Uma mulher do Norte:
"Joana anda para a cama! Já estou farta de te chamar, já chamei p`rai 20 vezes!"
"20 vezes?!? iiiiiiiiii carago!" - responde com admiração, mantendo os olhos na sua consola.
:s Pára tudo
Ficou perplexa quando lhe disse que era asneira, ainda que a pudesse ouvir de algumas bocas.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Update Diogo e vida nova
Na segunda-feira descobriu os pés. Levanta-os e agarra-os.
Descobriu que chuchar no lábio inferior é bem melhor do que na chucha e faz umas caras muito giras.
Descobriu que chuchar no lábio inferior é bem melhor do que na chucha e faz umas caras muito giras.
Há 3 noites que dorme 8/9 horas seguidas e numa delas acordou à hora que eu tinha que me levantar - heaven, I'm in heaven. Nestes três dias recuperei qualquer coisa da Andreia que há em mim - para o bem e para o mal. Ele sabe que está próxima a volta parcial à vida activa (ahahah nunca me senti mais activa do que agora...) e que a mãe precisa de conectar alguns neurónios.
Ao fim de 4 meses, momentos de alegria, maravilhosos, felicidade e também de cansaço, de discussão, confusão mental, sinto que nos estamos a encaixar na nova rotina, com dois filhotes (e será que existe rotina com dois filhos?!).
Já sabíamos que ia ser assim (com a despreocupação de ser o segundo e a acumulação de agora serem dois) e efectivamente é preciso haver um grande e inabalável amor para superar os tormentos iniciais. Como diria o João Miguel Tavares, no blog Pais de Quatro, "agarrem-se bem ao mastro do navio, que a tempestade há-de passar!".
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
A rotina contra-ataca
Instalou-se a falta de vontadinha de ir à escola, alguma gemideira matinal e algum choro na escola pela alteração de algumas rotinas com a educadora. Metade manha, metade preocupação.
"Vai correr tudo bem?" - faz eco várias vezes na cabeça durante o dia.
À noite lá rezo o b-a-bá, digo-lhe que os adultos, ainda que não lhes apeteça, vão trabalhar para ganhar dinheiro e comprarem e que precisam para casa, passeios e férias e as crianças para a escola aprender coisas novas. Depois irá para a primária e por aí a fora para um dia conseguir cumprir o sonho de ser tratadora de golfinhos (desde que foi ao Zoomarine pela 3ª vez, mudou de profissão).
Contra-argumenta que para ir para a piscina não precisa de andar na escola, que no trabalho dela ninguém lhe paga e "e se chegar ao Zoomarine, estiver tudo cheio e mandarem-me embora?" - portanto, preocupações com a desadequação curricular, o trabalho não remunerado e o desemprego aos 5 anos.
Diogo - 4 meses
23.09.2013
Aos 4 meses o Diogo é um bebé muito sorridente e dengoso. Sempre a palrar, dá uns gritos euróricos de alegria e ao adormecer faz um huuum huuum a embalar-se. Um doce.
Está cheio de energia, sempre a bater as pernas. Começou a ter algum controlo dos movimentos, por isso vai tentando mexer nos brinquedos. Quando apanha qualquer coisa, leva logo para a boca. Brinca com as mãos e admira-as.
Quer cada vez mais interacção e actividade, por isso começámos a pô-lo no ginásio no chão com os brinquedos pendurados. Já se farta bastante de estar na espreguiçadeira. Ganhou uma manhita e refila quando o pousamos, o malandreco! Até começar a conseguir brincar vai ser uma fase exigente, de qualquer forma continua a ser um bebé sossegado.
As noites estão mais tranquilas. O número de horas continua variável, felizmente com tendência para mais e começou a resultar não o levantar quando se agita de madrugada. Agora é raro e consegue sossegar sozinho, por isso pelo menos quando dorme, dorme mesmo.
Na consulta com a pediatra do dia 11.09 pesava 6.070 kg e media 59 cm, o abastecimento faz-lhe proveito.
Para festejar a data virou-se pela 1ª vez para baixo, enquanto procurava a televisão.
Aos 4 meses o Diogo é um bebé muito sorridente e dengoso. Sempre a palrar, dá uns gritos euróricos de alegria e ao adormecer faz um huuum huuum a embalar-se. Um doce.
Está cheio de energia, sempre a bater as pernas. Começou a ter algum controlo dos movimentos, por isso vai tentando mexer nos brinquedos. Quando apanha qualquer coisa, leva logo para a boca. Brinca com as mãos e admira-as.
