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sábado, 30 de março de 2013

Mimos para a mãe grávida #2


"Huum cheiras bem mamã! A que é que cheiras? Hum a mano!"

Tem sido tãããão mimocas para mim e para o mano! Festinhas, beijinhos, conversas com a barriga.

Soooo in love pelos meus filhotes!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Stop - paragem obrigatória


E vim para o estaleiro. Como as contracções pioraram a GO achou mais prudente descansar, sob risco de parto prematuro. De facto, mais repouso, está a resultar.

Pelo meio estiveram 3 episódios de "Uma aventura na Segurança Social" intercalados com 2 de "Uma aventura no Centro de Saúde". O atendimento foi, quase sempre, impecável (descontado algumas pessoas enfastiadas por terem que ouvir perguntas de utentes, ainda que seja a sua função. É o que dá a falta de concorrência, se eu fosse igual no trabalho, ninguém comprava nada). Aliás, a unidade de saúde familiar parece mesmo uma clínica privada, tal é a organização e cuidado com que fui tratada.

Passado o stress e a excessiva preocupação, sentar-me no sofá, usufruindo dos movimentos do bebé, é muito bom. Tem estado muito activo, dia e noite.
Como começo a dormir mal, também tem sido bom conseguir descansar durante o dia.

Hoje a Joana o pai foram de novo a C. Paiva, após muita insistência minha. O pai tem sido (ainda mais)  impecável, super esforçado para que estejamos todos bem e tem assumido o comando da casa e da Joana.
Ela está cada vez mais autónoma e compreende bem que é importante ajudar-nos, daí surgirem tantos mimos para a mãe grávida, mas claro que aos 4 anos ainda precisa de apoio e orientação nas suas tarefas.

Antes de saírem o pai fez questão de me ir buscar mantimentos, revistas e queria trazer mais coisas, eu é que não deixei. Trata-me com todo o cuidado.
Expliquei à Joana que não ía e respondeu-me: "Já sei mamã que não podes ir." Lá foi, substituindo-me pelo novamente pelo Farrusco (!) e ao fechar-se a porta do elevador acrescentou "Não te esqueças, fica bem!".
Custa-me estar sozinha, preferia estar lá, mas tenho consciência que é por um bem maior e prefiro que eles estejam a aproveitar o convívio, iria sentir-me pior se tivessem ficado.

E é por esta partilha, união, mimo, entre todos, que amo cada vez mais a minha família (se é que tal é possível), que está a crescer e que estar à frente de tudo, é a coisa certa.




Avós e tia - o regresso

A Joana ficou super-feliz com o regresso dos avós e tia.
A avó fez-lhe uma surpresa na 2ª feira ao ir buscá-la à escola. Veio a correr "Vovóóóóó!" e deu-lhe um grande abraço. Imagino a baba!
A avó trouxe-a para casa e comentou:
"Tinha tantas saudades tuas!"
"Eu também vovó!"
"Para a próxima levo-te comigo."
"Está bem, quando fores ao Brasil vou contigo."
"Não, ao Brasil não, que é muito longe e ficas com saudades da mamã. A Fornelos, ou assim..."
"Não faz mal, eu levo o Farrusco."
(ok é parecido!)

O avô veio ao final do dia e a Joana sorria ao olhar para ele.

A tia Cristina apareceu de surpresa e quando abrimos a porta, a Joana começou aos saltinhos "Cristina!!!". Deu-lhe logo a prenda do Domingo de Ramos e quis brincar.

O que é que andavam a fazer em Julho?



Aniversários Março

15 - primo D.
17 - cunhado F.
22 - avô H.
23 - amiga O. e B.
24 - tio H.
26 - antiga colega B.

Mais uma dúzia de conhecidos.

Era o calor, não era?


E juntando a isto, o dia do Pai e a Páscoa, como é possível eu, grávida e cheia de apetite de doces, não engordar em Março?
(ainda que tenha falhado alguns eventos, por força da gravidade, literalmente...)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Mimos para a mãe grávida

"Joana, tens que me ajudar, porque o teu mano está a ficar muito gordo e só me dá trabalho!"
Aflita:
"Mas como é que eu vou ajudar-te, posso ajudar-te a fazer o jantar?"

