sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

S. Valentim

Ao chegar à escola a educadora diz à da Joana que vai levar para casa o coração feito pelo "namorado". Meto-me na conversa e digo que ela já tem um há muito tempo fora da escola, o Rodrigo.
"Ai é tens dois?!" brinca a educadora
"Não, só tenho um, o da escola é a brincar.", esclarece.

Ao fim do dia de ouvidos cheios de S. Valentim nas notícias:
"Hoje é S. Valentim! Mamã eu hoje vou estar com o meu namorado"
"Não, hoje não."
"Mas quando é que eu vou estar com o Rodrigo e a Inês? Eu estou sempre com a avó N. e R. e nunca estou com eles" - injusto!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O sol ou a falta dele


Precisa-se urgentemente de sol para que a minha criança (e a que há em mim também) possam libertar a sua energia potencial sob a forma de energia cinética, que não seja a correr pela sala e a saltar nos sofás, dias a fio (com breves excepções), mesmo depois de dias de escola e a horas que os pais já sofrem de inércia e ainda têm o mini eufórico de nos ter com ele, cheio de energia potencial. Quando chegamos à garagem, para deslocações casa-casas, casa-escola, a miúda corre, corre, corre, parece que foi "libertada na natureza"...

E a mim, faz-me tanta falta, para as mini caminhadas matinais que descobri que me fazem tão bem, nem que seja para respirar fundo, apanhar ar na cara, ouvir os barulhos naturais.


Já são meses de chuva, chega, ok S. Pedro?
Cheias, inundações, costa fustigada, vendavais, a natureza, destruição e prejuízos sem fim.
Bem sei que merecemos um castigo pelo que lhe temos feito, mas nem todos precisamos de acordar para isso, muitos de nós já estavam bem conscientes.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Diogo 8 meses


Aos 8 meses feitos no dia 23.Jan o Diogo começou a palrar a sério, com tá-tás, dá-dás, p-ps- t-ts. Durante o mês bem tentava, só que as sílabas saíam-lhe sem som, excepto se estivesse zangado a aí era um "mâ-mâ-mâ" delicioso.
Dá uns gritos agudos estridentes, mais de alegria e excitação e para chamar a atenção do que por choro.

Após a bronquiolite no início do mês / ano, ficou um bocado manhoso com a sopa. Distingue bem o doce da papa, fruta e iogurte daquele sabor sem sabor que é sopa de bebé e isto com que sopa for, carne ou peixe e por mais que troque os legumes. Vai comendo, mas com muitas piruetas para o distrair. O melhor truque é deixá-lo ganhar fome a sério :)

Com a doença e os antibióticos a meio da noite desregulou a barriga... e os sonos e voltámos às noites animadas e às madrugadas. Felizmente tem retomado o sono tranquilo, com noites de 10h e chorincos pontuais.

No dia de Natal experimentou pão e foi a loucura, assim como foi a loucura quando passados uns dias se entalou com uma migalha e deitou o lanche fora...
As bolachas maria são uma perdição, o que tal como foi com a irmã, é normal, empanturrei-me delas na gravidez e nas merendas nocturnas da amamentação.
O papa-frutas que lhe foi oferecido pelo Pai Natal dos primos gémeos é uma excelente invenção, além de saborear em segurança, coça as gengivas. E deixa-nos fazer as nossas refeições mais tranquilas, já que este menino pode estar de barriga cheia, mas se vir alguém a comer fica a ougar com os olhos mais pendurados do mundo e boca aberta. Dá vontade de lhe enfiar uma garfada de cozido à portuguesa.

No dia 24, o 2º dente incisivo começou a picar e agora já está cá fora a fazer companhia ao vizinho. Felizmente a única mossa que causa é apenas trincar tudo o que aparece.