Quer cada vez mais interacção e actividade, por isso começámos a pô-lo no ginásio no chão com os brinquedos pendurados. Já se farta bastante de estar na espreguiçadeira. Ganhou uma manhita e refila quando o pousamos, o malandreco! Até começar a conseguir brincar vai ser uma fase exigente, de qualquer forma continua a ser um bebé sossegado.
As noites estão mais tranquilas. O número de horas continua variável, felizmente com tendência para mais e começou a resultar não o levantar quando se agita de madrugada. Agora é raro e consegue sossegar sozinho, por isso pelo menos quando dorme, dorme mesmo.
Na consulta com a pediatra do dia 11.09 pesava 6.070 kg e media 59 cm, o abastecimento faz-lhe proveito.
Para festejar a data virou-se pela 1ª vez para baixo, enquanto procurava a televisão.
sábado, 14 de setembro de 2013
Regresso à escola
Depois de quase dois meses de férias a Joana regressou na segunda-feira à escolinha.
No início de Setembro, quando íamos a caminho de Fornelos, para lá passarmos a semana, perguntou quantos dias faltavam. Respondi 10 e ela queixou-se que era pouco e que ia ter muitas saudades minhas. Respondi que no início custava, mas depois nos habituávamos, blá, blá. A coisa passou e não se falou mais. Para mim ficou o "uups como é que vai ser", mas deixei para lá que as crianças são imprevisíveis. Afinal de contas, o ano passado correu muito bem, a avaliação final foi de babar mais do que o caracol, no final é que já estava muito saturada.
Antes disto, tinha havido dois episódios caricatos no Algarve:
- falando com os amigos R., I. e F. sobre coisas odiadas, cada um dando exemplos: "Odiar é muito feio! Eu não odeio nada." - ah linda menina, que coração puro - pausa e declara: "Só odeio a escola."
Caldo entornado!!!
- nos dias anteriores ao regresso, em preparação psicológica digo eu:
"Sabes o Verão não é o ano todo e nós não moramos aqui. Nem tinha piada nenhuma, não havia S. Martinho, nem Natal, nem Páscoa, nem íamos passear, nem brincar com os amigos, nem dia da Mãe,..., era uma seca". A cada coisa ela dizia "É, pois era!". Para testar ponho no meio: "Nem havia escola..." - estica o dedo "Ei, isso não me importava nada!"
Quando regressávamos da aldeia pergunta:
"Quantos dias faltam para começar a escola?"
"Faltam 3, vais na 3ª feira." - glup
"Estou ansiosa por ir para a escola! Ver os meus amigos e ver os novos manuais! Estou cheia de saudades e eles vão dar-me um grande abraço!"
Assim de repente fez-se este click, parece que encaixou que era fim de férias, tempo de regressar!
No domingo, perguntou se era no dia seguinte que ia, respondi que se quisesse podia ir na 2ª à tarde.
Respondeu que sim! Na 2ª deu dois saltos ao acordar e lembrar-se que era o dia!
Chegou à porta muito contente, a educadora fez-lhe uma grande festa e enquanto me dava os recados de início de ano, a Joana quis entrar.
Foi óptimo e a semana correu mesmo bem. Sei que vai haver dias melhores e piores, sobretudo quando se instalar a rotina (até porque já reclamou não poder ir só de tarde e por não poder jogar nintendo de manhã...), mas fiquei contente por não se agarrar às minhas pernas, isso passou.
E assim voltámos às rotinas, aos horários, ao tempo a correr... e ficou um vazio e um silêncio na casa, nos ouvidos e no coração.
Quando estamos desesperados com a confusão que criam devíamos pensar mais em como nos fazem falta e quando sentimos falta devíamos pensar mais na confusão, o tal lado positivo
- falando com os amigos R., I. e F. sobre coisas odiadas, cada um dando exemplos: "Odiar é muito feio! Eu não odeio nada." - ah linda menina, que coração puro - pausa e declara: "Só odeio a escola."
Caldo entornado!!!
- nos dias anteriores ao regresso, em preparação psicológica digo eu:
"Sabes o Verão não é o ano todo e nós não moramos aqui. Nem tinha piada nenhuma, não havia S. Martinho, nem Natal, nem Páscoa, nem íamos passear, nem brincar com os amigos, nem dia da Mãe,..., era uma seca". A cada coisa ela dizia "É, pois era!". Para testar ponho no meio: "Nem havia escola..." - estica o dedo "Ei, isso não me importava nada!"
