Lilypie Joana

Lilypie Kids Birthday tickers

Lilypie Diogo

Lilypie Third Birthday tickers

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Bye, bye 2014


A partir de Outubro o ano foi prego a fundo em doenças, maleitas e más disposições, umas seguidas às outras. A começar a apendicite e operação da Joana, seguida de virose, eu com gripe pelo meio e a barriga-balão do Diogo pelo magusto (e não foi das castanhas). No regresso à escola da Joana chegou a ansiedade misturada com o perfecionismo que resultaram em belas e animadas manhãs, estratégias psicológicas e muita reflexão. A questão chegou às férias de Natal sob controlo. A saga terminou - digamos - a 19.Dezembro com os resultados das análises e ecografias a confirmarem que está tudo bem e a falta de apetite, vómitos e falta de energia eram mais psicológicas.
Claro que não podíamos terminar o ano sem ter 3 ranhosos e tossiqueiros - eu e os filhotes.

Foi um ano de crescimento e superação e cá estamos inteiros para 2015 - apenas sem 1 apêndice.
Foi um ano que levou muitos queridos, que deixam o seu legado e saudade. Que Deus permita continuarmos a mimar os que cá estão.

E como as fotos se tiram nos bons momentos, fica o registo em fotos do nosso ano, já que para palavras o tempo foi curto.










Como é lógico do nosso ano fizeram parte muitas, muitas pessoas, tratando-se do blog não aparecem (excepto numa), mas fazem parte do best of.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Saudades


Dia 24 de Setembro continua (e cada vez mais) a ser o dia da saudade. São 10 longos anos de ausência, que no entanto não suplantam 25 anos de convívio e partilha diárias e sobretudo não suplantam muitas e muitas memórias.
Por vezes é uma saudade conformada, noutras dói demais.
Minha querida avó Mimi.

Aqui no lote de netos, falta a minha irmã Cristina, que havia de nascer anos mais tarde.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Primeira semana superada


A semana foi de altos e baixos.
No 1º dia, segunda-feira, 15.Setembro, ela vinha radiante quando a fui buscar ao J.I., "Mamã, tinhas razão, foi mesmo fácil e divertido!" - o meu coração quase rebentou de alegria. Pelo caminho veio a contar tudo o que tinham feito, direitinho. Em casa, já distraída com os seus gadgets rematou "Mamã, agora não vais contar [perguntar] sempre, porque agora vai ser igual todos os dias" - lá meti a viola no saco, sabendo que não ia ser sempre igual. Entretanto fechei a boca da admiração de a ver tão adaptada à nova rotina, tendo captado toda a nova organização nas palavras de professora.

No 2º dia voltou a ficar contente na sala. Quando a fui buscar vinha a resmungar que o dia não correu assim tão bem, porque aparentemente lhe deu a preguiça e disse à professora que não queria continuar a pintar. Como a professora não foi na onda, desatou a chorar e ainda mais chateada ficou por ter que ficar a acalmar na hora do recreio.
Lá lhe dissemos que é mesmo assim, não podemos fazer só o que nos apetece, infelizmente. No entanto, neste dia o que a preocupou mesmo foi que tinham feito um desenho e agora já não tinha ideias para mais. Vai daí uma sequência de perguntas e respostas, um rever o que era capaz e as perguntas "achas que vai correr bem?". Custou-lhe a adormecer.

No 3º dia revimos capacidades e queria ir entrar sozinha na 1º na escola, depois no corredor, para ser "uma menina crescida". A professora já os tinha preparado para isso acontecer de qualquer maneira na 5ª feira. Acabou por entrar sozinha na sala, tal era a confusão pelos corredores, de pais com prioridade de passagem sobre os miúdos. Aproveitei para rapidamente explicar que a Joana é muito trabalhadora, mas o desenho livre a bloqueia. Respondeu-me que ficou tudo bem no dia anterior, passou e é normal. Breves minutos para dizer tanto da minha menina... Espreitei-a sentada de ar desconsolado e vim embora de lágrima no olho, vazia e perdida. Longo é aquele corredor que nos separa.
O que é certo é que vinha feliz da vida, "um dia de cada vez filha" - e mãe.

No 4º dia, complicou. Mal acordou lembrou-se que tinha de entrar sozinha. Superado o choque inicial conformou-se e combinámos estratégia. No entanto, ao chegar, no meio da confusão de pais e guarda-chuvas, sem grande tempo para despedidas ficou confusa e começou a chorar. Espreitei pela porta, mas não conseguiu ir. Ficou com a funcionária que os recebe, no conjunto dos meninos aflitos que a rodeavam. A sra. é um amor e trata todos com carinho. Mandou-me embora e acedi. Fiz-me de forte, mas o meu coração vinha partido. "Tudo se vai resolver, tudo vai ficar bem."
À hora do almoço liguei para o jardim-de-infância, só notícias normais. À tarde vinha bem, nem se lembrava!

O 5º dia, sexta-feira, amanheceu com expectativa (a minha), mas foi tranquilo e de superação: disse-me adeus até onde pôde e à porta da cantina deu uma corrida. Ainda esperei para ver se voltava para trás, mas não apareceu, encontrou a sala no corredor mais longo do momento.
Fui com o pai busca-la à hora do almoço para rumarmos ao Alentejo, para o casamento do tio João.

Maravilha!!!
So far so good!





sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Mamã!

- Diogo diz "Mamã":
- Papá
- Não, "Mamã":
- Papá
- Mamã!
- Papá!
- Maamã!
- Papááá!
- Não, Mamããã!
- Papáááá!!!!

