terça-feira, 29 de maio de 2012

O telhado

O fim-de-semana começou a ser planeado... pelo telhado. É verdade, a nossa casa de família da aldeia está em obras e fomos convocados pelos pais e tios para contribuir na renovação do telhado. Somos, os seis primos, fiéis depositários desta preciosa herança, a casa, que tem passado de geração em geração e nos foi deixada pela avó M.. Numa família com muitas ramificações, desde os trisavós, foi uma sorte ter chegado até nós. Só há pouco tempo, quando as primas do Brasil fizeram a árvore genealógica tive a noção de como a família é/foi grande.

Então o fim-de-semana, que começou pelo telhado, transformou-se em mais uma reunião de família, cheia da deliciosos momentos.
Cheguei depois do almoço, após a manhã no meu fabuloso curso de HST, ainda a tempo de saber que a minha prima S. afinal não está simplesmente grávida, mas sim duplamente grávida! Mais uns gémeos para brincarem com a Joana e com... as gémeas M. e B.! (ainda não se me fechou a boca, mas a alegria é a dobrar). Parece que está a virar moda!
Passámos telhas, uns aos outros, mão em mão, em fila para serem colocadas no telhado, enquanto mandávamos umas "postas".
Durante esse período, a Joana passeou e brincou com as primas, sob supervisão da "mum-to-be", que é mesmo para treinar (ai Jesus...). E ainda descascaram fadas, ou fabas, isto é favas, que a miúda é do Norte. Neste norteio também queria "barrer a baranda". ;)

Para domingo ficámos menos e fui com o meu pai, marido e filhota apanhar cerejas. Descobri que pode ser extremamente terapêutico. Então a parte em que eu e a Joana tirávamos dos galhinhos e comíamos e eles os dois apanhavam empoleirados na árvore, é que foi mesmo relaxante (não que a Joana não quisesse e tenha tentado trepar!). Diz o meu pai que evoca os nossos instintos recolectores primitivos. E sim, neste caso foi, porque quem plantou a cerejeira foi o meu querido avô H. e nós só nos limitámos apanhar.
Que paz ali no meio das terras, só com os barulhinhos da natureza.

Se a vida ter der cerejas, come-as, que depois de partir e repartir, ficas ainda com cerejas que cheguem! E como as cerejas são... como as cerejas, vêm sempre umas atrás das outras, aqui fica o orgulhoso cestinho da Joana:



(e como sou inteligente, mesmo depois do post "When in doubt, get out", deixei a máquina em casa, logo registos só na memória)

1 comentário:

Mara Quinta disse...

Que maravilha! Os nossos filhotes são uns privilegiados por poderem desfrutar de momentos assim em família.
Beijinhos