"Mamã calças-me as sapatilhas? Olha, eu chego-te, está bem?"

"Mamã, vou para o escritório jogar, se precisares, eu tou, tá bem?"

domingo, 24 de março de 2013

Slow down mode on


Desde 5ª feira as contracções pioraram, são mais, mais fortes e na barriga toda. A medicação não está a fazer grande efeito. Vou à médica amanhã avaliar a situação.
No sábado deram-me folga do trabalho e descansei mais. À noite, saí para o aniversário da minha amiga O., que mora mesmo aqui ao lado e não me senti nada bem, nem de pé, nem sentada, estava agoniada e deram-me algumas bem fortes. Costuma ser um aniversário bem animado, com pessoal bem-disposto, mas já nem ouvia nada... Só pensava que a criança ia nascer já e demasiado prematura. Já me imaginava a ir directa para o hospital e no que havia de fazer... Assustei-me bem.
 
E pronto, foi assim que dei um cartão vermelho a mim própria e hoje já não fui ao aniversário do meu tio, nem a Castelo de Paiva como inicialmente previsto. "Despachei" o marido e filha para lá a meio da tarde, para aproveitarem eles o fim-de-semana e fiquei a "sofazar", com toda a propriedade, sem tentar sequer arrumar umas roupas, organizar uma gaveta, pôr uma roupa a lavar. Senti-me bem melhor.
A ver se meto no chip que tenho mesmo que abrandar, entrar em modo "slow down" e banir a palavra "depressa" do vocabulário.
É que grávida tenho (e muitas mulheres têm) a noção (e irritação) das limitações, mas ao mesmo tempo uma força interior, que parece que posso suportar o mundo às costas, que sou capaz de tudo. Deve ser algo hormonal, algo biológico e inato isto de querer montar aquela prateleira, pendurar os quadros e candeeiros, ter "o ninho" em ordem, que contrasta com a necessidade de descanso.
Agora é controlar a força e orientá-la para o sítio correcto. Com calma.
 
 
 
Felizmente há um irmão habilidoso para pendurar uns quadros, encostados há 2 (dois!) anos à parede.
 
 
 
 
 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Interesseira? Talvez não


A Joana adora que a avó N. a vá buscar à escola. Vão para casa dela, onde a miúda lancha (pela 2ª vez) o "leite chocolatado e as bolachinhas que eu gosto" [húngaros], vê o Disney Júnior, que em casa não temos, joga no computador, entre brincadeiras e mimos com a avó e a tia. Quando o pai a vai buscar, refila sempre que ainda é cedo e à 6ª feira poder ficar para jantar, é o delírio.
Quando, por algum motivo, os dias da avó são trocados reclama que queria ver o Disney e apetece-me esganar aquela mini-interesseira. Agora que a a avó foi ao Brasil também já se queixou do mesmo.

No entanto... 
...no sábado, já ensonada, ao deitar-se na nossa cama, disse que não sabia quem era "aquela pessoa" na fotografia da mesinha de cabeceira e expliquei-lhe que era a minha avó Mimi, mãe da avó N, quando era novinha. Ficou muito triste, de beicinho e olhos cheios de água. Perguntei o que tinha e respondeu saudades. 
"De quem?" 
"Da avó N., que não volta do Brasil."
"Não fiques triste, está quase a voltar."
Aí é que ela caiu mesmo num choro solto... Abracei-a e confortei-a.
"Também tens saudades?" - perguntou.
"Sim, mas sei que passa rápido, é só uma semana e durante a semana andamos distraídos."
"Achas?"
"Sim. Olha, já sei vamos-lhe ligar?"
Ficou tão contente a falar com a avó que também está cheia de saudades!
E nós a acusá-la de interesse no lanche e TV. Os argumentos do carinho e colinho têm muito mais peso.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dia do Pai


A miúda acordou super bem-disposta por ser dia do Pai e ter festa na escola e por regressar à natação, depois da otite.
Ultimamente acorda para ir para a escola como quem vai para uma festa. Na 2ª feira por exemplo, estava tão entusiasmada por levar a flor que fizemos no domingo, para o dia da Primavera, que até saltava.

