domingo, 21 de julho de 2013

Sorrisos

Aqui à noite não há conversa com o menino Diogo para não o despertar demasiado, mas depois... Ao mudar a fralda, olhou para mim e disse um huuum, seguido de dois sorrisos rasgados (ainda raros que o meu filho é um homem sério) - irresistível! (ainda mais porque o meu pai disse que ele já me reconhece ao agitar-se quando me aproximo)
E deixou de me parecer que eram 6h da matina.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

É desta que vou à bruxa

...disse eu. Só que não fui e na 6a o pai chegou a casa com dores de garganta e febre. Disse mal da minha vida, rabujei como tresloucada que pouco dormiu noite e dia e disse que a próxima era eu, como quem também tem o direito de cair para o lado, de não resistir a tudo, de ter de cuidar de doentes e saudáveis.
À 1h da manhã fui eu efectivamente, a doente. Acordei para o leite do bebé e quando fui ao wc senti a dor típica da infecção urinária. Já não consegui dar-lhe o leite, chamei o pai e padeci até ao antibiótico começar a fazer efeito.
Nunca mais rogo pragas (sem ter ido primeiro à bruxa).

domingo, 14 de julho de 2013

Freeeeeze


Será possível congelar estes momentos para sempre?
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 

 
 
 
Nos últimos dias tem-me dado aquela sensação angustiante do tempo passar depressa demais, passar tudo muito depressa... Parece que ainda ontem soube que estava grávida e agora já passou "tudo", o Diogo nasceu e está a crescer tão rápido, as roupas esticadas... A Joana a terminar o ano lectivo...(ok é bom sinal, eu sei) Ainda ontem era Natal e já estamos quase nas férias... Aquela sensação de tenho que aproveitar o tempo! Eu sei que parte dela é motivada rotina em casa com um recém-nascido, em que os dias não variam muito e pela privação de sono que leva a mente para lugares estranhos.
 
Sei que não podemos viver de saudades, agarrados nos momentos passados... No entanto, somos feitos dessas memórias.
E como não se pode (nem deve) parar a vida nestes momentos, resta-me a certeza de que o importante é viver para poder desfrutar de muitos!
Afinal de contas, como diria o outro, a felicidade estará sempre em pequenos e intensos nadas.

O peito

A intromissão que prefiro, o número um do top é:
"Ainda tem peito?"
Graças a Deus nasci com dois e não tive nenhum problema de saúde que me levasse a perdê-lo.
Não, não foi esta a resposta que dei, apenas um sim, que quando expresso quis dizer o mesmo.
Ainda assim a persistência:
"Mas é pouco, não é?"
Francamente pensei que a preocupação era se o miúdo engordava. Como está um pequeno buda e cresce a olhos vistos, qual é a questão? Anticorpos? Ligação mãe-filho? Naaaa voto na curiosidade pura.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Festa do Final de Ano

 
E assim, de repente, devagar e depressa ao mesmo tempo, chegámos ao final de mais um ano de infantário, este muito mais tranquilo, cheio de melhorias a todos os níveis, sobretudo na confiança, segurança, desinibição, um grande crescimento desta menina que nos enche de orgulho.
 
Viemos cheios de baba pelo desempenho, o coração cheio, ao vê-la com tanta alegria, a divertir-se muito com a própria actuação. Emocionei-me muito ao ver o grupo todo, como cresceram! São capazes de coisas maravilhosas, com a doçura que só existe nas crianças. Por outro lado, comoveu-me ver a dedicação das educadoras e directora, expressa no carinho com que os tratam, nos cuidados para que tudo corresse bem e visível nas horas e horas que devem ter perdido a criar as peças, preparar cenários e ensaios... Uma pequena família.
 
O tema deste ano lectivo era o "Crescer Saudável" e o teatro tinha vários quadros alusivos aos hábitos saudáveis, integrando uma espectacular aula de zumba. Cantar e dançar é a praia da Joana!
Houve também a demonstração de karaté e no inglês a peça era o Capuchinho Vermelho, onde a Joana tinha um parco papel, a mãe, por isso dedicou-se a rir das palhaçadas dos outros, como se fosse a 1ª vez que as via. 
 
No final, houve entrega do diploma de Joaninha, com passagem para a sala das Borboletas, que voam para a primária daqui a um ano... glup. Dado o momento solene, os manuais e trabalhos serão entregues em reunião, em sede própria, de preparação para entrada na distinta pré-primária!


 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Fuck

Joana doente outra vez. Quando é que isto vai parar? Isto é por todos os anos pouco doente? É por ficar feliz com isso?
Foi hoje o 1o dia de praia com a escolinha, estava tão animada...
Pode ser que seja um pico pelo calor dos últimos dias... Pode ser.
É desta que vou à bruxa!

A opinião principal

Esqueci-me de mencionar que a outra pessoa, a principal até, que tem total liberdade para opinar é a Joana. Está sempre a zelar pelo bem-estar dele, até chateia (também). Porém, por ser a irmã mais velha, amar o irmão de paixão e aguentar, que remédio, as berrarias, está autorizada a:
- não tratas do mano? Ele está a chorar!
- não estás a fazer nada ao mano!
- o mano já tomou o pequeno-almoço?
- já são horas do mano comer?
- coitadinho tem a fralda suja?
- tem calor?
- ele está a chorar e ninguém sabe o que tem! [vem chamar-me]
- estão a fazer mal ao mano [quando vê muitas pessoas à volta]
O topo das preocupações foi no sábado quando se apercebeu de que ia ele ficar a dormir na avó, a ver se eu recuperava o aspecto de viva (o dia tinha sido a acompanhar as actividades de fim de ano dela e convívios). Não queria nada que ele fosse, ao jantar perguntou se ele estava bem, lembrou-se que não lhe tinha dado beijinho de boa noite e no dia seguinte queria ir buscá-lo a correr. Tranquilizou-a saber que os avós o tratariam tão bem quanto a ela.
O amor é de facto um sentimento transcendente e este, puro e genuíno, que assim nasce e não se ensina, enternece e enche o coração.