Com o "loucas andam as galinhas" é uma risota, mal ouve a música estica os braços ao máximo e roda as mãos. Quanto maior for o número de pessoas a brincar, maior é a alegria. De vez em quando faz isso com qualquer música, como "olhem estou a fazer gracinhas".
Ao brincar no chão ou cadeira, não se contenta com o que está perto, tem sempre que mexericar em tudo e ir buscar os brinquedos mais inacessíveis! Por vezes até pega neles, põe atrás das costas e depois vai buscar, todo torto, atirado para trás, em grande ginástica abdominal. Um explorador!!!
Agarra-nos os cabelos e bochechas com força, puxa cabelos e tenta dar-nos lapadas. Gosta de me lambuzar as bochechas, mas ao pai faz logo cara feia, pica!

A espreguiçadeira é para esquecer, põe-se todo para a frente e tenta agarrar nem que seja o chão. Só usamos quando temos que estar pontualmente em qualquer lugar da casa, de resto fica na cadeira da papa ou no chão (ou no mimo do colo).
Agora que se senta bem, gosta mesmo é de estar em pé e já finca os pés com força. Sempre à frente!


A mana continua aquele doce que por exemplo ao ver o pai em desespero com a sopa "Anda lá Diogo, come, vira para cá, não, não esfregues as mãos na cara, não agarres a colher" diz "Coitadinho papá, não ralhes com ele, que ele ainda é pequenino e não percebe".
E pode acordar com o maior sono telha do mundo, a começar o dia devagar, devagarinho, como sua a progenitora, que se ele estiver acordado fica de imediato bem disposta e sorridente.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Modo insónias: On


Acordo a meio da noite, ou até no início e não consigo dormir mais, ou dormito apenas.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Ontem, o Sol


E no fim do dia, de conversa com a família e com a minha amiga, a minha amiga de sempre, enxuguei as lágrimas e fui buscar a Joana saltitante. E um ar bom e o sol, esse tempero, tinha aparecido nesse dia cinzento. Finalmente o sol.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Vacinas


A minha doce menina portou-se lindamente nas vacinas dos 5 anos esta 3ª feira

No início do dia perguntei-lhe se queria ir comigo e com o Diogo tomar também a sua vacina e tremelica e cheia de coragem respondeu que sim, para ficar resolvido.
Pensei que ia ficar a pensar no assunto, mas não, foi para a escola com o ânimo que agora lhe é característico (mesmo depois de 2 semanas de férias). A educadora disse que só depois do almoço mostrou receio. No entanto, desde que a fui buscar ao início da tarde, a lanchar durante a espera e até entrarmos no consultório, nunca disse que já não queria, nem mostrou muito medo, só aceitação.

Então descobri que eram duas... bolas.
Ficou receosa na aproximação da 1ª, pu-la no colo e escondi-lhe os olhos, quase não deu conta, quando o enfº perguntou "posso começar", já tinha passado.
Ao saber que havia outra, não queria, mas aceitou... só que essa, a vaspr, doía mesmo segundo o enfº... e chorou muito sentida a minha doce menina.

Ficou nervosa e já nem quis ver a do irmão e minha a pensar que podia doer...
Ficou dorida e queixosa. Como o enfº lhe explicou a importância das vacinas preocupou-se em saber se tinha todas em dia. E como o pai tem uma a tomar, ficou preocupada que estivesse atrasada (mal sabe que está e dois anos). Preocupações de adulto em cabeça de criança.
À noite custou-lhe adormecer, sem posição. Devia ser proibido por decreto uma criança tomar duas vacinas num só dia.

Foi uma valente. Com a idade dela e até mais velha, ia arrastada. A minha irmã escondia-se na varanda.





Poço



(adaptado de comentário que fiz num blog)

Sinto-me esmagada pela vida, de uma forma avassaladora que me tira a calma e o sono.
Não consigo perceber bem porquê, julgo que é por uma série de acontecimentos que se conjugaram, como as más notícias de saúde e perdas em Dezembro. Tudo me parece efémero, o mundo parece-me demasiado cruel, injusto e sem sentido. E no entanto... não me falta nada, até um novo projecto profissional e na minha área tenho, estamos bem e pelo menos os mais próximos estão bem... Ao mesmo tempo sinto-me estúpida a viver por antecipação...
Ao contrário do que me acontecia antes, não estou a conseguir encontrar paz nesses doces momentos dos filhos, por pensar no mundo duro que os espera e em que os pus... Só penso que em breve essa magia se perde...
Logo eu que parti para o 2º ainda sem emprego e a olhar de lado para quem falava na coragem... e pensava que só tinha que os proteger como pudesse e preparar... e que fui chutando a crise para canto, ainda que de forma realista...
E ao tomar consciência de que tenho uma família e filhos maravilhosos, uma de 5 anos e um doce bebé de 7 meses, a culpa de me sentir assim ainda é maior...
Só quero sair deste poço rapidamente, só tenho que deixar a vida invadir-me, em vez dos pensamentos de perda...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Festas 2013