Gostou de saber que o pai lhe foi dar um beijo antes de sair, teve pena de não o ver, mas compreendeu que não a quis acordar.

Vieram da festa felizes, a contar os jogos de mímica, brincadeira e lanche. O pai recebeu a prenda, um conjunto de copos para pôr canetas e material de escritório.
A miúda estava cheia de mimos para o papá.
O papá contou-me umas três vezes, com um sorriso em bicos de pés, como foi recebido por ela na escola, com um grande abraço e os olhos dela colados, literalmente, por longos segundos aos dele, a contemplá-lo.
A última vez que descreveu foi antes de dormir e com certeza adormeceu com o coração quente, por ter uma filha tão especial.

Preparativos para a chegada do Diogo


Nos últimos fins-de-semana tinha começado os preparativos para a chegada do Diogo. O tempo passa muito rápido, tinha a percepção de que estava a ficar pesada e com a barriga grande e de que me canso nos esforços, logo havia que aproveitar esses bocadinhos, que durante a semana é a sempre correr. Na gravidez da Joana, tinha deixado mais para o fim, depois tive ordens de descanso e foi mais complicado.
Pelos vistos agora com este alerta amarelo, foi o que fiz melhor...

Fui buscar as roupas que tinha emprestado à minha prima, que me já me enviou também as de recém-nascido dos gémeos e as das outras primas (de gémeas também!). Sabendo do "stock", tinha comprado muito pouco, apenas uns baby-grows para usar nos primeiros dias. Para os 1ºs meses não se justifica mais, ainda que tenha que separar os rosas! Os interiores é que estão em falta.
Comprei alguns acessórios, como chupetas, fraldas, sabonete, discos de amamentação para as 1ªas impressões.Já tinha começado a organizar o quarto da Joana. Espaço não falta, mas a arrumação sofria do efeito "bota para lá" nos brinquedos e roupas antigas.Agora tenho o escritório um caos, num entra e sai para os arrumos (e à espera de caixotes ikea para embalar...).

A Joana está mentalizada para partilhar o quarto e até é bom as coisas para o Diogo irem fazendo a sua "ocupação" devagarinho. Já viu a alcofa, achou muita graça ter sido dela e prontificou-se para emprestar ao mano, embora "acho que ele não vai gostar disto cor-de-rosa" (alças).

Na próxima fase, tenho que fazer a revisão dos acessórios e ver o que me podem emprestar novamente. O muda-fraldas, esterilizador e a banheira, por exemplo, eram das gémeas. Na família (finalmente!) andamos muito férteis e a rotação de material funciona em pleno. 

Dá um certo dó arrumar conjuntos e vestidinhos de menina, não só porque foram usados pouquíssimas vezes, mas essencialmente por saber que não vou vesti-los de novo. Não nos vamos desfazer de nada, porque além da rotação mencionada, ainda quero ver também os sobrinhos muito pipocas!

A ver vamos é como, quando e se posso ainda ser eu a tratar de alguma coisa... e deixar de ter a casa em estado de sítio. Terá que ser com muita calma, em último caso fecha-se a porta do escritório... Antes de engravidar passa-se a vida a pensar no bom que é preparar a chegada de um bebé, senti-lo a crescer. Depois o tempo passa, engole-nos, surgem imprevistos e stresses e nem se goza em pleno o estado de graça...Como dizia à minha prima quando estava grávida dos gémeos e essa realidade a invadia, à medida de que se apercebia do que a esperava, estando a viver numa aldeia no meio de nenhures, o importante é ao final de cada dia sentirmo-nos abençoadas.






terça-feira, 19 de março de 2013

Parabéns Pai dos meus filhos!

É suposto este post ser sobre o dia do Pai, mas perante alguns episódios recentes, vou voltar a deambular sobre o aspecto da irracionalidade da parentalidade.

Visto o cenário descrito antes, há algo de irracional em o pai meter-se na cama onde eu e a febril Joana íamos dormir, tendo ficado combinado o pai dormir na cama da Joana.