Este é mesmo filho da mãe dele.
Agora... quando está aflito, guess what?! Mãmãmãmãmãmã

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

1º de escola a sério!


Se eu fosse uma mosca joaninha estaria naquela sala onde deixei o meu coração, entregue a uma escola e uma professora que não conheço (ou melhor, mal conheço, mas confio!) e sobretudo não conhece a minha menina.
A Joana visitou a escola, o que lhe deu a confiança necessária (além da preparação anterior), para hoje ficar pela 1º vez com uma professora, uma escola, uma rotina que não conhece. A grande amiga Carolina está com ela.
Acordou cedo, 7h, animada e feliz. Único e permanente receio: os desenhos.
Reagiu bem a tudo, tranquila e sem qualquer preocupação. Mesmo com as minhas recomendações, mesmo quando acenei da porta ao tocar da campainha.

Talvez eu até pudesse estar naquela sala, porque o meu coração está tão pequenino que caberia dentro de uma joaninha.

Daqui a uma semana falamos, fico na expectativa que os papéis não se invertam.

Feliz ano escolar filhota!!! Voa, voa alto!!!






sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Primerio dia de Escola no 1º ano


É hoje a apresentação na escola primária e neste momento estou mais ansiosa e nervosa do que a miúda. É bom sinal. Tenho uma grande confiança no trabalho e preparação que fez até aqui, connosco e no jardim-de-infância, só que sei que é uma grande mudança e desafio.

Durante as férias notava-se de vez em quando a preocupação, em perguntas soltas que lhe deviam rondar o pensamento. Ontem adormeceu como se nada fosse.

Foi com o coração apertado que ontem estive na reunião de pais na E.B., ouvindo o que será este ano. Só muito boa vontade dos professores e funcionários para que as escolas, em falta de recursos, funcionem bem, como é reconhecido nesta. Adiante...
Temos a sorte de continuar a ser acompanhada pelo infantário, que compensa algumas faltas na escola.

A minha menina cresceu e em breve vai poder ler os seus amados livros, os menus dos jogos, as compras no monopoly, as palavras que já vai percebendo aqui e ali. É um mundo novo de conhecimento que a espera.
Hoje vou com ela de mão dada, para uma nova etapa. 2ª levou até à porta da sala, entregue à professora. A partir de 5ª feira deixo-a à porta da escola e é com ela.


"Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida".




quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Fim de férias 5

Parte 5

Sabes que terminaram as férias quando tens momentos destes registados na máquina fotográfica.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Coisas não vistas todos os dias

Cada um em sua cama, a noite toda.
[batotas: a Joana adormecer comigo ao lado; o Diogo acordar a meio da noite aos gritos e ter que o adormecer ao colo, pois está na fase "pulo na cama"]

Fim de férias 4

Parte 4

Sabes que acabaram as férias quando a tua filha te responde à pergunta retórica:
- Gostas mais de estar no Algarve, em Fornelos ou em casa?
Com:
- É igual, gosto de todas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Fim de férias


Sabes que acabaram as (nossas) férias quando:
1 - a tua filha sentada no sofá diz que não consegue estar parada a ver tablet que começa com comichões e tem que se mexer.
2 - o teu filho não larga a porta e agarra-se às pernas de quem entra e sai.
3 - tens um aperto no coração e não és propriamente tu que começas as aulas na próxima semana, início da primária

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ritmo

Este ano tem sido intensivo em casa e em trabalho. Depois de curada a maluqueira de fim/início de ano e descontando o cansaço, tem sido feliz e de grande realização e conquistas nos dois campos.
Não tenho grande tempo para o blog com grande pena minha. Claro que tenho tempo livre, mas tenho dado preferência a viver os momentos (ou a arejar a cabeça com futilidades!)  do que a registá-los.
Gosto muito de escrever, faz-me bem e adoro escrever para eles. Deixei de ir ao pormenor e tentei passar a posts mais globais, ainda assim, não consigo acompanhar o ritmo. Faltam-me os posts dos aniversários e de várias conquistas, estou sempre a ser ultrapassada. Resta-me confiar na memória (humpf) para registo quando preferirem sair com amigos e que é melhor dedicar-lhes o tempo...

domingo, 3 de agosto de 2014

Andar - passo a passo

No dia 16.Julho, a uma semana de completar 14 meses, o Diogo engrenou no andar, testando as suas capacidades em percursos entre nós ou entre barreiras. Desde aí não quer outra coisa, tendo deixado praticamente de gatinhar, insistindo sempre que cai. Apurou a técnica e até manobras de rotação e inversão de marcha passou a conseguir. E lá ia ele a conduzir o táxi, mãos esticadas à frente em equilíbrio.
A expressão "quando andar é que vai ser" a nós não se aplica minimamente, já era suficientemente asneirento antes. Curioso, enérgico e repentino, começou, enquanto ainda gatinhava a cismar com a água wc. Depois passámos à fase da cozinha, armários, porta do lixo, lavandaria. Um boneco teimoso, por mais nãos que ouça.
Chegámos, aos 14 meses, no dia 23, em ritmo de corrida!
Esta semana estive três dias fora e no regresso encontrei um menino grande e a andar descontraído, mãos ao lado do corpo, tal gigantone desengonçado. E ouso dizer, um pouco mais controlado, pelo menos em casa, onde não há novidade.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Andante