O mês de Dezembro foi complicado com partidas e doenças de amigos e pessoas próximas. Psicologicamente sinto-me debilitada, ansiosa e estou muito sensível e frágil, qualquer coisa me faz chorar. Pode ser do cansaço acumulado, as más notícias, as notícias do país, o começo de um novo ciclo, o aproximar do Natal e ano novo, que trazem sempre uma nostalgia... De repente perdi o sentido deste mundo demasiado cruel para criar os meus meninos.
Novos dias e ânimo virão.

O Natal passou rápido, mas com muitos momentos bons. Foi agitado na correria de conseguirmos estar com todos e no Pai Natal de todos, entre as casas dos meus pais e os tios do Marco. Acabei por aproveitar melhor o Natal de primos, no sábado a seguir, já que chegamos aos meus pais e não saímos mais o dia todo. Não que a agitação parasse, com uma casa cheia e muitas crianças é uma animação. É o dia mais parecido com o antigamente, com a falta da minha avó. Repetem-se as brincadeiras entre primos, agora na nova geração. Foi o primeiro Natal do Diogo e da Mariana, o segundo do Tomás e da Leonor, e a Joana, Maria e Beatriz reencontraram-se.
Tivemos ainda a festa da Joana onde vimos a nossa menina super crescida, cantar e dançar, como tanto gosta e feliz por nos ter aos 3 a vê-la.

Dificilmente um ano pode superar aquele em que nasce um filho, agora será a alegria de os ver crescer. 2013, sobretudo Dezembro, acabou por revelar aquilo que parece frase feita, o mais importante é a saúde, com ela tudo é possível. Por isso que seja um ano de saúde, de serenidade, de aproveitar os momentos, saborear o convívio com família e amigos. Bom 2014!

(E a provar que é mesmo assim, a constipação do Diogo agravou-se, a noite de 31 foi um terror e passamos o almoço de Ano Novo no HPP onde lhe diagnosticaram uma bronquiolite com duas otites...agora já temos o nosso menino de volta, sorridente, ainda que com uma grande panela)

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Aos 7 adenta

Aos 7 adenta, confere. Já não entra em 2014 desdentado, mas com um incisivo que cresce ao minuto.
E isso, além da constipação forte, explica o mau estar e queixume... E a noite miserável...

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Diogo 7 meses

23.12.2013
Os 7 meses não chegaram a correr, mas sim a voar e com muitas novidades nestas últimas semanas.
Senta-se perfeitamente e só se desequilibra ao tentar apanhar tudo à volta, brinquedos e... etiquetas. Adora comandos, telemóveis e tudo o que brilhe. Parece um boneco teimoso a tentar manter-se sentado.
Começaram as gracinhas, bate no boneco que dá música e põe-se a rodar a mão, abrindo e fechando os dedos, como se estivesse a ouvir as "loucas, loucas andam as galinhas" e fica a olhar para a mão admirado com o que lhe está a acontecer.
Dá estalinhos com a língua como o cavalinho.
Já consegui pô-lo à gargalhada ao incentivá-lo a bater com a mão, no entanto o mérito continua na mana, que com qualquer coisa o põe a rir.

Responde pelo nome de Diogo.

Sopa de peixe checked, papa com gluten, muda sabores, muda marca cheked e iogurte com fruta checked, logo à primeira, como se não fosse novidade! Marcha tudo o glutão!

De vez em quando estranha uma outra pessoa que não conhece, sobretudo se fizerem muita festa.

Continua um bebé doce e calmo, eu diria o mais sossegado que já vi. E risonho, muito risonho!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

6 meses e meio Diogo - Consultas dos dois


Nestas duas semanas foram vários os desenvolvimentos e depois dos atrasos, merecem registo.