Há algo de irracional em a Joana querer, porque querer e chorar que seja o pai a ficar com ela até adormecer e eu ficar cheia de ciúmes e dizer algo como "pronto, já sei que sou má, a partir de agora não ralho mais e faço-te as vontades todas". Habitualmente quem me dera que ela quisesse sempre o pai, sempre fico com mais uns minutos de sofá, mas não estou minimamente preparada para Édipos, Electras e outras figuras.


Há algo de irracional em a Joana chorar e querer o inverso, no dia em que ía o pai e logo no dia em que eu estou habitual.

Esta família às vezes parece de macacos, mas ao que consta também são pais e mães.


Parabéns ao Pai da Joana e do Diogo!





Parabéns Pai!

Ao meu pai dedicado e carinhoso, Parabéns!

Cresci, mas sei que tenho sempre um colo para mim.


sábado, 16 de março de 2013

Consulta - 27 semanas


Fui ontem à consulta com a GO, com o bebé está tudo óptimo, está a crescer muito bem. 1 kilinho de Diogo. Conseguimos ver as pálpebras a abrir e fechar e os olhos a mexer, no meio de muita actividade de pés e mãos, e ouvimos o forte coração.

No entanto... o miúdo está com muita pressa e em posição de descolagem, de cabeça para baixo. E a barriga dura que sinto de vez em quando, sobretudo em "pseudo-esforços" ou ao final do dia quando já estou cansada, são afinal contracções... Ainda pensei (tentei enganar-me a mim própria) que era o bebé a mexer-se e a pressionar, mas não. A sensação é no fundo da barriga e é a toda a largura, acompanhada de falta de ar...Foi-me retirado o cartão amarelo do líquido amniótico, que não estando excepcional, está normal, e dado outro. Vamos ver se com o magnésio e repouso (...) a coisa pára sem ter que ir para o estaleiro...
Na gravidez da Joana não senti nada disto, a não ser as Braxton Hicks, bem mais para a frente... No entanto, dessa vez por esta altura já tomava magnésio por causa das cãibras...

Análises óptimas, peso... + 3 kg! Não é que não tenha muita fome e não faça muitas asneiras, sobretudo com doces, mas além da barriga, não estou propriamente gorda... continuo a achar que parti de peso negativo para o meu normal, por isso ainda tenho margem! ;) A médica aconselhou-me cozidos e grelhados (ya right). Eu sempre disse que esta gravidez seria com tudo a que tenho direito. Posso sempre ir a rebolar para a marquesa...
E faltam apenas 90 dias, 3 meses...


quinta-feira, 14 de março de 2013

Serra da Estrela

Há muito tempo, praticamente desde a última vez que lá fomos, que a Joana nos massacra que quer ir à Serra da Estrela. Há 2 anos fomos com amigos e filhos e foi bem divertido, brincámos, fizemos um boneco de neve, escorregaram no trenó... e foram uns dias tranquilos de convívio.

Juntando a vontade dela, à nossa de conhecer o H2otel em Unhais da Serra e à facilidade no primo P. reservar (dificílimo arranjar vaga), lá fomos neste fim-de-semana, também com a avó R., tios e primas. Felizmente a Joana estava melhor, ainda que no fim da tarde de sábado tenha tido novo pico de febre.

Passámos a tarde de sábado no complexo de piscinas, que é espectacular, recria o ambiente de cascata, com várias lagunas e jacuzzis com água aquecida. Até tem acesso à piscina exterior, sempre dentro de água, que cria uma sensação engraçada entre o corpo quente e a cabeça fria (imagino quando estiver a nevar!). A parte "quente" da sauna, turco, etc não posso usar, mas o resto foi só aproveitar. Claro que mal entrámos a Joana, que nem com a piscina contava, ficou louca e repetia "Olha que giro, olha que giro!"

No domingo tentámos subir à serra, mas apenas conseguimos ir até às Penhas da Saúde, a partir  daqui a estrada estava fechada. Começámos a subir com neve intensa e até pensámos não ir mais. A Joana abriu a goela fortemente perante a possibilidade de não sair do carro, compreensível após 2 anos de expectativa. Lá fomos devagar e parámos nas Penhas para 5 min de mini boneco e atirar umas bolas. Friiiiio e vento! Impossível lá estar! Foi mesmo só tirar a cisma! 