Quando regressávamos da aldeia pergunta:
"Quantos dias faltam para começar a escola?"
"Faltam 3, vais na 3ª feira." - glup
"Estou ansiosa por ir para a escola! Ver os meus amigos e ver os novos manuais! Estou cheia de saudades e eles vão dar-me um grande abraço!"
Assim de repente fez-se este click, parece que encaixou que era fim de férias, tempo de regressar!
No domingo, perguntou se era no dia seguinte que ia, respondi que se quisesse podia ir na 2ª à tarde.
Respondeu que sim! Na 2ª deu dois saltos ao acordar e lembrar-se que era o dia!
Chegou à porta muito contente, a educadora fez-lhe uma grande festa e enquanto me dava os recados de início de ano, a Joana quis entrar.
Foi óptimo e a semana correu mesmo bem. Sei que vai haver dias melhores e piores, sobretudo quando se instalar a rotina (até porque já reclamou não poder ir só de tarde e por não poder jogar nintendo de manhã...), mas fiquei contente por não se agarrar às minhas pernas, isso passou.
E assim voltámos às rotinas, aos horários, ao tempo a correr... e ficou um vazio e um silêncio na casa, nos ouvidos e no coração.
Quando estamos desesperados com a confusão que criam devíamos pensar mais em como nos fazem falta e quando sentimos falta devíamos pensar mais na confusão, o tal lado positivo
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
De volta ao inferno, com excursões ao purgatório
Voltámos a casa, voltamos ao sonos de 4h e à inquietação de madrugada, que é o que mais custa, passar a vida a levantar-me para ver o que se passa...
Sei que ainda é pequeno e muito comilão e é perfeitamente normal acordar a meio da noite com fome - a Joana é que era mais dorminhoca - o que me intriga é a diferença de uma semana para a outra!
São os ares, só pode! E além do ar, mágico, a calma, o tempo que passa devagar, os estímulos dentro e fora de casa, os passeios a puxar por ele, tantas novidades de cores e sons! Tudo desgastava e gerava fominha, eram biberões além da dose habitual e a horinhas.
Perante este panorama e já que de manhã dá conta do pai sair, decidi passa-lo para o quarto da Joana, criando um ambiente mais tranquilo, pondo-os juntos no mundo dos sonhos. Na segunda-feira, aos 3 meses e meio, estava montado o estaminé e ficaram tão lindos!
Já melhorou e já piorou. Já fomos às 6 e voltámos às 4h, no entanto de forma geral tem sido melhor. Vou agora seguir as sugestões da pediatra, calmamente: passeá-lo muito para gastar energias (já fazíamos na medida do possível), embadocha-lo de leite durante o dia, não prolongando muito as horas (ok vamos ver se vai na conversa, já que quando não tem fome não come) e não pegar nele quando se agita, deixando-o acalmar por ele (pelos vistos o manhoso já fica à espera é do colinho).
Ou então... vou mudar-me para Fornelos! O pai já disse que ele vai ser agricultor, que é o que está a dar!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
O Céu
Nas duas últimas noites de Agosto, uma delas passada nos avós, o Diogo fez intervalos de leite de 8h à noite, com um sono tranquilo. A sensação de dormir esse período foi de regeneração total!
Na semana seguinte, passada na aldeia, manteve-se o panorama e a noite passou a ter 12h. Devo ter rejuvenescido 10 anos (o que significa que voltei aos 34, já que nestes 3 meses envelheci 10)
Cerca das 21/22h adormecia, umas vezes acordava para o leite passadas 3h, outras não. Nestas enfiava-lhe o biberão sem o despertar demasiado. Depois o intervalo de 8h calminhas... o paraíso! Assim, quando eu acordava já era dia e ainda por cima a minha mãe tratava dele, que depois continuava a dormir sossegado. Maravilha!
Não houve sino a bater as horas ou no domingo a tocar para a missa, ou tractor ou camioneta do peixe que o tenham acordado. Nem as obras em casa!
Durante o dia, não havia menino. Sempre a pedalar na sua cadeira, distraído com quem passava - e havia sempre movimento, que a família é grande. Passeou bastante, viu os peixes do tanque e as árvores. De 2 em 2h tirava a sua pestana, ferradinho.
Está-se bem no campo, sem dúvida. É uma calma...