De "repentemente" o meu menino despertou para a vida de uma forma brutal, um espevitanço instantâneo.
Quer estar sempre sentado e consegue-o por algum tempo, até tombar para a frente. Na espreguiçadeira estica o pescoço e tronco para tentar sentar-se.
Passou de não ligar nenhuma a estar em pé a fincar com força os pés quando o seguramos.
Quer mexer e agarrar em tudo, estica logo as mãos quando se aproxima de alguma coisa. Em sítios planos arranha na tentativa de agarrar. Escusado será dizer que com as nossas caras e cabelos, vai tudo à frente. No aniversário do tio João, fartou-se de gritar (parecia uma crise de nervos!) por querer esgadanhar a prima M. e B., que ainda por cima usa óculos e não o deixarem...
Quando tem objectos nas mãos observa-os muito e mexe nos pequenos detalhes com os dedos, como nos olhos do caracol ou asas da borboleta. Fica assim tempos perdidos. Com os telemóveis, tablets e comandos é o êxtase.
Fica louco com o movimento / cor dos balões.
Quando ouve as pessoas falar não se limita a seguir o som, mas observa atentamente o que dizem.
Um curioso e observador como a mana!

Palrar, pouco, é mais quando acorda e fica sossegado à espera que alguém apareça. Fora isso dá gritos e gritinhos de felicidade (a mana foi mais despachada e ainda agora é uma tagarela).
Já nos identifica claramente e fica com sorrisos rasgados e agitado quando chegamos.

No banho é uma excitação, gosta muito e já chapina com força. Gosta de se ver e nos ver no espelho, sempre sorridente. A baleia termómetro é um dos brinquedos preferidos. Tenta agarrá-la e como é difícil, quando consegue aperta-a contra a boca, sopra-lhe e "rosna". Como diria a O., é tipo "My precious".

Nas últimas semanas as noites têm sido maravilhosas. Progressivamente deixou de querer o leite a meio da noite. Adormece entre as 10-11h, damos-lhe o biberão perto da meia-noite e vai até de manhã a dormir, 8-9h, só interrompendo 1 a 2 vezes o sono, mas acalmando com a chucha. Abençoada!
Hoje foi o êxtase total e nem uma vez reclamou por chucha.
Eu continuo ainda assim a acordar e ir vê-(los)... o cérebro de mãe ficou programado. Aproveito para cobrir a Joana, às vezes totalmente fora da roupa e gelada. Acho que é o frio que a faz ir para a nossa cama de madrugada... Cubro também as mãos do Diogo, que estão invariavelmente para cima e de fora, o que o faz acordar de mãos frias...
(depois custa-me muito adormecer de novo e agora que ele não acorda, apetece-me atirar-me contra a parede. Adiante).
Dorme sempre encostado ao pano da cabeceira. Desde que se consegue mexer melhor que mesmo que o pousemos mais para baixo, estica-se até se acomodar. A mana em bebé era tal e qual, agora gosta de encostar a testa. Afinal de contas passaram 9 meses no conforto da barriga...

Entre adiamentos de consultas, a nossa querida dra. Lurdes acabou mesmo por ficar de atestado até ao fim do mês. :( Tivemos que encontrar outra pediatra, pois além de já passar 1 mês e meio da consulta anterior, estávamos a ficar sem opções de sopas planeadas à semana por ela. Fomos à dra. Alice na semana passada, que também trabalha com a dra. Matilde e gostei muito. O método de recomendar e escolhas são diferentes, é mais pode comer isto e aquilo e vá acrescentando progressivamente e variando :) Na verdade, o Diogo está é maior e eu em estado de choque à medida que me foge do colo :)
Sendo assim, o leite para o 2, a papa a com glúten, pode comer iogurte de leite adaptado com fruta ao lanche e passa a comer sopa de peixe ao jantar. Dica importante: cozer o peixe à parte para o sabor ficar mais suave. Os legumes, todos (3 normais e 2 verdes), a carne pode ser frango, perú, coelho, cabrito e eventualmente vitela, mas tudo "bicho novo". Frutas todas, excepto as das alergias.
No sábado a papa passou para o lanche e experimentou a sopa de peixe: no passa nada.