Há uma semana o Diogo, andava só ele é que não sabia. Agarrado por uma mão ou só mesmo a tocar-lhe no braço lá ia ele. Largavamos e parava
Quando dava música na tv punha-se de imediato em pé no meio da sala e dançava. Pena já ter passado o s. Pedro, ia ao baile da aldeia, temos rapioqueiro.
No sábado só a mana foi brindada com os primeiros passos seguidos, uma prenda merecida para a melhor irmã do mundo.
No domingo vimos nós várias vezes um Arnold Schwazneger de botas magnéticas presas ao chão, em passos firmes e seguros, sobretudo quando distraído. Como gatinhar é mais rápido tínhamos que insistir.
Ontem já se aventurava optando pelo andar em vez de gatinhar, insistindo após as quedas de rabo no chão.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Todos os nomes



Quando o Diogo nasceu passou logo a ser o bebé para todos e o mano para a Joana. Depressa passou a "Lindo" e a "Lindo - oh coitadinho".
Nas primeiras férias no Algarve apresentou-o de chapa a uns conhecidos dos meus pais como "Diogo Lindo Marques Craveira" sendo que não temos nenhum destes sobrenomes.
Depois veio o "Ju" para ficar e todos o reconhecemos por essa chamada. Acrescentou "Chicho e Cachucho" como termos de miminho.


Há duas semanas chegou a vingança:
"Diogo, chama a mana":
Arregala aqueles olhos quando não a vê:
"Bááááááá!"


Ela responde-lhe por este nome, mas para nós tem que ser Joana.

domingo, 8 de junho de 2014

One small step to my kids

8.Junho
O Diogo deu o seu primeiro passo entre a mesa da tv e o sofá.
Mediu a distância, ganhou coragem e lá foi. Não voltou ao tento, só as vezes distraído larga as mãos e fica assim até se lembrar. Domina é o andar só com uma mão dada.
Ontem assistimos com alegria às braçadas convictas da Joana na piscina. Ela já alegava conseguir quatro na natação, no entanto o comité técnico atestou que ela nada mesmo. E quando não o faz dá ao pedal para se manter à superfície.
Cresceu, consegue muito espaço com pé. E insiste em ir para onde não tem, a destemida.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Mãe vs Shrek

O pai perguntou se a miúda me queria ir buscar ao comboio na passada 4a feira. Tendo inicialmente dito que sim, mudou de ideias quando (alegadamente) o irmão ligou o DVD:
"Vou ficar aqui a ver o Shrek."

Da saga, gosto muito da minha mãe até aparecer algo melhor para fazer (ou bonito).

terça-feira, 3 de junho de 2014

Tão longe e tão perto

Hoje ao telefone:
"Estive a trabalhar muito em Lisboa."
"E agora, vais descansar?"
"Vou jantar e depois é que vou dormir."
"Então quando fores dormir descansa bem, sim?"
"Sim e tu também."
"Adoro-te mamã."

Eu também te adoro filhota e já sabe bem como responsavelmente me mimas.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Diogo 1 ano, 5 dias e uma marca na bochecha

Ao subir as escadas, pumba.
O pirata promete.
As medalhas na testa e as da nuca, (não visíveis), das quais só resulta choro ou nem isso - quando sabe que está a fazer asneiras ou se ninguém está a olhar - já nem conto.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A que sabe a Lua?

"E a Lua soube-lhes exatamente àquilo de que cada um deles mais gostava" in "A que sabe a Lua", Michael Grejniec.
Depois da Joana dizer ao que saberia a lua para cada animal, perguntei-lhe:
"E a ti, a que sabe?"
"Batatas fritas"

Diogo, 1 ano, 2 dias e um lábio rebentado.


Ontem a mana foi ajudar a tirá-lo da porta (por onde foge sempre para as escadas), ele começou a espernear (numa birra que aprendeu a fazer) e caíram os dois. O Diogo deve ter trincado o lábio e começou a sangrar, também pelo nariz.
O pai: "Andreia, Andreia ele está sangrar" e o meu coração foi parar ao tecto, enquanto o limpava com uma toalha. Entretanto ao ver que não sangrava mais, acalmei a Joana, em prantos por se sentir responsável pelas asneiras do tolo do mano. Ela que está sempre a protege-lo.
Até me admira não ter sido esmoucado antes... ele promete.
Entretanto o lábio desinchou e o coração regressou quase ao sítio.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Negação

O Diogo (não) faz um ano na 6a feira.
O Diogo (não) faz um ano na 6a feira.
O Diogo (não) faz um ano na 6a feira.
O meu bebé faz 12 meses.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Parabéns Joana!


Parabéns filhota!!!
Obrigada pelo privilégio de ser tua mãe!
Há 6 anos tornei-me mãe e uma mulher mais completa e feliz (parece um lugar comum, mas é um lugar tão bom!)
Que sejas sempre muito feliz!
Amo-te infinitos mil, "ainda mais longe do que o universo"!

domingo, 4 de maio de 2014

Minha mãe, meu porto seguro

Hoje e sempre.
Amo-te mamã!

Dia da Mãe a dobrar


Dia da Mãe, o 1º com as minhas duas crias.
Maior tesouro não há. O mais importante cargo e estatuto, o maior amor.
Completam-me, fazem-me sonhar, o coração transborda.
Obrigada meus filhos.
Obrigada ao pai, que me fez mãe.
A todos, família e amigos, que desde sempre nos dão o seu carinho e amor, incondicionalmente, a minha gratidão.



quinta-feira, 1 de maio de 2014

Maio


E estamos no mês mais lindo do ano. Festa!
A uma semana do aniversário da Joana.
A três semanas do aniversário do Diogo.
De coração cheio, feliz!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Quase 6 anos - Joana


A duas semanas de fazer 6 anos no baloiço do "nosso" jardim:
"Olha uma coisa fantástica, não me consigo sentar no baloiço! CRESCI!" - e aqueles olhos azuis crescem também e iluminam-se!
Tão grande! Voa filhota!







quarta-feira, 23 de abril de 2014

11 meses Diogo


11 meses, nem dá para acreditar!
Estes meses têm passado a voar, para eles e para nós! Parece que ainda ontem foi Natal e já passou a Páscoa...
A Joana está a 2 semanas de fazer 6 anos...!