Descemos a contornar a serra, com muitas curvas e estradas em fraco estado... apesar de irmos devagar custou-me bastante... esta parte, a não repetir, mas as exigências gastronómicas familiares assim o pediam, para conseguirmos almoçar em Seia... dispensava bem, mas parece que é o que levamos desta vida...

Há fotos na neve, tiradas pela prima M.. Se não tiverem ficado congeladas, coloco.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Em Cacia

Ao passar por Cacia na A1 diz o pai:
"Que cheiro!"
Diz a avó R.:
"Não sinto nada."
Diz a Joana:
"Não fui eu!!!!"

domingo, 10 de março de 2013

A boa educação

O pai conta que a miúda chamou burra à d. G., vizinha da avó R. num jogo. Era algo inédito, a única vez que ouvi tal foi ao insultar os adversários na wii, por ouvir as primas. Fiz cara de má e disse-lhe que não se chama nomes a ninguém. Ficou com os olhos pendurados para mim, muito consternada e diz:
"Mas ela disse primeiro!"
"Não acredito, a d. G. não te ia chamar nomes, não sejas mentirosa!"
"Não! A ela própria!"
Ah bom! Nesse caso não estamos aqui para contrariar ninguém!

Toma lá xaropes!

A miúda toma bastante bem os xaropes, ainda que reclame. No fim não pode é faltar a água.
Num destes dias diz-me: "a vovó R. põe água mesmo no remédio, na colher, podes pôr?". Fiquei a olhar para a colher e pensei que não era possível, já que a dose era cheia. Talvez fosse depois de lhe dar, mas que diferença fazia?!? Segui o meu método do copo, que isto há que despachar e não ligar aos fricotes...
Mal chegámos a avó, a hora do almoço, na correria do "delivery" de filha doente: "ora explica lá à mama como é que pões a água na colher, que ela não sabe?"
Toma lá incompetente! Anda uma mãe a tratar com todos os cuidados da filha enferma, com noites mal dormirdas para isto.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Eu disse mesmo...

... que a miúda já estava rija?

Além de saber que quando me queixo as coisas pioram, já devia saber que quando digo que está tudo bem, as coisas ficam mal.

Febre de novo, ao fim de um dia e meio...

O que já sei, é que não devemos dar planos como certo com demasiada antecedência, por causa de imprevistos, por isso não lhe tínhamos contado que era este fim-de-semana que íamos ao "sítio surpresa" ao qual nos pede para ir há bastante tempo. Até ontem.

A ver vamos como corre e rezar para que, quando começar a dizer mal da minha vida, isto seja apenas um pico...

Nas asas do avião


E passados 34 anos lá foram os meus pais de novo ao Rio de Janeiro. Com outra companhia, filha e irmão... visitar outras pessoas, as da fotos já partiram... com outros objectivos, não apenas lúdicos, mas cuidar do património maltratado dos avós... para que o nosso refúgio secular da aldeia possa permanecer em condições de acolher as próximas gerações.





Que voem mais alto do que as asas do avião! Que a nossa estrela Mimi vos acompanhe e guie nesta missão.
Como ela deve estar orgulhosa dos seus filhos, neste dia que também é dela, porque faria 87 anos e também por ser uma grande Mulher, um exemplo de luta, força e coragem! 
Parabéns avó Mimi.
Não poder soprar as velas contigo acentua a saudade em demasia.


quinta-feira, 7 de março de 2013

26 semanas

Chegámos às 26 semanas, a barriga deu um pulo e já se justifica ter comprado os camisolões.
A conclusão brilhante é que quantas mais passam, menos faltam para nascer, no momento míseras 14.

Sinto um grande peso no fundo da barriga, a faixa ajuda, mas tira-me o ar... 
O Diogo mexe-se muito e já está na fase de ser tornar mais activo quando me deito, por isso adormeço embalada.

Uma outra azia, uma ou outra cãibra e uma prisão de ventre descomunal, de chamar todas as corporações de bombeiros, ao ponto de pensar que se me desse assim no parto o Diogo nascia na boa. O ferro que tomo não está isento de culpas e o 1.5 de água não ajuda...