Aos 6 meses e 1 semana
Peso: 7,150 kg
Comprimento: 65,5 cm
Engrenou no percentil 25.

Aproveitámos para levar a Joana para pedirmos opinião sobre as doenças sucessivas: está óptima (fora a birra, logo à chegada por querer levar um brinquedo para casa, como na dra. Lurdes que vai trocando... - a sério, eles escolhem o melhor momento para nos deixarem ficar mal, não é?)
Como explicou a pediatra, tem estado muito frio, o que é favorável a estas doenças oportunistas. Tem havido muitas viroses, gastroenterites e outras que tais. Tudo o que ela teve é normal, até porque o sistema imunitário fica fragilizado e vem logo outra a seguir.
Está/é miudinha, mas já é a estrutura dela, continua alegremente a seguir a curva do percentil 25%, logo, equilibrada.
Aos 5 anos e 7 meses
Peso : 17,50 kg
Altura: 106 cm (cresceu 5 cm em meio ano, é obra, ou se estica ou se alarga, não há hipótese!)



No aniversário o tio João recebeu como presente o Diogo por afilhado. O 1º acto oficial foi oferecer-lhe o cartão de sócio do FCPorto. Eu sabia que ele andava a tratar (o que me fez ter a certeza da escolha do padrinho!), mas a entrega foi surpresa e uma linda coincidência.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis


Sou uma pessoa saudosista, é certo. Chego à conclusão que não é apenas de momentos, mas sobretudo das pessoas que fazem ou fizeram parte deles. Por um lado é bom sinal, como me dizem. Significa que aos 34 anos já houve muitos momentos bons e marcantes. O problema é com algumas pessoas serem irrepetíveis e estarem vivas no nosso coração ser muito pouco.
 
Ontem fui de novo à procura de fotografias com a Céu e são muitas as pessoas que já não fazem parte desta realidade e outras estão bastante debilitadas. Uma geração inteira, que se vai despedindo.
 
Estes dias têm sido dias de saudades da Céu e de todos os que foram e não voltam, que fizeram parte do meu mundo mágico da infância. A frase é batida, mas "era feliz e não sabia".


Ala dos Namorados - Caçador de Sóis

Pelo céu às cavalitas,
Escondi nos teus caracóis,
A estrela mais bonita, que eu já vi

Eu cresci com um encanto,
De ser caçador de sóis,
Eu já corri tanto, tanto para ti

Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos,
Um eterno enamorado, a valer

Lancelot de algibeira,
Mas segui os teus conselhos
Para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela
Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela
Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela
Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis


 
 
 
Hoje deixei-me de histórias, de auto-pressão para o trabalho e fui ver a Joana à natação. Aquela alegria e vida, aquela infância saltitante, enchem-me o coração amargurado e um novo ânimo nasce.
 
 
 
 

 



domingo, 8 de dezembro de 2013

6 meses Diogo


A 23-11-2013
(post atrasadito!)

E chegámos aos 6 meses, 1/2 ano de menino!

Uma ternura, um doce boneco a despertar para a vida.
Quer sentar-se a todo o custo. Mal o pomos na espreguiçadeira estica-se para a frente e para ficar sentado. Assim amarrado lá se vai equilibrando e não se importa de ficar torto.
Agarra e brinca com os objectos, começou logo após os 5 meses. Vai de imediato tudo para a boca.
Dá umas turrinhas deliciosas com um sorriso lindo. O avô faz piu piu com a mão e fica a rir, já à espera das cócegas. Faz uns estalinhos com a boca que parecem mesmo beijinhos!!!

Já come bem a sopa, estranha apenas as alterações semanais durante dois dias. Estranha-se... e entranha-se! Já vamos na semana da carne (só cozer e tirar). A fruta, adora! Começou há uma semana a papa e aí é que não foi preciso adaptação! Come desde o primeiro dia quase o máximo permitido. E fica de barriga cheia sem fome para a refeição seguinte!