Nestes últimos tempos há a destacar a agilidade e o dizer muito sem falar nada.
Faz festinhas e encosta-se para o mimo. Alguma mamazite.
Em contagem decrescente para 1 aninho do nosso bebé.


À conquista do mundo, começando por Fornelos, às cavalitas do pai

[E ainda]

Na 3ª feira fui com ele à pediatra. Regressámos às consultas com a nossa querida dra. L., recuperada de um mau bocado. Estávamos muito bem com a substituição pela dra. A., no entanto são já quase 6 anos de doces momentos com a dra. L., tendo estado presente nos mais bonitos das nossas vidas, o nascimento dos dois.
O Diogo está óptimo e mostrou as habilidades. O peso está surpreendentemente abaixo do esperado, 8,480 kg, que o faz descer de percentil. Na verdade ele andou a comer mal na semana em que esteve com a virose e de há uma semana para cá tem diarreias frequentes, no entanto como come tão bem e aparentemente até está redondinho, não esperávamos alterações. Nada demais, segundo a médica o mau estar deve-se aos dentes que querem nascer e o peso só tem que ser vigiado. Voltamos dentro de 1 mês.


terça-feira, 15 de abril de 2014

O bom mau comportamento

Ao fim de quase 3 anos de infantário temos as primeiras queixas de mau comportamento da Joana. Aleluia!
No início dos tempos tínhamos uma Joana que chorava ansiosa e insegura perante a contrariedade. Depois passámos a uma menina contrariada, mas resignada.
Agora temos uma (pontual!) insubordinada, que questiona e contraria as regras e faz as asneiras todas típicas da sua idade.
E sobretudo, sabe defender-se, até demais. À mínima provocação há resposta ou encontrão prontos. Preparadíssima para a primária.

Às escondidas achamos graça, até certo ponto. À frente dela temos que refrear, controlar, mostrar que é errado fazer aos outros o que não gostaria que lhe fizessem.
Assim é crescer.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Doente - eu

Nada melhor que ficar doente em vésperas do Diogo ser baptizado. Ontem começaram os arrepios e dores no corpo, à noite o dr. Avô diagnosticou uma amigdalite... Entrei em shutdown autêntico.
Há 3 anos que não ficava doente, fora um pingo no nariz ou uma tosse e agora... muito oportuno como sempre.
Antes eu que eles. Ah pois, eles já estiveram, ela com uma amigdalite também, ele com uma virose.
Estas semanas foram a loucura, com picos duros de cansaço.
Por muito que antecipasse imprevistos, para hoje ficaram as coisas que só podem ser feitas em cima do dia. E lá me pus em pé, drunfada e zonza, a tratar do bolo, do cabelo, etc.
Curioso que a pdi me trouxe mais resistência. Antigamente umas décimas de febre e aterrava. Talvez não seja a idade, mas sim a necessidade de andar sempre para a frente.

Andavamos a consultar o boletim meteorológico e tornou-se insignificante o estado do tempo amanhã. Só quero todos bem.
E um dia maravilhoso para o meu doce menino.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Carta aos meninos 09-03-2014


Há um mês fui ao Algarve de avião, em trabalho e foi inevitável sentir aquele medo de nunca mais os ver e crescerem sem mãe. O pai disse que isso podia acontecer a qualquer altura, que era disparate estar a pensar nisso, que o avião não mudava nada. Tem toda a razão e pensar que podia acontecer de um minuto para o outro, ainda me motivou mais a escrever uma carta aos meninos, que não foi coisa que nunca tivesse pensado. A de 5 anos lembrar-se-ia de mim, o de 10 meses, pouco. Têm fotos, registos em diários e no blog, mas que conselhos teriam eles meus para a vida no futuro?
Escrevi a carta de rajada, em 5 min, enquanto o Diogo dormia, a miúda tinha ido ao parque e a mala estava por fazer. De qualquer forma, por mais que escrevesse ficaria sempre incompleta.
Lembrei-me que aos outros, família e amigos, também seria importante dizer algo.
Deixei-a na gaveta do meu marido para que a encontrasse em má circunstância. Regressei sã e salva. Ele acabou por vê-la e tendo achado que ter pensamentos antecipados era um disparate... ficou em choque a pensar nisso...
Os meus desejos são que cresçam felizes, livres, sem medos, sejam fortes e lutem, que não deixem que lhes cortem as asas. Que façam o que quiserem, desde que não prejudiquem ninguém.
Pretendo ir actualizando o conteúdo, à medida que formos todos crescendo, adequando à idade e compreensão que tiverem.
 
Vi uma carta muito idêntica no "Socorro sou mãe" e lembrei-me de deixar também aqui o registo.
 
09-03-2014
E se amanhã...
 