Cansadita, mas FELIZ!

Otite in the house


Pela 1ª vez na vida, a Joana está com uma otite. Algum dia tinha que ser o 1º e ser só quase aos 5 anos é uma sorte. Tem sido extremamente saudável e este ano até é a 1ª vez que fica doente a sério, em casa, fora isso só tosse e ranhoca. No ano passado, 1º de infantário, foi uma vez por mês "de baixa", mas nada de complicado, felizmente.

Na noite de 2ª para 3ª feira, quis ir ao wc* e no regresso queixou-se que lhe doía o ouvido. Pensei que era passageiro e disse-lhe que dormisse. Ficou sempre muito inquieta e eu a pensar "plã-mooor-de-deus o que foi agora, logo hoje que o pai teve discernimento suficiente para ir para a cama dela, será que não vamos ter uma única noite em paz, não sossega?". Fiz-lhe mimos, confortei-a e ao fim de uma hora perguntei-lhe, já zangada, o que é que lhe faltava, se podíamos por favor dormir e parar quieta e respondeu-me que não conseguia, não se queixou de mais nada. Fui eu ao wc, lá está, acordando, tenho que ir. Perguntou-me "onde é que vais?", respondi já aos berros "à casa-de-banho, porquê? Não posso?" E foi aí que tive a noção que a loucura tinha tomado conta de mim, porque ouvi o eco no quarto. O que é certo é que após tanta pedagogia e assertividade, o autoritarismo é que resultou, chorou, passados 5 min estava a dormir e foi até de manhã.

Como sempre, quando reclamamos mais, é quando o pior ainda está para vir. De manhã voltou a queixar-se e estava muito prostrada, ainda que sem febre... Siga para casa dos avós, para ficar com a tia Cristina e eu vir trabalhar, com o sentimento de culpa "eu gritei-lhe e às tantas já era da doença"... Perto do almoço liga-me a tia, a Joana queixa-se muito do ouvido e quis deitar-se. Quando lá cheguei já tinha muita febre, avô-doutor prevenido e rumo ao hospital, nova correria. Valeu-nos de novo a tia ( (já disse que esta madrinha merece uma estátua?), que a miúda estava de tal modo que não se aguentava em pé. Dentro da urgência só fiquei eu e vi-me bem aflita com ela ao colo, a temperatura a subir, pensei que ela ia desmaiar, estava amarela. As forças vêm sabe-se lá de onde e pensava "aguenta-te Diogo". Se não nasceu ontem, não nasce mais prematuro.

Quando bateu de testa no chão foi o avô com ela ao hospital, fiquei com o coração apertado e tinha prometido a mim própria que não deixava mais de ir, sobretudo depois dela reclamar comigo. Mal lhe disse íamos chorou que queria que eu fosse e fiquei contente ao poder dizer-lhe que sim.

O atendimento foi entre o trágico e o cómico, não fosse uma situação de doença. As duas estagiárias ou estudantes, não percebi bem, não ouviam as respostas às perguntas, repetiam o que lhes dizia tudo trocado e eu pensava que raio ia sair dali, se era para aquilo mais valia ter ficado em casa. Ainda mandei um "salva-me" ao meu pai. Francamente parecia que tinham ido para noite e ainda não tinham dormido tudo, tal era a loirice. A inexperiência não me incomodaria, nestes casos, mas a falta de senso sim. Acho que nem a brincar aos médicos com 6 anos teria esta atitude. Após observação, pelas duas (e ainda chamaram um colega e aqui a Joana mandou vir) disseram que seria a otite, mas como não podiam passar receita (yes!) iam chamar "a colega mais velha". Graças, nem tudo estava perdido! À espera, a Joana, deitada na marquesa e olhos fechados, concluiu tudo: "quando vim com o avô por causa do dói-dói [linguagem que só se permite com delírio de febre] na testa não foi nada disto". A pediatra 5*, outra coisa, outro trato. Saímos de lá com o diagnóstico e receita de antibiótico, não sem antes outro estagiário ver o típico caracol. Foram ao todo cinco (5!) pessoas a examinar, julgo que só o porteiro não viu. Eu própria estive tentada a espreitar. A minha filha é mesmo do bom tempo, deixa o mau feitio para nós. Aquilo fez-me lembrar os relatos de filmes interactivos hollywoodescos que algumas mães fazem sobre os seus partos, em que toda a gente vem ver e tocar.
Entretanto a Joana tinha arrebitado e fartou-se de me fazer festas na barriga a dizer "maninho, maninho" (!), falar, contar que queria ser médica de cavalinhos e gatos, etc.

