próxima, que efectivamente zela pelo bem-estar do bebé e pelo nosso também, que fazem plantões à noite, refeições de dia, aliviam-nos o cansaço, levam-nos mimos, passeiam com a Joana, vão busca-la à escola, dão-lhe de lanchar - desde que respeitem que a decisão final é nossa.

E sabem que mais? I'm good!


Mais directa e melhor do que ninguém descreve a Dora do Locais Habituais em "Deixai as nossas mamas e as nossas camas em paz"

terça-feira, 25 de junho de 2013

Agora somos nós os dois

O pai terminou a licença começou hoje a trabalhar, a avó R. já voltou na 5ª feira de vez para casa, a mana está na escolinha.
Agora somos só nós os dois no turno diurno (e maioritariamente no nocturno...) miúdo e haverá dias (e noites) de tudo.
Let´s do it.