Queridos filhotes,

Vou hoje para o Algarve e bate aquele medo de não voltar, já que vou de avião. É inevitável esta sensação ao afastar-me de vocês.
Para o caso de "amanhã" não estar cá (o que pode acontecer a qualquer altura, é verdade, por isso esta carta será sempre válida) e como são pequenos para vos dizer tanta coisa sobre o futuro...
Amo-vos acima de qualquer coisa, um sentimento forte poderoso, divino, transcendente, sem dimensão e incontrolável
Vivam a vossa vida intensamente e a cada minuto. Vivam como quiserem, façam o que gostam (desde que isso não prejudique ninguém), aceitem o menos bom, de forma resiliente, mas não se resignem, lutem! Não tolerem o inaceitável, o que vá contra os vossos valores, o justo, o respeito pelos outros e por vós próprios.
Não se importem com o que os outros pensam, não deixem que vos cortem as asas. Acreditem em vós, nos vossos sonhos.
Corram, briquem muito! Andem de baloiço e escorrega! Chapinem no banho, façam castelos na praia, dêem muitos mergulhos! Joguem à bola, rasguem as calças, dêem trambolhões de bicicleta.
Tentem não ir muitas vezes ao hospital, nem ficar doentes.
Façam os trabalhos de casa. Estudem, dediquem-se ao que gostariam de fazer no futuro.
Não deixem que vos pisem.
Namorem muito, mas com juizinho. Não bebam demasiado, nem conduzam com os copitos...
Sejam amigos um do outro, do papá, dos avós, dos tios e primos, da família e dos amigos - não há bem maior.
Sejam fortes e corajosos a energia está em vós, acreditem.
Sejam crianças e adultos felizes.
Se amanhã cá não estiver, acreditem que estarei convosco todos os dias.
Portem-se bem e um bocadinho mal.
Sejam muito felizes!

Queridos pais,
Amo-vos muito. Obrigada por esta vida maravilhosa. A vós não consigo ensinar nada, por isso peço que tomem conta dos meus meninos. Que todo o amor por mim transborde para eles. Estarei convosco.

Querido marido,
Amo-te muito. Obrigada por esta vida a dois.
Toma conta do melhor que há em nós, sob a forma de Joana e Diogo.

Mano e mana,
Estão no meu coração, obrigada. Amo-vos.

Avós,
Amo-vos, obrigada por tantos momentos bons.

Família e amigos,
Obrigada! Amo-vos!


Para todos,
Ajudem-nos a fazer crescer a Joana e o Diogo felizes.
 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

10 meses e meio - Diogo

09.04.2014

Esta última semana tem sido explosiva em desenvolvimento, sobretudo do movimento.
Na 4ª feira da semana anterior começou a ensaiar o gatinhar, na 5ª disparou atrás da boneca de mana e ninguém o pára agora.
Passou a conseguir pôr-se em pé com facilidade e a correr o sofá em passinhos. Segura-se só com uma mão e troca de mão, para um lado e para o outro. Já tentou a proeza de bater palmas pelo meio, mas a gravidade ainda não o deixa. Tem percepção disso e volta a agarrar-se. Quando cai já tem o reflexo de se sentar ou de pôr as mãos no chão.
Os fios e tomadas são um atracção natural.
Ontem descobriu a mesa da televisão, cheia de equipamentos, botões, luzes, fios, cds e DVDs. Demos-lhe um comando antigo, mas qual quê, quer sempre os que não pode.
Sendo assim, abriu a caça ao Diogo e temos nova decoração - sofá encostados, parque montado e almofadas a fechar o quadrado com as paredes - para que possa brincar mais à vontade.

A agilidade com as mãos é cada vez maior e põe intencionalmente os brinquedos a funcionar, apitar, andar - deviam ser proibido sons estridentes, pela saúde mental dos pais. Temos que os ir trocando para serem novidade, se não desinteressa-se.
 
Quando dizemos "faz miminho", ele faz festinhas (chapadas, vá) e encosta a cabeça de boca aberta.
Está aliás um mimoco, gosta de festinhas, de adormecer no colo, que lhe cantemos. Quando canto entoo o "olha o sol que vai nascendo" acalma-se de imediato (lembro-me tão bem desta música tocar no gira-discos dos meus pais em miúda).
 
Esteve doente com uma virose que durou 3 dias, com febre e umas pintas nas costas. À custa destas, no hospital fizeram-lhe análises ao sangue e, por incompetência ao picar, tiveram que lhe pôr um cateter, que gerou muitos gritos e uma mão negra. Conto com o coração apertado e nem vi, o pai é que sofreu com ele.
Esta virose tirou-lhe o apetite, está pisco e bebe cada vez menos leite. Não come a fruta e papa todas, mau sinal para o glutão que pedia sempre mais.

Mais dentes devem estar a caminho, tal é a intensidade que mói a chucha e dedos.


Parece-nos subitamente maior, no entanto não foi assim tão rápido, a desenvoltura e o estar muito em pé, "esticado", é que revelam aquilo que é um facto: o nosso bebé tem quase 1 ano.


A gatinhar para o mundo... e para conquistar as babes

E agora de pé, só com uma mão e um sorriso cheio de charme

segunda-feira, 24 de março de 2014

E aos 10 meses e um dia

o Diogo pôs-se em pé sozinho pela primeira vez, agarrado ao sofá, quase sem darmos conta.
Já não era sem tempo moço! Tinha vontade, faltava só um jeitinho.

E há um ano ia parar ao estaleiro à custa deste menino que pressa só tinha para nascer!
Agora só mesmo para comer.
Sem stress.

9 meses... e meio... e uns dias... bem... 10 meses!


Isto está a correr depressa, o tempo bem ocupado e o livre tem sido aproveitado para livre mesmo, sem registos no blogue.
Fui escrevendo desde os 9 meses, sem terminar nunca o post e surgiu este resumo!