É muito calmo e bem disposto. Então fora de casa, com companhia, festa e colos, não há menino, o que motiva as famosas frases "não dá trabalhinho nenhum". Claro que dá, o normal de um bebé. Está é habituado a ter que repartir atenção com a mana e a esperar mesmo que berre. Já é o 2o e conhecemos as manhas.
Sorri à mínima coisa, até basta aparecer alguém. Com a irmã derrete-te e foi com as brincadeiras dela que deu a primeira série de gargalhadas seguidas, ao ponto de ter que lhe pedir para parar. Comigo também já tinha dado algumas, mas era batota pelas cócegas com beijinhos no pescoço e barriga.
Esta semana demonstrou sentir quando me afasto. Uma vez fui à sala e saí sem lhe dar atenção e noutra despedi-me para ir buscar a Joana e começou a chorar, muito aflito.

Dorme cada vez menos de dia e ainda assim as noites são muito variáveis. A tendência é serem de 8h com ou sem interrupção para biberão, com ou sem ficar acordado de madrugada.
O suposto dente... desapareceu! Diz a pediatra que o viu na consulta por causa da tosse, que devia ser uma glândula na gengiva.

À custa das más disposições do suposto dente / alterações alimentares, passou a gostar da chucha e muito!




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A Céu


Quem mais nos fará cabanas na varanda, limpará o chão de joelhos com o meu irmão às costas ou irá encerar o chão com ele empoleirado na máquina? Quem mais responderá, com um sorriso escondido, perante o alerta da minha mãe com "Oh Mª do Céu, não deixe fazer isso!", "Deixe estar, menina.".
Quem dará a comida ao meu irmão, sentado no colo até bem tarde? 
Quem irá buscar-nos ao colégio e à natação, com infinita paciência quando fugimos para os escorregas e labirinto do parque?
Quem passará a ferro, enquanto a minha irmã esvazia as prateleiras de caixas plásticas?
Quem nos cantará "o mar enrola na areia" e fará a voz rouca "ó menino" que nos punha às gargalhadas?
Quem dará leite aos gatinhos recém-nascido no quintal à colher?
Quem me levará ao hospital a correr quando puser o braço no prato de água quente?
Quem nos dará pão com manteiga e açúcar?
Quem aturará com a maior calma do mundo todas as nossas travessuras?
E tantas, tantas coisas... Quem mais? Ninguém, só a Céu.
 
A Céu para quem a vida foi dura e teve que ir para o Porto, ainda criança, "servir" em casa de senhores e no entanto, guardava no seu ar sério toda a bondade, calma, carinho e paciência do mundo.
A Céu que nos viu crescer e nos tratou como aos próprios filhos, Céu e Zé Manel, e só deixou a nossa casa, já grandes, quando a doença lhe roubou as memórias.
Esse maldito alzheimer que a consumiu e torturou e a levou de nós muito antes de ontem, em que o sofrimento para ela acabou.
 
Serás sempre a nossa Céu, fazes parte de nós, estarás sempre no nosso coração.
E tenho a certeza de que seremos sempre os teus meninos.
 
(vejo agora que poucas fotos tenho dela, porque não era dessas coisas)

sábado, 30 de novembro de 2013

Completando o quadro

Ainda naquela 5ª feira do último post, o pai levou a mini ao hospital: infecção urinária. Não tinham evoluído os sintomas, mas a dor, ainda que só ao fazer xixi, não passava.
Íamos em 3 visitas ao hospital em menos de uma semana, 5 este mês, bem lançados!
Eis se não quando, esta 3ª feira voltámos, pois "ainda doí um bocadinho" e aconselharam a repetir a análise. Na minha cabeça já só via os rins alterados... nada disso, tudo normal, nos miúdos ficam estas "impressões".

Na 4ª feira ligam-me da escola a dizer que vomitou, assim como outras crianças. Já só pensava em problemas imunitários... Acho que desde aquela infecção respiratória de Maio fiquei mais "careta". Raisparta as bruxas... vou a uma ou exorcizo a que nos anda a massacrar? Isto desde o Halloween está bravo.
Felizmente foi só esse dia de má disposição e passou (e não fomos ao hospital). Apesar dos ataques seguidos é bem resistente. E eu também! Nada me deitará abaixo!

