sábado, 24 de agosto de 2013

AA

"Posso beber uma bebida para esquecer?" [que os amigos R. e a I. afinal não iam ter connosco à piscina]
Foi estratégia para nos convencer a dar-lhe um sumo de laranja na piscina, a preços proibitivos. Face à gracinha e à tristeza do último dia de férias no Algarve, levou a melhor.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Rita

Ano vem, ano vai, o cenário mantém-se... no Verão os incêndios, no Inverno as cheias... não há nada de imprevisível aqui, não é um tornado, não é um tsunami, nem um tremor de terra. Governo vem, governo vai, ministro vem, ministro vai e o problema mantém-se. Não há ordenamento de território neste país, não há política preventiva, não há fiscalização, não há punição, compensa pagar multas... [se houvesse em todas as áreas, incluindo a minha, o Ambiente, não faltava emprego, mas isso...]. Encolhem os ombros, comentam os números de aviões, o número de bombeiros, balbuciam qualquer coisa sobre as estratégias de combate e a formação (como se a morte fosse culpa deles que se foram lá meter)... Prevenção, que evita efectivamente perda de vidas, bens, património florestal, nada. A culpa é do anterior.

 Amanhã já todos se esqueceram da Rita, assim como de outras Ritas, noutras situações de impunidade neste país. Já "ninguém" se lembra por exemplo do Marlom que morreu a tiro ao proteger os colegas no assalto da Queima do Porto... E contra mim falo, que se calhar já esqueci de muitos... A vida continua, é certo, o pior é de quem vai e dos que deixam cá... Dizer que a Rita será uma estrelinha no céu é bonito, mas muito pouco para a filhota de 4 anos e família de agarrarem... sem colinho, sem miminhos...

 É duro, é injusto... lamentar não adianta... não morreu "uma bombeira", morreu a Rita.



Rita, 24 anos, bombeira em Alcabideche, morreu ao combater o fogo no Caramulo. Deixa a Ana Rita com 4 anos.

sábado, 17 de agosto de 2013

Aguenta

A propósito de me ter queixado da barriga (nova infecção urinária, faço colecção):
"Mamã tu nunca ficas doente?" - pergunta a mini habituada a me ver sempre a bulir (mesmo quando, poucas vezes, é certo, fico).
Ir à cama é mesmo raro.
Mãe é mãe e mãe aguenta. Que remédio.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ah valente!

O meu doce menino tomou duas vacinas no fim de Julho e só chorou quase a terminar a segunda pica. Acalmou-se muito rápido com o mimo da mamã. Que valente!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Locais

Ontem fomos de novo ao parque infantil passear. Com a Joana de férias "atribuídas" temos ido e sabe mesmo bem. Saio de casa, arejo a cabeça, o Diogo apanha ar, olha tudo à volta e a Joana brinca, gasta energias, que bem precisa! Enfim, não tenho solicitações para nada, não há meninos! Tem a vantagem de estar num jardim com muitas árvores e sombras.
Os primeiros dias de férias da Joana quase dava em doida sozinha com os dois. Como em tudo foi necessária uma adaptação às rotinas. Agora já conseguimos orientar-nos e estamos mais calmos. Foi um processo de descomplicar e descontrair e, na maioria das vezes, dependendo do estado de privação de sono, tenho sucesso.

Não há vez que não me lembre do dia em que lá fiz uma parte do trabalho de parto sem saber. Também nesse dia me soube bem descontrair, depois de já ter "alta" da gravidez de risco e ver a Joana a brincar livre, feliz da vida. Mal sabia (ou não queria acreditar) que horas mais tarde íamos conhecer o Diogo.

Estes locais, tal como a casa em que foram feitos e onde crescem, o hospital onde nasceram, os lugares por onde passeamos, farão sempre parte deles.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Falar à bebé

É certo e sabido que olhar para um bebé pequenino induz a típica fala à bebé bidu-bidu. A prova disso é a mana que não consegue falar com o Diogo de outra forma! E também se baba muito:
"O Lindo é lindo!"
"O Lindo é foli!"
"O Lindo é querido!"

Continua uma querida com ele o que me enche o coração.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Diogo - 2 meses

2 meses - 23.Julho
 
Ao chegar aos dois meses o Diogo tornou-se muito activo e curioso. Está sempre a abanar as pernocas e os braços quando sentado na cadeirinha ou deitado. Abre os olhos como duas azeitoninhas (azuis), fica atento aos sons, fixa os objectos e segue as pessoas.
 
Dorme lindamente, distinguindo o dia da noite. É incrível como se define um relógio biológico. De dia os sonos são mais leves, de noite ferrados, até a expressão do rosto é mais tranquila.
 
Passou a beber só biberão e só leite adaptado. Para mamar mandava-me à fava, queria quantidade e rapidez. Ainda tirava com a bomba, mas era cada vez menos. Por 60 ml por dia, de biberão e estando ele óptimo disse a pediatra, muito prática, que não valia a pena (confesso que me custou um bocadinho ouvir, porém só durou 1 segundo).
De uma semana para a outra aumentou à quantidade de leite, já vai nos 120 ml e às vezes 150 ml. Uma lata de 800 gr por semana, estamos a pensar pedir um subsídio de alimentação...
Durante o dia os intervalos são variáveis, tanto 2h (sobretudo com o calor) como 3 ou 4h. De noite faz um grande de 6h das 21/22h às 3/4h e seguido de outro de 3 ou 4h. Dava jeito o primeiro começar mais tarde, mas na verdade nem posso reclamar!
 
O primeiro sorriso rasgado foi no dia 8 de Julho, agora são muitos e lindos! Cá para mim, que sou mãe, já me reconhece bem e gosta de mim ;) já que ontem quando cheguei a casa, após saída deu-me um sorriso precioso.
 
No dia 23 a mana, ao saber que fazia 2 meses, perguntou o que faria ele agora (como quem diz, já fazias qualquer coisinha), disse-lhe que eram os sons (para inventar qualquer coisa). Na verdade começou a fazer novos e frequentes sons. "Tinhas razão mamã!" 
 
Descobriu as mãos e passa a vida com elas na boca. Inicialmente pensámos que era fome, mas não, fá-lo mesmo depois de comer. Diz a pediatra que é mesmo a explorar novas conquistas e até ajuda à digestão.
 
Liga mais à chucha, embora seja apenas quando está arreliado com dores ou a querer dormir, depois larga-a logo.
 
Continua calminho e doce, só chora mesmo quando tem motivo, como soninho, fome (aí berra) ou alguma dorzita. Não gosta de estar sozinho, mas ainda não está manhoso, basta-lhe ver as pessoas, não é necessário pegar ao colo (ainda que goste!). (Também) neste aspecto muito ajuda a mana, que fala e brinca com ele, distrai-o, põe-lhe a chucha e até o aero-om se ranhetar de sono.
 
Praticamente não tem cólicas, o que estará relacionado com a facilidade em libertar-se dos gases...
 
Foi neste dia comemorativo que fomos à consulta na pediatra. O nosso pequeno buda pesa 4.520 kg e mede 55 cm. Aumentou 1.4 kg em um mês, ainda consegue pesar mais do que a mana com o mesmo tempo. Isto é que é crescer!
A dra. L. ficou muito contente com o estado geral do bebé e fez-lhe muita festa, fazendo questão de lhe conseguir um sorriso. Teve o cuidado de dar atenção à Joana, que nos acompanhou, e ficou surpreendida pela relação com o irmão. Um doce, adoro-a!