Aos 9 meses, feitos a 23.Fevereiro tínhamos um menino doce, a vincar a personalidade. Ainda que os avós, com ele ao colo, só profiram elogios sobre o como é calmo e nunca chora, na verdade do dia-a-dia é que ele mostrava bem o que quer e mandava vir quando não leva a sua avante.
Não deixa de ter um temperamento tranquilo, nem é um bebé chorão, isso não, até porque o manifesto preferido são os gritos.
Cheio de genica, quando sentado vai rodando, tentando apanhar tudo esticando-se para a frente, ficando de gatas muitas vezes (e zangado).
Por sugestão da pediatra passámos a pôr as almofadas à volta mais afastadas e resultou para deixasse de se atirar à tolo para trás. Passou a ficar perfeitamente sentado e vai-se arranstando, percorrendo o chão.
Quando estamos por perto tenta agarrar-se a nós para se levantar e já conseguia com uma pequena ajuda.
Aos 9 meses e 1 dia começaram as verdadeiras gracinhas por mímica e espontâneas. "A galinha põe o ovo" e as palminhas.
Palrava pelos cotovelos, até se acordasse a meio da noite.
Quanto à noite continuámos a ter de tudo, desde o pequeno choro pela chucha, às madrugadas, fomes pontuais, noites de nem acordar, noites de 8h, outras de 10h, mas de uma forma geral tem corrido bem e quando é pior é porque há alguma alteração, como foi o caso da alimentação.


Na consulta de 6.Fev (8 meses e 1/2) pesava 7,9 kg e media 68 cm, continuando fiel às suas curvas de percentil 25.
Foi nesta consulta que a pediatra indicou as alterações ao jantar, passando da sopa com peixe para açorda, farinha, massa ou arroz com peixe. A adaptação foi uma animação de me pôr os cabelos em pé... Estava contar com estranheza no início, mas durou mais... Fiz como a pediatra recomendou, dava-lhe umas colheres com tudo esmagado e depois passava com a varinha. Passado ainda pior comia, fosse qualquer uma das quatro opções e até já tinha um pouco de sal e azeite para melhorar o sabor. Até que "bolas, se ele gosta de pão, como não gostar de açorda?" Comecei a preparar não desfeito e começou a gostar e sem se engasgar! Com o arroz foi o mesmo e descobri-o com o nosso arroz... de bacalhau!
Passou a comer bem e muito! E a querer sempre o que estivéssemos a comer, tendo já a sua pancinha cheia ou não!
A farinha de pau raramente preparo, pois não se consegue uma consistência que goste. Curiosamente continua a comer bem a sopa, papa, papa de fruta, que são purés...
O top é mesmo a fruta, com destaque especial para a laranja aos pedacinhos.
Temos um comilão, portanto.




10 meses - 23.Março

Este mês o verdadeiro desenvolvimento foi a nível de movimento.
Na semana passada descobriu que pondo um pé atrás do outro... caminha! De nada adiantaram as nossas insistências a ensiná-lo, foi quando quis e agora... não quer outra coisa! Até já consegue levantar a perna quando se depara com escadas.
Assim será possivelmente com o gatinhar, pois consegue deitar-se, pôr-se de gatas e não gatinha, apesar de lhe mostrarmos como é. Aprendeu também na semana passada a voltar a sentar-se, mudar de direcção, deitar e reclamar porque não consegue chegar onde quer.

Nasceu um dente incisivo superior e no dia antes de completar os 10 meses, furou o companheiro deste.

Palra muitas sílabas, em especial dá-dás e tá-tás e nota-se que o "oiá" já é com bastante intenção de "cumprimentar".

Adora crianças, fica louco quando se aproximam, por isso quando o levámos com a mana ao parque infantil do shopping foi a loucura, até porque experimentou as motinhas com mola. Com a melhoria do tempo também já fomos passear muito ao ar livre e o solzinho faz-lhe muito bem.
Adora bolas e balões, bater com os brinquedos, atirá-los da cadeira para o chão e ficar a olhar, a Xana toc-toc, a Casa do Mickey, as músicas do Jake e os Piratas e da Doutora Brinquedos.
Com tudo isto faz cara de biquinho e estica os braços, que até tremem.

É, sem dúvida, a Primavera deste bebé!









quinta-feira, 13 de março de 2014

Momentos mimo consola o coração

Dela:
Saltitarmos, como duas crianças, do carro até à porta. Ela ri-se, ri-se, ri-se.

O super-abraço, tão bom, de super-mãe e super-filha, para que o dia corra bem, superemos as dificuldades e desafios, ela na escola, eu no trabalho e se as pernas tremerem nos lembremos deste momento de força.

Levar um peluche ao pai doente na cama (fez o mesmo comigo na noite em que o Diogo nasceu quando estava na fase "não sei se é desta")


Dele:
Quando sentado ao colo chega o sono, se encosta e vira a cabeça de lado e para trás, à procura do aconchego da minha cara e assim ficamos enroscadinhos.

O encostar-se a mim com grande sorriso e mimoco quando regressámos do fim-de-semana de recarregamento de baterias fora (pouco mais que 24h) e lhe dizia "olá".

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Os pais, o amor e a economia


A Joana está doente, com uma daquelas viroses típicas (bem fazendo as contas já não estava há praticamente 3 meses, desde o Novembro horribilis).
Ontem dormiu comigo para ir acompanhando as febres e estado geral (tenho pânico dos picos).