Ah e na 6ª feira circular da escola: piolhos. Maravilha.

Espero bem que o quadro esteja completo agora.

Sei que há crianças que estão piores e pais que aguentam mais, é tudo relativo.
Agora quando apenas acordar para os leites da noite vou achar maravilhoso (by the way, temos tido umas noites maravilhosas).

Entretanto o Diogo fez 6 meses no sábado passado. O post está em elaboração, também não dá assim para tudo, com o trabalho em apressado ritmo pelo meio.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

E ainda

E claro está, para reforçar que tudo é relativo, a tosse do Diogo foi agravando, na 2a parecia de cão e começou a queixar-se rouquinho... Fomos ao hospital, nada de grave, infecção das vias respiratórias superiores, receita de nebulizações com pulmicort, fenistil e outras.
Bem disposto e sorridente, como só ele mesmo...
Curiosamente umas noites muito boas, a dormir a noite toda.

E nem me vou queixar mais que a coisa agrava. Vai que era tudo ao mesmo tempo? Nem dou ideias até porque hoje a Joana começou a queixar-se que doía ao fazer xixi...
Que doses de reseliência... E de confusão e degradação mental também. Nem sei bem quem sou.

sábado, 16 de novembro de 2013

O problema não és tu, sou eu

De forma inteligente, na 2a feira, mesmo antes de dormir, pus-me a ler os emails do meu colega que caíram no telemóvel e incluíam novos planos para a semana, com marcação de visitas de arranque do projecto. Instalou-se um nervoso miudinho e ansiedade. Consegui adormecer, mas após acordar a 1a vez com o chorinco do mini, não conseguia dormir, passava pelas brasas, sonhava com um grande mix real e não real e entretanto novo choro. Às 6h20 o miúdo estava acordado.
Foi mais um dia de rastos.
As minhas noites continuaram de sonos leves, ouço todos os barulhos deles, custa-me voltar a adormecer. Os dias passo cansada, com montanhas de coisas para fazer, com pouco tempo para tudo.
Eles têm-se portado maravilhosamente dia e noite, ele como um bebé de 5 meses, ela como uma criança de 5 anos.

Tudo isto foi antes da Joana ter voltado a ficar doente, hoje mesmo, com a chamada do infantário a chegar, enquanto estava na reunião semanal.
Aí tudo mudou de perspectiva e estes factos passaram a insignificantes...

sábado, 9 de novembro de 2013

Mais noites loucas para não destoar

Às 6h da matina, o miúdo cantou e não era fome, não tinha sono, queria conversa. Tentei uns mimos encostado a mim e agarrado à chucha, acalmou, mas acordou ao deitá-lo. Despachei o antibiótico da mana e aqui vai leite. Não se fez rogado e depois quase adormeceu... Não... despertou... Tola de sono, pu-lo na espreguiçadeira, deitei-me no sofá e rezei para que pelo menos não fizesse barulho. Adormeceu às 7h30 e eu já dormia. 7h45 acordou a Joana, voltei com ela para a cama. 8h45 acorda o Diogo, volto à sala. Passado um bocado, adormecemos, primeiro ele, depois eu... Depois acorda a Joana, lá fui eu... E volto ao Diogo de seguida.
Foi um dormir aos bocados e só possível porque a Joana não ia à escola.
Espero que se perceba o cansaço, só de escrever já estou saturada.

Mais uma moeda, mais uma volta. No dia seguinte, à tarde só dormiu meia hora às 17h e adormeceu às 22h. À 00h30 encheu a barriga e às 5h já era dia...
Depois de levar a Joana à escola nem conseguia olhar para ele, só me apetecia gritar e fugir.
Ao final do dia estávamos de pazes feitas, tal é o charme do seu sorriso (e porque a reunião correu bem e era 6a feira e sabia que nesta noite o pai ia ajudar).

Esta noite foi melhor, com fome de 3 em 3h, mas pelo menos dormiu até ser dia.

Joana 5 anos e meio, Diogo 5 meses e meio

A Joana dá estalinhos com os dedos.
O Diogo dá turrinhas.