Ao final da tarde voltou a ter febre muito alta, passou com ben-u-ron, jantou como se já não comesse há uma semana e pudemos aproveitar a "parte boa" da doença: os mimos, comida na boca e brincadeira sem pressas para ir dormir...
Cobrou-me, obviamente, "mamã tu ralhaste-me muito alto!".

Como a miúda é de raça (foi muito bem feitinha, genes apurados!) hoje está como se não fosse nada, firme e hirta e passou o dia a usufruir dos mimos da avó R.., sem escola "Yeeaaah" e a emitir 20 palavras / segundo. Alguém sabe se o antibiótico tem este efeito secundário?!?



* Durmo tão ferrada e ando tão cansada que nem me levantei, ainda que o wc seja ao lado da cama, dei as instruções deitada... Pela amostra dá bem para ver o zombie a caminho quando o Diogo nascer... Com a Joana foi um desatino, agravado pelo facto dela não acordar, por ela estava bem a dormir, eu tinha que pôr o despertador e ía carregando no "adiar"...

domingo, 3 de março de 2013

A Poliglota


À Joana nas pesquisas do Tom e Jerry no youtube do tablet (que domina!) sai-lhe um "veeeerrrsssãaao brasileira rgb" - resposta "não faz mal, eu sei brasileiro, que eu já conheci as primas do Brasil"


Ao chegar a casa, tira umas folhas da mochila e pergunto se são trabalhos que fez na avó. Cheia de responsabilidade responde: "sim, são os trabalhos de casa" "- Ai sim? Muito bem!" "- Sim, são de chinês." - Joana a preparar-se para o domínio oriental e a 1ª (talvez única) a usufruir do protocolo assinado pelo nosso ministro da educação, com a China.


sábado, 2 de março de 2013

Gulosos^2


O pai ri-se cada vez que assalto o armário ou o frigorífico.
Até comenta com a Joana (que depois me vem contar), por exemplo: "O Diogo gosta muito de marmelada." ao ver que a tigela nova vai a meio.

Depois pergunta "Há chocolate? Temos que comprar."E eu rio-me: "Qual é a tua desculpa?" 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Pontapés na Mãe


O Diogo está numa fase de dar muitos pontapés e estica-se, estica-se, ocupa o espaço todo.
A Joana também. Felizmente é só a partir das 5h da manhã, quando se lembra que a cama dos pais é que é boa. Infelizmente, ressona demasiado, arrepela cabelos e os pontapés são por todo o lado. O Diogo não.

Noites animadas, podia-se pensar que eram excelente preparação para o que aí vem. Tinha pensado algo diferente: aproveitar para dormir enquanto posso.

A parte boa é que, nesta fase, o pai acorda (que relógio biológico é que lhe instalaram?), levanta-se e vai buscá-la.
A parte má é que, nesta fase, eu acordando tenho que ir ao wc (um brinde ao 1,5 l de água que bebo por dia).

Depois ela olha para mim e sorri, triunfante por estar na nossa cama, aconchego-a, digo qualquer coisa mimosa "Minha coisinha doce", ela responde "Tu também és uma coisinha doce" e adormecemos (mais ou menos).
Podia ir para a cama dela, podia, mas depois sentia falta disto. E assim também vou dormindo com o pai.

Ser mãe é  (por vezes) algo mesmo estranho, irracional e insano (sobretudo a meio da noite). Repetir a dose então. 
E não consigo imaginar vida diferente.


A propósito:
"10 razões para ter filhos do blog "Pais de Quatro"
"7 razões para não ter filhos" do "À Paisana"