No silêncio da noite ao adormecermos:
"Mamã, quando for grande vou viver nesta casa?"
"Sim, se quiseres podes morar" - enterneci-me
"Se o Rodrigo, irmão da Inês, me deixar eu vou escolher esta casa" - oh o amor
"Está bem, podem morar aqui ou na vossa casa, por exemplo aqui perto, vocês é que escolhem"
"Se ele não quiser, o problema é dele ele é que vai pagar!"
"Pagar? Pagar o quê?!"
"Pagar outra casa!" - oh a economia

Não sei se já eram neurónios avariados pelo adiantado da hora, mas não sabia se lhe havia de dar beijinhos por querer ficar connosco, enternecer-me pelo namorado fiel ou bater palmas pela perspectiva financeira! Por isso, ri-me e muito!
Por muitas incertezas que o futuro possa trazer, o tecto está garantido minha filha.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

S. Valentim

Ao chegar à escola a educadora diz à da Joana que vai levar para casa o coração feito pelo "namorado". Meto-me na conversa e digo que ela já tem um há muito tempo fora da escola, o Rodrigo.
"Ai é tens dois?!" brinca a educadora
"Não, só tenho um, o da escola é a brincar.", esclarece.

Ao fim do dia de ouvidos cheios de S. Valentim nas notícias:
"Hoje é S. Valentim! Mamã eu hoje vou estar com o meu namorado"
"Não, hoje não."
"Mas quando é que eu vou estar com o Rodrigo e a Inês? Eu estou sempre com a avó N. e R. e nunca estou com eles" - injusto!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O sol ou a falta dele


Precisa-se urgentemente de sol para que a minha criança (e a que há em mim também) possam libertar a sua energia potencial sob a forma de energia cinética, que não seja a correr pela sala e a saltar nos sofás, dias a fio (com breves excepções), mesmo depois de dias de escola e a horas que os pais já sofrem de inércia e ainda têm o mini eufórico de nos ter com ele, cheio de energia potencial. Quando chegamos à garagem, para deslocações casa-casas, casa-escola, a miúda corre, corre, corre, parece que foi "libertada na natureza"...

E a mim, faz-me tanta falta, para as mini caminhadas matinais que descobri que me fazem tão bem, nem que seja para respirar fundo, apanhar ar na cara, ouvir os barulhos naturais.


Já são meses de chuva, chega, ok S. Pedro?
Cheias, inundações, costa fustigada, vendavais, a natureza, destruição e prejuízos sem fim.
Bem sei que merecemos um castigo pelo que lhe temos feito, mas nem todos precisamos de acordar para isso, muitos de nós já estavam bem conscientes.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Diogo 8 meses


Aos 8 meses feitos no dia 23.Jan o Diogo começou a palrar a sério, com tá-tás, dá-dás, p-ps- t-ts. Durante o mês bem tentava, só que as sílabas saíam-lhe sem som, excepto se estivesse zangado a aí era um "mâ-mâ-mâ" delicioso.
Dá uns gritos agudos estridentes, mais de alegria e excitação e para chamar a atenção do que por choro.

Após a bronquiolite no início do mês / ano, ficou um bocado manhoso com a sopa. Distingue bem o doce da papa, fruta e iogurte daquele sabor sem sabor que é sopa de bebé e isto com que sopa for, carne ou peixe e por mais que troque os legumes. Vai comendo, mas com muitas piruetas para o distrair. O melhor truque é deixá-lo ganhar fome a sério :)

Com a doença e os antibióticos a meio da noite desregulou a barriga... e os sonos e voltámos às noites animadas e às madrugadas. Felizmente tem retomado o sono tranquilo, com noites de 10h e chorincos pontuais.

No dia de Natal experimentou pão e foi a loucura, assim como foi a loucura quando passados uns dias se entalou com uma migalha e deitou o lanche fora...
As bolachas maria são uma perdição, o que tal como foi com a irmã, é normal, empanturrei-me delas na gravidez e nas merendas nocturnas da amamentação.
O papa-frutas que lhe foi oferecido pelo Pai Natal dos primos gémeos é uma excelente invenção, além de saborear em segurança, coça as gengivas. E deixa-nos fazer as nossas refeições mais tranquilas, já que este menino pode estar de barriga cheia, mas se vir alguém a comer fica a ougar com os olhos mais pendurados do mundo e boca aberta. Dá vontade de lhe enfiar uma garfada de cozido à portuguesa.

No dia 24, o 2º dente incisivo começou a picar e agora já está cá fora a fazer companhia ao vizinho. Felizmente a única mossa que causa é apenas trincar tudo o que aparece.

Com o "loucas andam as galinhas" é uma risota, mal ouve a música estica os braços ao máximo e roda as mãos. Quanto maior for o número de pessoas a brincar, maior é a alegria. De vez em quando faz isso com qualquer música, como "olhem estou a fazer gracinhas".
Ao brincar no chão ou cadeira, não se contenta com o que está perto, tem sempre que mexericar em tudo e ir buscar os brinquedos mais inacessíveis! Por vezes até pega neles, põe atrás das costas e depois vai buscar, todo torto, atirado para trás, em grande ginástica abdominal. Um explorador!!!
Agarra-nos os cabelos e bochechas com força, puxa cabelos e tenta dar-nos lapadas. Gosta de me lambuzar as bochechas, mas ao pai faz logo cara feia, pica!

A espreguiçadeira é para esquecer, põe-se todo para a frente e tenta agarrar nem que seja o chão. Só usamos quando temos que estar pontualmente em qualquer lugar da casa, de resto fica na cadeira da papa ou no chão (ou no mimo do colo).
Agora que se senta bem, gosta mesmo é de estar em pé e já finca os pés com força. Sempre à frente!


A mana continua aquele doce que por exemplo ao ver o pai em desespero com a sopa "Anda lá Diogo, come, vira para cá, não, não esfregues as mãos na cara, não agarres a colher" diz "Coitadinho papá, não ralhes com ele, que ele ainda é pequenino e não percebe".
E pode acordar com o maior sono telha do mundo, a começar o dia devagar, devagarinho, como sua a progenitora, que se ele estiver acordado fica de imediato bem disposta e sorridente.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Ontem, o Sol


E no fim do dia, de conversa com a família e com a minha amiga, a minha amiga de sempre, enxuguei as lágrimas e fui buscar a Joana saltitante. E um ar bom e o sol, esse tempero, tinha aparecido nesse dia cinzento. Finalmente o sol.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Vacinas


A minha doce menina portou-se lindamente nas vacinas dos 5 anos esta 3ª feira

No início do dia perguntei-lhe se queria ir comigo e com o Diogo tomar também a sua vacina e tremelica e cheia de coragem respondeu que sim, para ficar resolvido.
Pensei que ia ficar a pensar no assunto, mas não, foi para a escola com o ânimo que agora lhe é característico (mesmo depois de 2 semanas de férias). A educadora disse que só depois do almoço mostrou receio. No entanto, desde que a fui buscar ao início da tarde, a lanchar durante a espera e até entrarmos no consultório, nunca disse que já não queria, nem mostrou muito medo, só aceitação.

Então descobri que eram duas... bolas.
Ficou receosa na aproximação da 1ª, pu-la no colo e escondi-lhe os olhos, quase não deu conta, quando o enfº perguntou "posso começar", já tinha passado.
Ao saber que havia outra, não queria, mas aceitou... só que essa, a vaspr, doía mesmo segundo o enfº... e chorou muito sentida a minha doce menina.

Ficou nervosa e já nem quis ver a do irmão e minha a pensar que podia doer...
Ficou dorida e queixosa. Como o enfº lhe explicou a importância das vacinas preocupou-se em saber se tinha todas em dia. E como o pai tem uma a tomar, ficou preocupada que estivesse atrasada (mal sabe que está e dois anos). Preocupações de adulto em cabeça de criança.
À noite custou-lhe adormecer, sem posição. Devia ser proibido por decreto uma criança tomar duas vacinas num só dia.

Foi uma valente. Com a idade dela e até mais velha, ia arrastada. A minha irmã escondia-se na varanda.





Poço



(adaptado de comentário que fiz num blog)

Sinto-me esmagada pela vida, de uma forma avassaladora que me tira a calma e o sono.
Não consigo perceber bem porquê, julgo que é por uma série de acontecimentos que se conjugaram, como as más notícias de saúde e perdas em Dezembro. Tudo me parece efémero, o mundo parece-me demasiado cruel, injusto e sem sentido. E no entanto... não me falta nada, até um novo projecto profissional e na minha área tenho, estamos bem e pelo menos os mais próximos estão bem... Ao mesmo tempo sinto-me estúpida a viver por antecipação...
Ao contrário do que me acontecia antes, não estou a conseguir encontrar paz nesses doces momentos dos filhos, por pensar no mundo duro que os espera e em que os pus... Só penso que em breve essa magia se perde...
Logo eu que parti para o 2º ainda sem emprego e a olhar de lado para quem falava na coragem... e pensava que só tinha que os proteger como pudesse e preparar... e que fui chutando a crise para canto, ainda que de forma realista...
E ao tomar consciência de que tenho uma família e filhos maravilhosos, uma de 5 anos e um doce bebé de 7 meses, a culpa de me sentir assim ainda é maior...
Só quero sair deste poço rapidamente, só tenho que deixar a vida invadir-me, em vez dos pensamentos de perda...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Festas 2013

O mês de Dezembro foi complicado com partidas e doenças de amigos e pessoas próximas. Psicologicamente sinto-me debilitada, ansiosa e estou muito sensível e frágil, qualquer coisa me faz chorar. Pode ser do cansaço acumulado, as más notícias, as notícias do país, o começo de um novo ciclo, o aproximar do Natal e ano novo, que trazem sempre uma nostalgia... De repente perdi o sentido deste mundo demasiado cruel para criar os meus meninos.
Novos dias e ânimo virão.

O Natal passou rápido, mas com muitos momentos bons. Foi agitado na correria de conseguirmos estar com todos e no Pai Natal de todos, entre as casas dos meus pais e os tios do Marco. Acabei por aproveitar melhor o Natal de primos, no sábado a seguir, já que chegamos aos meus pais e não saímos mais o dia todo. Não que a agitação parasse, com uma casa cheia e muitas crianças é uma animação. É o dia mais parecido com o antigamente, com a falta da minha avó. Repetem-se as brincadeiras entre primos, agora na nova geração. Foi o primeiro Natal do Diogo e da Mariana, o segundo do Tomás e da Leonor, e a Joana, Maria e Beatriz reencontraram-se.
Tivemos ainda a festa da Joana onde vimos a nossa menina super crescida, cantar e dançar, como tanto gosta e feliz por nos ter aos 3 a vê-la.

Dificilmente um ano pode superar aquele em que nasce um filho, agora será a alegria de os ver crescer. 2013, sobretudo Dezembro, acabou por revelar aquilo que parece frase feita, o mais importante é a saúde, com ela tudo é possível. Por isso que seja um ano de saúde, de serenidade, de aproveitar os momentos, saborear o convívio com família e amigos. Bom 2014!

(E a provar que é mesmo assim, a constipação do Diogo agravou-se, a noite de 31 foi um terror e passamos o almoço de Ano Novo no HPP onde lhe diagnosticaram uma bronquiolite com duas otites...agora já temos o nosso menino de volta, sorridente, ainda que com uma grande panela)